Entrevistas

DORO PESCH

EMPOLGADA COM O "ROCK IN RIO"

Doro Pesch soma dezessete lançamentos, incluindo os tempos de Warlock e a carreira solo. Passou pelo Brasil algumas vezes, se apresentando em festivais e em casas fechadas, mas para ela faltava ter seu nome escrito na história do “Rock In Rio”. Ao receber o convite para ser uma das atrações especiais do show do Angra no evento, a vocalista alemã aceitou prontamente. Trabalhando atualmente no sucessor do álbum “Raise Your Fist” (2012) e em um novo DVD, Doro falou à ROADIE CREW sobre a empolgação de tocar novamente no Brasil, desta vez no “Rock In Rio”.

Como se deu a chance de se apresentar no “Rock In Rio” com o Angra? Vocês vão incluir no set list somente a “Crushing Room”, que gravou com eles no álbum “Secret Garden”?
Doro Pesch: 
Acredito que sim, mas não tenho certeza porque ainda faremos os ensaios para esta apresentação. O que posso dizer é que estou muito animada e sei que será demais esta experiência. Sei que Dee Snider também participará, então quem sabe faremos algo juntos, também. Claro que a escolhida será ‘Crushing Room’, mas quem sabe uma ‘All We Are’ ou algo com Dee Snider. De verdade, é uma honra pode participar ainda que seja para uma música. Estou muito empolgada, pois ouço falar desse festival desde os anos 1980.

E você está em turnê, já que se apresentou nos Estados Unidos, tocou nos festivais “Leyendas del Rock Festival” (ESP) e “Bikeshow Millenium” (LIT), e tem várias datas agendadas na Alemanha para depois do “Rock In Rio”.
Doro: 
O Metal está vivo e bem, porque são tantos festivais interessantes que até perdi o ‘Wacken’, onde costumo estar nesta época do ano. Esta turnê pelos EUA foi muito legal, porque tocamos músicas de todos os discos. Alguns, por sinal, não foram lançados lá mas os fãs cantaram com a gente. Foi incrível! Começamos no ano passado e esse ano tocamos em Nova York. Também fizemos shows na Rússia, Escandinávia, Europa… Espero poder continuar assim, porque a banda está tinindo. Nós até pensamos em esticar e fazer uma nova turnê pelo Brasil, mas não deu certo. Vamos ver se ano que vem isso se confirma, porque temos muita coisa sendo feita.

Como estão os planos para o novo álbum, já que “Raise Your Fist” saiu em 2012?
Doro: 
Estamos trabalhando nisso neste momento, mas pretendo lançar um single ainda este ano e um vídeo muito bem produzido. Além disso, o DVD celebrando trinta anos, ‘Strong And Proud’, também será lançado no ano que vem. O show principal ficou muito bom e haverá cenas gravadas no Brasil, filmagens do ‘Wacken’, um filme que fizemos durante a turnê. Há muito material! Quem sabe não gravamos uma parte no ‘Rock In Rio’ para poder incluir neste DVD, que está 80% pronto para sair no final do ano que vem.

Você se apresentou no Brasil no ano passado e o show no Carioca Club (SP) foi transmitido em tempo real pela Internet por Marcelo Stefanoni e a equipe da 3/8 Filmes (N.R.: veja abaixo o vídeo completo do show). Como foi esta experiência?
Doro:
 Foi a primeira vez que fizemos isso! Eu fiquei muito contente por ter sido feito justamente no Brasil, onde tenho fãs incríveis. Marcelo é um grande fã e é por causa de pessoas como ele que ainda estou aqui fazendo minhas coisas com muito empenho e paixão. Ele viajou conosco na última turnê para ver e gravar cenas da banda na viagem. Além disso, também organiza o ‘Doro Day’ no dia do meu aniversário, o que é incrível! Tenho uma ligação especial com o Brasil e a América do Sul, onde os fãs de Metal têm mais paixão e fogo. Nós sabemos que no mundo todos os fãs de Metal curtem e apoiam as bandas, mas eu sinto algo a mais e especial quando estou aí no Brasil, na América do Sul e na Espanha.

Haverá alguma cena deste show no Carioca Club (SP), que foi transmitido em tempo real, no DVD que está produzindo?
Doro:
 Sim, queremos colocar algumas cenas no DVD. E também vamos tentar filmar algo do ‘Rock In Rio’. O tempo é curto para editar, mas vamos fazer o possível para fazer algumas inserções. Eu posso lhe dizer que estamos passando por uma boa fase e sinto que, ainda que não seja como nos anos 1980, as pessoas estão voltando a olhar para o Metal novamente com bons olhos. Sinto que a fase é boa!

Você falou dos anos 1980 e há trinta anos você lançou “Hellbound” com o Warlock, o primeiro pela Phonogram/Vertigo. Quais as suas lembranças daquela fase e da gravação do disco?
Doro: 
A Phonogram tinha comprado os direitos do ‘Burning The Witches’ para o relançamento, o que nos deixou muito contentes. Sabe, o Metal estava começando a crescer na Alemanha, porque naquela época era menor que na Inglaterra, Bélgica e Holanda. Lá a cena do Metal começou a crescer justamente naquela época e quando lançamos o ‘Hellbound’ a coisa realmente estava se tornando profissional. Me recordo que quando fomos ao estúdio gravá-lo, nem sabíamos direito como usar todo o equipamento que tinha a nossa disposição. (risos) Até a mesa de som e de mixagem eram tão novas que o profissional que estava conosco disse que nem sabia mexer nos equipamentos, porque eles tinham acabado de ser lançados. (risos) Tivemos que pegar outra pessoa só para explicar como trabalhar. No final, tudo saiu bem mas que ficamos espantados não tem como negar. (risos) Veja, a gente não tinha essa pretensão quando gravamos o primeiro disco. Achávamos que seria só aquilo mesmo e então a coisa começou a evoluir e crescer. Depois de ‘Burning The Witches’ não havia tanta expectativa, mas então começamos a chamar muito a atenção dos fãs de Metal, vendendo mais de vinte mil cópias nos primeiros meses.

Você gravou diversos covers ao longo da carreira, alguns de seus artistas preferidos, como Dio, Judas Priest e Led Zeppelin, mas e quanto a fazer mais alguns, mas de cantoras que aprecia, como Lee Aron, Suzi Quatro ou Janis Joplin?
Doro:
 Bem, no álbum ‘Love Me in Black’ (1998) eu fiz uma versão de ‘Barracuda’ do Heart. E é interessante ter perguntado, pois no relançamento do ‘Raise Your Fist’ há um CD bônus que coloquei músicas que gosto muito e regravei de outras bandas e artistas, incluindo uma de Tina Turner. Me lembro que tinha uns 7 anos de idade quando a vi cantando na televisão. Bem, naquela época o Heavy Metal nem bem existia, mas a vi cantando com tanta energia que aquilo me marcou. Foi por isso que resolvi fazer uma versão de uma música dela (N.R.: ‘Nutbush City Limits’, single lançado em 1973 por Ike & Tina Turner). No ano passado eu vi na TV um longo documentário sobre Tina Turner e, em determinado momento, falou-se sobre a aparição dela no ‘Rock In Rio’. Honestamente, naquela hora eu pensei comigo ‘daria tudo para ir ao ‘Rock In Rio’!’ e veja o que aconteceu oito meses depois. Recebi um telefonema e me perguntaram se eu gostaria de estar lá. Inacreditável!

Rock In Rio – Palco Sunset:
Dia 19 de setembro (sábado)
Angra + Special Guests DORO & Dee Snider

Você se apresentou no Brasil no ano passado e o show no Carioca Club (SP) foi transmitido em tempo real pela Internet por Marcelo Stefanoni e a equipe da 3/8 Filmes (N.R.: veja abaixo o vídeo completo do show). Como foi esta experiência?
Doro:
 Foi a primeira vez que fizemos isso! Eu fiquei muito contente por ter sido feito justamente no Brasil, onde tenho fãs incríveis. Marcelo é um grande fã e é por causa de pessoas como ele que ainda estou aqui fazendo minhas coisas com muito empenho e paixão. Ele viajou conosco na última turnê para ver e gravar cenas da banda na viagem. Além disso, também organiza o ‘Doro Day’ no dia do meu aniversário, o que é incrível! Tenho uma ligação especial com o Brasil e a América do Sul, onde os fãs de Metal têm mais paixão e fogo. Nós sabemos que no mundo todos os fãs de Metal curtem e apoiam as bandas, mas eu sinto algo a mais e especial quando estou aí no Brasil, na América do Sul e na Espanha.

Haverá alguma cena deste show no Carioca Club (SP), que foi transmitido em tempo real, no DVD que está produzindo?
Doro:
 Sim, queremos colocar algumas cenas no DVD. E também vamos tentar filmar algo do ‘Rock In Rio’. O tempo é curto para editar, mas vamos fazer o possível para fazer algumas inserções. Eu posso lhe dizer que estamos passando por uma boa fase e sinto que, ainda que não seja como nos anos 1980, as pessoas estão voltando a olhar para o Metal novamente com bons olhos. Sinto que a fase é boa!

Você falou dos anos 1980 e há trinta anos você lançou “Hellbound” com o Warlock, o primeiro pela Phonogram/Vertigo. Quais as suas lembranças daquela fase e da gravação do disco?
Doro: 
A Phonogram tinha comprado os direitos do ‘Burning The Witches’ para o relançamento, o que nos deixou muito contentes. Sabe, o Metal estava começando a crescer na Alemanha, porque naquela época era menor que na Inglaterra, Bélgica e Holanda. Lá a cena do Metal começou a crescer justamente naquela época e quando lançamos o ‘Hellbound’ a coisa realmente estava se tornando profissional. Me recordo que quando fomos ao estúdio gravá-lo, nem sabíamos direito como usar todo o equipamento que tinha a nossa disposição. (risos) Até a mesa de som e de mixagem eram tão novas que o profissional que estava conosco disse que nem sabia mexer nos equipamentos, porque eles tinham acabado de ser lançados. (risos) Tivemos que pegar outra pessoa só para explicar como trabalhar. No final, tudo saiu bem mas que ficamos espantados não tem como negar. (risos) Veja, a gente não tinha essa pretensão quando gravamos o primeiro disco. Achávamos que seria só aquilo mesmo e então a coisa começou a evoluir e crescer. Depois de ‘Burning The Witches’ não havia tanta expectativa, mas então começamos a chamar muito a atenção dos fãs de Metal, vendendo mais de vinte mil cópias nos primeiros meses.

Você gravou diversos covers ao longo da carreira, alguns de seus artistas preferidos, como Dio, Judas Priest e Led Zeppelin, mas e quanto a fazer mais alguns, mas de cantoras que aprecia, como Lee Aron, Suzi Quatro ou Janis Joplin?
Doro:
 Bem, no álbum ‘Love Me in Black’ (1998) eu fiz uma versão de ‘Barracuda’ do Heart. E é interessante ter perguntado, pois no relançamento do ‘Raise Your Fist’ há um CD bônus que coloquei músicas que gosto muito e regravei de outras bandas e artistas, incluindo uma de Tina Turner. Me lembro que tinha uns 7 anos de idade quando a vi cantando na televisão. Bem, naquela época o Heavy Metal nem bem existia, mas a vi cantando com tanta energia que aquilo me marcou. Foi por isso que resolvi fazer uma versão de uma música dela (N.R.: ‘Nutbush City Limits’, single lançado em 1973 por Ike & Tina Turner). No ano passado eu vi na TV um longo documentário sobre Tina Turner e, em determinado momento, falou-se sobre a aparição dela no ‘Rock In Rio’. Honestamente, naquela hora eu pensei comigo ‘daria tudo para ir ao ‘Rock In Rio’!’ e veja o que aconteceu oito meses depois. Recebi um telefonema e me perguntaram se eu gostaria de estar lá. Inacreditável!

Rock In Rio – Palco Sunset:
Dia 19 de setembro (sábado)
Angra + Special Guests DORO & Dee Snider

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