Live Evil

DR. SIN

Teatro Odisseia - Rio de Janeiro/RJ, 20 de fevereiro de 2016

Próximo das 19h15 de uma noite de sábado nos últimos dias de fevereiro, o Dr. Sin subiu ao palco do Teatro Odisseia pouco mais de oito meses depois de sua apresentação anterior no Rio. Desta vez, no entanto, foi para a derradeira apresentação do trio na cidade. Turnês de despedida viraram lugar-comum. Algumas são difíceis de acreditar que realmente serão as últimas, mas não neste caso. E claramente a banda entrou no palco para “cumprir tabela”. Fez um bom show, tecnicamente beirando a perfeição, como é de se esperar de músicos da categoria de Andria e Ivan Busic e Edu Ardanuy. Só que foi uma apresentação burocrática, deixando claro o abismo que há entre os irmãos e o guitarrista.

Os três abriram o show com “Down In The Trenches” e desfilaram clássicos como “Miracles”, “Fly Away”, “Time After Time”, “Fire”, “Revolution” e “Emotional Catastrophe”, esta última contando com participação especial do bom vocalista Gustavo Monsanto (ex-Revolution Renaissance, do ex-Stratovarius Timo Tolkki, e atualmente na banda catarinense Symbolica). E Monsanto ainda cantou a agradável surpresa “Howlin’ In The Shadows”, mais uma do primeiro álbum da banda, homônimo e lançado no cada vez mais longínquo 1993.

Além destas, detonaram nas novas “Saturday Night”, “We’re Not Alone” e “The Great Houdini” (sensacional e virtuosíssima). Outras menos votadas, como “Zero” e “Lady Lust”, bem como os covers “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence, e “Last Night I Had A Dream”, de Lyle Lovett e Randy Newman, cantada por Ivan, poderiam facilmente ter sido trocadas por outros clássicos. “Isolated”, “Futebol, Mulher e Rock ‘N Roll” (para a galera se acabar de cantar/urrar, afinal, era o último show da banda frente aos cariocas) ou “Silent Scream”, só pra citar alguns exemplos.

Fechando a noite, na pequena casa com bom público (e ótimo som, diga-se), o trio nos brindou com “Revolution”, mais uma obra-prima da melhor banda de Hard Rock do Brasil. No triste fim anunciado, Andria convocou os presentes a comprarem itens de merchandising para serem autografados pela banda depois do show. Melancolicamente, apenas os irmãos Busic atenderam os fãs. Desnecessário dizer que o Dr. Sin merecia muito mais, inclusive no fechar das cortinas.

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