Edição #224

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Enquanto os brasi­leiros celebravam a boa fase na Fórmu­la 1, com o tricam­peonato mundial conquistado por Nelson Piquet e as três provas vencidas por Ayrton Senna, incluindo o GP de Mônaco, a corrida das bandas de rock pesado pelo sucesso…

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Descrição

ESPECIAL 1987 - INTRO

Por Ricardo Batalha

Enquanto os brasi­leiros celebravam a boa fase na Fórmu­la 1, com o tricam­peonato mundial conquistado por Nelson Piquet e as três provas vencidas por Ayrton Senna, incluindo o GP de Mônaco, a corrida das bandas de rock pesado pelo sucesso estava acirrada. Mais até do que as disputas de Piquet e Senna contra Nigel Mansell, Alain Prost e Gerhard Berger.

Embora tendo pontuado em todas as etapas, com grupos dirigindo carros de es­tilos distintos, indo do hard rock e heavy metal ao thrash e black metal, passando pelo crossover e death metal, não era fácil competir contra os astros pop que saíam na primeira fila. O Los Lobos estava ‘arriba’ com La Bamba, mas os saudosos Michael Jackson, Whitney Houston e George Michael, além de Madonna, U2, Pet Shop Boys, Rick Astley e Midnight Oil, entre outros, vinham rasgando na cola.

Apesar disso, Livin’ on a Prayer, faixa do multiplatinado terceiro disco do Bon Jovi, Slippery When Wet (1986), dividiu a ponta da parada de singles de 1987 ao lado de Faith (George Michael), ficando quatro semanas no primeiro posto da Billboard Hot 100. “A cena dos anos 1980 foi muito boa e intensa para nós, especial­mente quando demos o tiro certeiro com o Slippery When Wet e conseguimos o apoio de muitas pessoas. Na verdade, não esperávamos que alcançasse todo aquele sucesso”, recordou o baterista Tico Torres certa vez à ROADIE CREW.

Ainda assim, algumas equipes, que começaram a temporada de forma irre­gular, tiveram uma recuperação incrível e jamais deixaram o pódio: Guns N’Roses e Def Leppard…

ESPECIAL 1987 – I

Por Redação Aerosmith

Alice Cooper

Anthrax

Anvil

Armored Saint

Artillery

Autograph

Bathory

Battlezone

Bonfire

Cacophony

Candlemass

Celtic Frost

Chastain


Coroner

ESPECIAL 1987 – II

Por Redação

D.R.I

Death

Death Angel

Deep Purple

Def Leppard

Destruction

Dio

Dokken

Exodus

Exumer

Ezo

Faster Pussycat

Foreigner

Frehley’s Comet

Gary Moore


Great White

ESPECIAL 1987 – III

Por Redação Grim Reaper Guns n’ Roses Helloween Jethro Tull Joe Satriani John Norum Judas Priest Keel King Diamond Kiss Kreator Lizzy Borden Loudness Malice Manowar Marillion McCauley Schenker Group Metallica M.O.D. Michael Monroe

ESPECIAL 1987 – IV

Por Redação

Mötley Crüe

Nasty Savage

Overkill

Ozzy Osbourne

Phenomena II

Pink Floyd

Pretty Maids

Ramones

Raven

Running Wild

Rush

Sacred Reich

Sacrifice


Sammy Hagar

ESPECIAL 1987 – V

Por Redação

Savatage

Slaughter

Sodom

Suicidal Tendencies

Tankard

Testament

The Cult

TNT

Trouble

T.S.O.L.

Twisted Sister

U.D.O.

Voivod

Warlock

Whiplash

White Lion

Whitesnake

Y&T

ESPECIAL 1987 – O METAL NO BRASIL

Por Antonio Carlos Monteiro A história é conhecida por todos: apesar de alguns lançamentos elogiáveis e que marcaram época (Stress, Karisma, o primeiro volume da coletâ­nea SP Metal, o split Dorsal Atlântica/Metalmorphose e mais alguns outros), o heavy metal brasileiro começou, de fato, após a primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Não são poucos aqueles que se tornaram músicos após terem assistido, ao vivo ou pela TV, nomes como Queen, Iron Maiden, Scorpions, AC/DC, Ozzy Osbour­ne, Whitesnake e Yes se apresentando no festival. Assim, podemos dizer que 1985 foi o início de tudo, 1986 viu a coisa se dissemi­nar e 1987 foi o ano da consolidação do rock pesado por aqui. Mas, vale lembrar antes de qualquer coisa, naqueles tempos era tudo feito na raça, na base do “faça você mesmo”. Afinal, eram tempos sem internet (pois é, já houve uma época que o mundo existiu sem estarmos conectados!) e, com isso, a informação chegava de forma esparsa – isso quando chegava…

BRIAN SLAGEL (METAL BLADE)

Por Guilherme Spiazzi

É impossível desvincular os caminhos percorridos pelo metal de personalidades que foram chave para o crescimento e perpetuação do estilo pelo mundo. Muito se fala de bandas e artistas desbravadores que se tornaram referência no estilo, mas pouco se sabe dos bastidores – daqueles que fomentaram o impulsionamento da carreira de grupos que carregam um catálogo inve­jável de lançamentos. Nesta entrevista com Brian Slagel, que acaba de lançar o livro ‘For the Sake of Heaviness: The History of Metal Blade Records’ – o fundador de uma das mais importantes gravadoras independen­tes do metal traz detalhes sobre o passado e presente, além de compartilhar algumas percepções. Mais do que um empresário, Sla­gel é um fã incondicional do gênero e você percebe isso nas palavras a seguir…

BLIND GUARDIAN

Por Guilherme Spiazzi Cada disco lançado, assim como cada show tocado, tem uma personalidade única que refle­te aquele exato momento de energia e emoção. O que Hansi Kürsch (vocal), André Olbrich e Marcus Siepen (guitarras), Barend Courbois (baixo) e Frederik Ehmke (bateria) bus­caram com o recém-lançado Live Beyond the Spheres, triplo ao vivo, foi exatamente capturar os momentos mais fantásticos de cada apresentação e materializá-los num trabalho único. Desta forma, como nos conta Olbrich, os fãs têm em mãos algo exclusivo e do qual eles mesmos são parte. Além disso, o músico revela detalhes dos dois próximos álbuns do Blind Guardian…

THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA

Por Daniel Dutra O heavy metal vai à disco­teca! Calma, não vire a página. Imagine o Studio 54, casa nova-iorquina frequentada por todos os tipos de estrelas de 1977 a 1986, não aquele bailinho do clube perto da sua casa. Com o excepcional Amber Galactic, Björn “Speed” Strid (vocal, Soilwork), David Andersson (guitarra, Soilwork), Sharlee D’Angelo (baixo, Arch Enemy), Richard Larsson (teclados), Jonas Källsbäck (bateria) e o recém-chegado Sebastian Forslund (guitarra e percus­são) foram além ao trazer para os dias de hoje o melhor do classic rock de raízes nas décadas de 70 e 80. Os elementos de AOR continuam lá, até mais fortes, mas a incursão por funk, soul e disco music fez do terceiro trabalho do The Night Flight Orchestra um dos grandes lançamentos de 2017. Conversamos com Strid para sa­ber um pouco mais sobre tudo, e aqui você tem os melhores momentos do papo. Di­virta-se com a leitura, mas faça um favor a você mesmo: ouça e compre o disco…

THE CULT

Por Daniel Dutra A caminho do Brasil pela sétima vez – as outras foram em 1991, 1995, 2000, 2006, 2008 e 2011 – Ian As­tbury (vocal) e Billy Duffy (guitarra) levarão o som do The Cult a quatro cidades (Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo). Seria o suficiente para procurarmos a banda inglesa, que hoje tem Grant Fitzpatrick (baixo), Damon Fox (guitarra) e John Tem­pesta (bateria) acompanhado os líderes. Mas se a primeira vez é inesquecível, como dizem, há também muita história para contar. Em um papo de vinte minutos, Duffy entrou num túnel do tempo para relembrar momentos do passado do Cult e dele próprio, além de revelar o que vem pela frente num grupo que não está no Rock in Rio. Sim, nem mesmo o guitarrista consegue entender. Confira!

VENOM INC.

Por Chris Alo Venom! O power trio inglês que levou a New Wave of British Heavy Metal a outro patamar, criando as bases para o thrash, o black e outros subgêneros extremos de metal está de volta. Ou foi clonado. Ou ainda duplicado. Tudo depende do ponto de vista. Para quem não sabe, Conrad “Cronos” Lant (vocal e baixo), Jeff “Mantas” Dunn (guitarra) and Anthony “Abaddon” Bray (bateria) criaram o Venom em Newcastle (ING), em 1979. A banda literalmente explodiu a cena com seus primeiros discos, Welcome to Hell (1981) e Black Metal (1982) e manteve a formação até 1986, lançando mais dois discos de estú­dio, At War With Satan (1983) e Possessed (1985). Após uma rápida saída de Mantas (uma nova formação registrou Calm Before the Storm, de 1987; o guitarrista voltou em seguida), foi a vez de Cronos sair, em 1989. Abaddon e Mantas encontraram um subs­tituto no baixista e vocalista Tony “Demoli­tion Man” Dolan (ex-Atomkraft), com quem gravaram três discos, sendo o primeiro deles Prime Evil (1989). Houve uma volta com a formação clássica e depois várias mudanças no line-up, com Cronos sempre à frente, o que perdurou inclusive pela dé­cada passada. Até que em 2015 o time que gravou Prime Evil (exceto o guitarrista Al Barnes) se juntou sob o nome Venom Inc., se lançou em turnê, tocando os clássicos do Venom, e acabou assinando com a Nuclear Blast. O resultado desse contrato foi Avé, primeiro disco do trio. Jeff Dunn, mais conhecido como Mantas, conta como aconteceu essa improvável reunião…

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Brian Slagel, exemplo inspirador

Nessa edição especial em que focalizamos o cenário do heavy metal em 1987 estão presentes aqueles ingredientes típicos que fazem com que a leitura pro­voque a vontade de ouvir novamente aquele disco que adoramos, mas que faz algum tempo que não ouvimos, ou então desperta o interesse em conhecer melhor algum álbum que não temos, mas que achamos que vale a pena sair à procura dele, até porque atualmente é muito mais fácil ter acesso às suas músicas do que era algumas décadas atrás. E 1987 foi um ano maravilhoso para quem gosta de música, tanto é que nossa matéria de capa traz os comen­tários da nossa equipe sobre 87 grandes álbuns, e ainda listamos mais 100 títulos que merecem ser conferidos, além de lembrar das produções brasileiras que deixaram suas marcas naquele ano.

Temos ainda a satisfação de trazer novamente às páginas da ROADIE CREW um personagem que é um dos principais respon­sáveis pela grandiosidade que o heavy metal atingiu no mundo da música: o fundador da Metal Blade Records, Brian Slagel, que comanda sua gravadora desde a fundação em 1982, mas nunca se restringiu ao papel de dono de uma empresa e homem de negócios. Mais do que isso, ele dedicou-se de corpo e alma à sua paixão pelo rock pesado, e graças à sua visão e competência, contribuiu diretamente para que se desenvolvessem alguns dos maiores nomes do metal, entre eles Metallica, Slayer, Cannibal Corpse e Ratt. Durante todo esse tempo de atividade Slagel conviveu com as muitas mudanças que a tecnologia trouxe para a indústria da música, mas demonstra que administrou muito bem as alterações que foram impostas pelas circunstâncias do mercado, mantém sua empresa economicamente saudável e, principalmente, transmite uma impressão otimista quanto ao futuro do cenário onde atua. Ele tem sim bons motivos para recusar as propostas de gigantes do ramo, e vai permanecer trabalhando incansavelmente à frente de sua Metal Blade.

Rebobinando 30 anos das nossas vidas, essa viagem no tempo nos faz pensar no quanto mudou o mercado no mundo da música, redefinindo e afetando profundamente o papel da indústria fonográfica. Para aquelas empresas que se mantinham conforta­velmente acomodadas numa situação em que a venda do disco físico garantia uma receita muito alta, certamente foi trágica a consequência das mudanças do modelo de negócio. É bom lembrar que os principais veículos de divulgação dos lançamentos eram as emissoras de rádio e de televisão, onde o ouvinte ou telespectador tem um papel passivo e fica sujeito a ouvir ou assistir compulsoria­mente o que a emissora de rádio ou o canal de TV transmitem, mas hoje existem alternativas que trazem algumas vantagens para o ou­vinte: ele pode procurar o tipo de música da sua preferência através de serviços de streaming ou de canais como o YouTube. Nessa área um benefício que merece ser comemorado é o enfraquecimento de uma praga conhecida pela alcunha de “jabá”, a malfadada propina paga por gravadoras para os meios de comunicação para que as músicas do interesse delas sejam executas mediante acordos envolvendo muito dinheiro. É corrupção caminhando para ser queimada no inferno…

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

MORTHUR: NIILISMO E DEATH METAL

Proveniente das prolíficas terras gaúchas de Erechim, o trio forma­do por Jeferson Casagrande (vocal e guitarra), Marco Antônio Zanco (baixo) e André Cândido (bateria) é mais um bom nome surgido na cena nacional do death/ black metal. O recente debut, Between the Existence and the End, mostra uma banda em evolução, e que já prepara os seus próximos passos…

 

 

 DARCHITECT: FUGINDO DOS CLICHÊS

O Darchitect, nome obtido a partir da junção das palavras dark e architect, é um novo grupo de metal paulistano que chega ao seu primeiro disco com muito mais do que apenas sangue novo. Lucas Coca (vocal e baixo), Alex Marras (guitarra) e Gabriel Gifoli (bateria) mostram em Mechanical Healing uma atitude ousada, desafiando os ouvintes numa jornada que passeia por muitas paisagens até desembocar no metal extremo. Confira o que o trio nos contou sobre os seus passos até aqui…

ROADIE MAIL / TOP 3 / MEMÓRIA

Por Redação

BLACK SABBATH

Salve, irmãos da ROADIE CREW, que a força esteja com vocês, sempre! Irmãos, hoje fui a uma banca e me deparei com uma “pequena” obra de arte que havia aca­bado de chegar. Meus amigos, que edição magnífica a número #222 mostrou ser. Começando pela a arte da capa criada por Alexandre Shibao, simplesmente de muito bom gosto! E a matéria com a maior banda de metal do mundo, Black Sabbath, escrita majestosamente por Antonio Carlos Monteiro, é uma pérola de colecionador… O texto passa toda a emoção e reverên­cia que os Mestres merecem. Parabéns. Emocionante! Como disse Al Jourgensen: “O Sabbath criou e fez tudo o que existe no metal!” Fato! Amigos, vocês têm planos de matérias sobre artistas plásticos que fazem parte do rock/metal, como HR Giger e Storm Thorgerson? Irmãos, novamente, parabéns a todos. Vida longa e próspera…

Ricardo Alex Nunes Martins

Sorocaba/SP

Salve, Ricardo! Agradeço muito a generosidade do seu comentário. E é isso que você falou, não dá pra fazer um tex­to sobre a banda que inventou o heavy metal sem colocar alguma emoção no meio, principalmente por sabermos que eles estão encerrando uma carreira pra lá de gloriosa. Excelente sua sugestão, está registrada aqui! Forte abraço. (Antonio Carlos Monteiro)

LIVE EVIL – MR. BIG

Por Leandro Nogueira Coppi

Mr. Big

Tom Brasil – São Paulo/SP

19 de agosto de 2017

Por Leandro Nogueira Coppi • Fotos: Edu Lawless

Há dez anos Eric Martin tocava em São Paulo no mesmo dia em que o Testament se apresentava em outro ponto da capital. E o legal é que, depois de ótimo show que fizeram, os integrantes da instituição do thrash metal rumaram para assistir a Martin, que curiosa­mente teve aulas de canto com a mesma professora de Chuck Billy, do Testament. Coincidentemente, calhou de novamente os thrashers tocarem na cidade na mesma noite em que Martin, agora com o seu Mr. Big e o convidado de abertura, Geoff Tate. Ainda assim, o Tom Brasil teve lotação máxima.

Antecipando as comemorações de Operation: Mindcrime – o clássico conceitual do Queensrÿche completará 30 anos em 2018 –, Geoff Tate veio tocá-lo na íntegra, acompanhado pelos brasileiros Leo Mancini e Dalton Santos (guitarras), Bruno Sá (teclado e guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Edu Cominato (bateria). Após a introdução I Remember Now, os cinco surgiram tocando a instrumental Anarchy-X, e Tate entrou triunfante na hora do hit Revolution Calling

LIVE EVIL – TESTAMENT

Por Valtemir Amler

Testament

Carioca Club – São Paulo/SP

19 de agosto de 2017

Por Valtemir Amler • Fotos: Fernando Pires

Nem tudo precisa ser inédito ou único para ser inesquecível ou, pelo menos, memorá­vel. Esta não foi a primeira nem a única vez que o Testament, uma das mais proe­minentes forças do thrash metal mundial, tocou em São Paulo, mas nem por isso os milhares de presentes no Carioca Club tiveram uma experiên­cia menos sensacional.

Para começar os trabalhos já com sangue nos olhos, entrou em cena o Circle of Infinity, de Limeira (SP). Apostando em um thrash/death metal de trincar os ossos, bem na veia dos alemães do Kreator, Edson Moraes (vocal e guitarra), Allan Farias (guitarra), Celso Fernandes (baixo) e Alexan­dre Bento (bateria) detonaram sons de Moments of Evil (2015), como a intensa Dark Souls. Além disso, o set trouxe o muito bem executado cover para Zombie Ritual (Death), uma homenagem condi­zente com a celebração de trinta anos de Scream Bloody Gore. Um show curto, coeso e intenso, que, em cerca de meia hora, carregou bem as baterias para a banda principal da noite…

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY/DEMOS

Por Redação

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY/DEMOS

Nesta edição:

Atacke Nuclear

Blind Guardian

Broken Hope

Cradle-Of-Filth

Enslaved

Escombro

Gotthard

Incantation

Katamarock

M.O.D.

Marty Friedman

Mr. Big

Nargaroth

Next to None

Origin

Owl Company

Paradise-Lost

Prong

Rammstein (DVD)

Rex Brown

Roadie Metal (DVD)

Satyricon

Shadowside

St. James

Steve Hackett

Steven Wilson

Sunroad

Trial (Swe)

Venom Inc.

Vox Ignea

Wednesday 13


While She Sleeps

POSTER – DIO

Por Redação Dream Evil

Informação adicional

Peso 0.250 kg
Dimensões 28 x 21 x 1 cm
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