Live Evil

ALMAH

Manifesto Bar - São Paulo/SP, 29 de outubro de 2011

Após toda a repercussão negativa do show do Angra no “Rock In Rio”, no dia 25 de setembro, era nítida a curiosidade de fãs e imprensa em ver como o vocalista Edu Falaschi estava cantando ao vivo com o Almah – que tem em sua formação músicos com uma qualidade excepcional. E depois de assistir ao show desde sábado (29), é possível afirmar que ele surpreendeu e cantou melhor do que nunca.

Em entrevista exclusiva à ROADIE CREW na edição #154, o vocalista contou todos os problemas que está passando por causa do refluxo, doença que o aflige há sete anos. Depois de soltar uma carta à imprensa informando, entre outras coisas, que só ia cantar músicas se adequassem ao seu vocal, Falaschi fez jus à sua fama para um Manifesto cheio – cerca de 300 pessoas estiveram no evento.

Em turnê de divulgação do recém-lançado álbum Motion, o Almah entrou no palco por volta da 1h sem introdução alguma e com muito peso em Hypnotized, faixa que abre este seu último trabalho. Vale destacar o entrosamento de todos os músicos, principalmente da cozinha formada por Felipe Andreoli (baixo) e Marcelo Moreira (bateria). A surpresa ficou por conta da presença do guitarrista Ian Bemolator (Dark Avenger) no posto de Paulo Schroeber, que está afastado da banda por ordem médica.

Beyond Tomorrow veio na sequência com toda melodia e velocidade de seus riffs e linhas de bateria presentes no disco Fragile Equality. Em compensação, Children Of Lies, faixa do álbum de estreia, a cadência e o lado Hard Rock de Edu Falaschi vieram à tona – o vocalista é fã confesso das bandas de Hard Rock dos anos 80. Bullets On The Altar, polêmica, diga-se de passagem, traz uma letra que crítica a posição da religião em ataques terroristas, sobretudo daqueles atos realizados em nome de “deus”. Ao vivo a música ganhou ares apoteóticos. Outra que surpreendeu foi Zombies Dictator, que contou com a presença de Victor Cutrale (Furia Inc.) cantando os guturais perfeitamente.

Fragile Equality e Late Night In ’85 são mais introspectivas, principalmente a última, que tem em sua letra uma homenagem ao pai de Edu Falaschi em suas entrelinhas. You’ll Understand mostrou um pouco da influência do Angra, com riffs rápidos e solos com muita melodia. Destaque para os guitarristas Marcelo Barbosa e Ian Bemolator. Em Breathe o vocalista colocou toda sua qualidade na hora de passar emoção em suas linhas vocais, digno de nota. Days Of The New, com suas influências de Carcass, colocou a casa abaixo com rodas por todo o local.

O show seguiu com as ótimas Birds Of Prey e When And Why (uma balada que poderia estar em qualquer disco do Angra) e o público não parecia cansado, pelo contrário, queria mais. Living And Drifting fez com que Edu surpreendesse a todos novamente, pois cantou as linhas vocais iguais ao do disco, inclusive com seus característicos ‘drives’. KingTrace Of Trait e a excelente Torn fecharam a apresentação de maneira empolgante. O Almah foi corajoso em não tocar nenhuma faixa do Angra ao vivo, principalmente para não compararem a performance de Edu com a de sua banda.

Os fãs queriam mais músicas do Almah, mas esse foi um show em que o bis não fez falta nenhuma. No fim, foi melhor assim, pois todos saíram com uma certeza em suas cabeças: a banda tem tudo pra estourar. Aguardemos os próximos capítulos dessa história. Que todos os músicos e bandas envolvidas fiquem bem e unidas. O Metal nacional agradece e aplaude de pé!

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