Live Evil

CJ RAMONE

Hangar 110 - São Paulo/SP, 31 de outubro de 2015

Já virou tradição e nem um dos lados acha isso ruim. CJ Ramone, como anunciado meses atrás, voltou à América do Sul para mais tour, ainda promovendo o disco mais recente “Last chance to dance”, lançado em 2014. O público fez sua parte e lotou todos os shows no Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai. Além de uma apresentação no ShowLivre na internet, CJ concedeu uma coletiva de imprensa antes do show em São Paulo e falou sobre essa frequência anual por aqui. E a explicação foi simples: os fãs são os mais apaixonados e é o lugar preferido do baixista para tocar. E, convenhamos, com seu histórico, ele não precisa de muito para agradar os fãs e fazer o que mais curte – cultuar o legado dos Ramones. De volta ao Hangar 110, noite de Halloween, CJ contou novamente com o reforço de peso de Steve Soto e Dan Root (guitarristas do The Adolescents) e Pedro Esteban Sosa (bateria).

Mas a festa começou com duas bandas de abertura. A primeira foi a The Dillinger. Poucos presentes conferiram o show que contou com sons próprios, do EP “Sacana-Mor” e covers de Misfits (“Dig up her bonés”), Sex Pistols (“Anarchy in UK”), Motörhead (“Ace of Spades”), Tequila Baby, Autoramas e, corajosamente, Ramones (“Bonzo goes to Bitburg”), som que Max, vocalista, dedicou ao eterno Joey Ramone.

Em seguida, foi a vez de Jiro Okabe. O baixista e vocalista do Original Kamikaze está atualmente em divulgação do seu mais recente disco “Return Of The Kamikazi”. De volta ao país depois de sua passagem em 2012, acompanhando a banda de Richie Ramone, tocou faixas como “Durango 95”, “All I want” (composta por Mickey Leigh, irmão de Joey Ramone), “Dedication” e “Can´t stop loving you”.Com o guitarrista Clay Anthony nos vocais tocaram “Running Thru the graveyards”, “Clocl” e “Strikes 12”. “Something to do”, “Punk Rock Generation” e “Something to believe in” encerraram a apresentação.

Com a casa abarrotada, CJ tocou um set padrão para essa tour, com sutis mudanças entre um show e outro, e extenso como era de se esperar. Além dos obrigatórios clássicos dos Ramones, intercalou várias de seus discos mais recentes: “Reconquista” e o que dá título à turnê atual. Naquele esquema de pouco diálogo, muito som e um “1,2,3,4” de vez em quando, abriram com as três que iniciam o disco “Last chance to dance”: “Understand Me?”, “Won’t stop swimming” e “One more chance”. “Judy is a punk” abriu a porteira para os clássicos e para a insanidade do público que se espremia pogando na pista e alguns privilegiados que faziam um concorrido stage dive. Três sons próprios – “Carry me away”, “Cretin Hop” e a balada “What we gonna do now” – foram a intro para  “I wanna be your boyfriend”, seguida por “Glad to see you go” e “Cluster Fuck”. Antes de “Last chance to dance” a casa quase veio abaixo com a trinca “Strengh to endure”, “Baby, I Love you” e “The KKK took my baby away”. E com public eufórico, fecharam a primeira parte do show com “California Sun”.

O primeiro bis veio com “My back pages”, cover de Bob Dylan, seguida pelos eternos hits “Commando” e “Pshyco Therapy”. Com pouco tempo pra respirar o segundo bis veio com “Blitzkrieg Bop” e “R.A.M.O.N.E.S”. Para fechar o show ainda com a participação de João Gordo. Inesquecível, clássico e bom como sempre. E se já virou parte do calendário, com ou sem disco novo, nos vemos de novo em 2016!

SET LIST CJ RAMONE:
Understand Me?
Won’t Stop Swinging
One More Chance
Judy Is a Punk
Carry Me Away
Cretin Hop
Three Angels
Little Surfer Girl
’til the End
Cretin Family
What We Gonna Do Now?
I Wanna Be Your Boyfriend
Glad to See You Go
Cluster Fuck
Strength to Endure
Baby, I Love You (The Ronettes cover)
The KKK took my baby away
Last chance to dance
California Sun
Bis:
My Back Pages (Bob Dylan cover)
Psycho Therapy
Commando
Bis 2:
Blitzkrieg Bop
R.A.M.O.N.E.S

 

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