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DIMMU BORGIR: Título e capa do novo álbum revelados

Um dos mais prestigiados nomes da cena black metal noventista da Noruega, o Dimmu Borgir finalmente está prestes a lançar o seu mais novo álbum de estúdio: Eonian.

Com lançamento previsto para o dia 4 de maio, o disco quebra um longo silêncio de mais de sete anos sem um disco completo de estúdio, e vem para coroar o vigésimo-quinto ano de atividades do grupo de Oslo. Ao todo, dez novas músicas serão apresentadas, todas produzidas pela própria banda, e com a engenharia de som de Jens Bogren nome bastante conhecido dos fãs de heavy metal, e que já trabalhou com Amon Amarth, Dark Tranquillity, Opeth, Kreator e outros.

A capa do álbum também mereceu atenção especial: desenvolvida pelo artista polonês Zbigniew M. Bielak (Ghost, Behemoth, Mayhem, Vader, Watain e outros) ela é dotada de muitos detalhes, que ajudam o ouvinte a mergulhar no universo do novo disco, que, segundo os autores, “segue um conceito filosófico, lidando com a ilusão do tempo”.

O guitarrista, compositor e membro fundador Silenoz explica melhor o conceito do décimo disco de estúdio do Dimmu Borgir: “O tempo, quando não o aproximamos da ideia que estamos acostumados, não pode ser definido e, portanto, é ilusório”, explica Silenoz: “existe apenas um ‘eterno agora’, que o título do álbum já está insinuando. Quando viajamos entre os mundos vistos e não vistos, a percepção do tempo deixa de existir, não tem função. Nossa energia é nossa tocha e nossa bússola quando fazemos fendas e atravessamos o véu – quando vamos além”.

O vocalista Shagrath acrescenta: “Eonian representa a ilusão do tempo, tudo o que é e sempre foi. Para nós, também marca o 25º aniversário do Dimmu Borgir e o próprio álbum é uma homenagem à nossa própria história e à história do black metal norueguês”.

Nascido em 1993, no auge do black metal norueguês, o Dimmu Borgir acompanhou todas as tragédias e as transformações ocorridas no cenário nórdico, tomando o protagonismo em muitas dessas transformações. A ascensão rumo ao estrelato ocorreu em 1997, com o álbum Enthrone Darkness Triumphant, e ganhou novo impulso com os bem sucedidos Puritanical Euphoric Misanthropia (2001) e Death Cult Armageddon (2003), o que tornou a banda forte o suficiente para sobreviver ao desmanche de 2009, quanto o tecladista Mustis e o baixista/vocalista ICS Vortex deixaram o grupo. O último esforço de estúdio foi Abrahadabra (2010), com a banda já reduzida ao trio Galder (guitarra), Silenoz (guitarra) e Shagrath (vocal), que se faziam acompanhar por uma série quase infindável de outros músicos nas apresentações ao vivo. Ano passado o grupo lançou o ao vivo Forces of the Northern Night, que continha a íntegra do show de Oslo, quando a banda foi acompanhada pela Kringkastingsorkestret. Na época, Silenoz falou sobre o vindouro Eonian para a ROADIE CREW (ed: #221): “Claro que mantivemos as épicas partes sinfônicas – provavelmente há mais disso do que nunca. A parte black metal do Dimmu Borgir está mais acentuada, eu diria. O disco está mais diversificado, cada música tem sua identidade”.

Para conferir, vamos aguardar o dia 23 de fevereiro, quando o primeiro single, Interdimensional Summit será lançado, em vinil de 7”.

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