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DEF LEPPARD: Joe Elliott mergulha no passado e revela o papel do Thin Lizzy em sua música

São quase quarenta anos de carreira, vários discos lançados, milhares de cópias vendidas e uma quantidade de shows de causar inveja. O sucesso mundial, os hits em profusão e todas as circunstâncias que cercam esses 40 anos no protagonismo do rock não foram suficientes para fazer com que o vocalista e líder do Def Leppard, Joe Elliott, esquecesse os primeiros dias e as primeiras apresentações de sua banda. “Eu me lembro muito bem”, comentou durante uma entrevista recente com o iHeartRadio: “quer dizer, acho que tem algo errado com alguém que já esqueceu seu primeiro show. Era junho de 1978. Nós só estávamos juntos… nós quatro nos juntamos, tipo, em agosto. Nós não fizemos nada até o final de setembro ou outubro, porque não tínhamos nenhum lugar para tocar ou qualquer tipo de equipamento. Era apenas a ideia de estar em uma banda. Éramos quatro, e então Steve [Clark] se juntou e então nos tornamos um quinteto. Ensaiamos, ensaiamos e ensaiamos, e saímos de férias durante o verão de 78, e Steve Clark ficou bêbado e disse: ‘Estou saindo, a menos que façamos um show’, porque ele estava cansado de ensaiar. Ensaiavamos cinco, seis dias por semana, aparentemente, tanto quanto possível, sem parar. Nós só queríamos melhorar, ele só queria tocar ao vivo. O compromisso foi: ‘Tudo bem, vamos fazer um show.’

“Um amigo nosso basicamente organizou esse show na nossa escola”, continuou Joe. “Estávamos muito nervosos. Tiramos o bumbo do estojo e enchemos ele com cerveja para contrabandeá-lo e tomamos algumas latas antes de continuar. Então nós fomos para o palco e Steve fez aquela pose fantástica – fez o moinho de vento para o acorde de abertura, e esqueceu de ligar o seu amplificador, então foi um completo silêncio. Foi ótimo, tocamos e cantamos bem. Lembro-me que foi como um ensaio glorificado, de verdade. Havia um grupo de garotos sentados à direita, do lado de fora do perímetro do ginásio, não se aproximavam de nós, para eles nós éramos, tipo, de Marte. Não gostaram da música, porque eles provavelmente eram todos os fãs da discoteca. Mas eles toleraram isso, por algum motivo estranho, e então, quando saímos e voltamos para a sala de aula, ouvimos isso, algo como um ‘mais, mais’ e aplausos. Nós pensamos: ‘Eles querem outra?’ Nós voltamos, e tocamos o único cover que fizemos para a noite, pois tinhamos acabado de tocar 45 minutos de material original. Nós tocamos uma música chamada Jailbreak do THIN LIZZY, e eles ficaram malucos. Percebemos que eles eram fãs de rock, que eles simplesmente não conheciam a nossa música. Então nós percebemos, ‘Ok, precisamos escrever mais músicas como esta’. Esse tipo de empurrão nos levou para essa direção mais comercial, penso, ou pelo menos foi um fator contribuinte”.

Confira a entrevista completa:

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