Live Evil

ENFORCER

Curupira - Guaramirim/SC, 10 de maio de 2013

Os suecos do Enforcer estavam com 23 shows programados na turnê sul-americana. Um deles passava pelo glorioso templo underground catarinense, o Curupira, localizado na cidade de Guaramirim, que recebeu o 19ª show da banda considerada revelação mundial do Heavy/Speed Metal. A princípio, contando com a atração principal, seriam quatro apresentações mas a banda Nighthawk cancelou o show, porque o vocalista estava acamado.

O local, Curupira, possui mais de vinte anos e é muito conhecido no cenário estadual e nacional, tendo recebido grandes nomes do Metal, como os gregos do Rotting Christ. O ambiente é muito simples, não possui iluminação adequada, o palco, feito de madeira, também tem uma estrutura singular. As paredes são fechadas com bambus e o telhado que cobre toda a estrutura é de eternit. Talvez o lugar seja assim, meio largado, para manter aquele rótulo de “underground até o fim” mas, para muitos músicos, isto cria um clima de nostalgia. O que chamou a nossa atenção, foi o fato de poucas pessoas estarem presentes no dia. Havia por volta de 100 pessoas no Curupira. Segundo a organização, o motivo por ter um público baixo é que poucas pessoas, na região, conhecem a Enforcer. E um detalhe: na semana seguinte a cidade de Jaraguá do Sul estaria recebendo o UFC.

A primeira banda a destilar o som foi os jaraguaenses do Atomic Death. Composto pelo vocalista Nuno Rigel, guitarristas Giovanni e Ricardo, baixista Carlos e o baterista Walter. Não importa o número de bangers que estejam presentes, o quinteto sempre está fazendo grandes apresentações. Eles têm uma presença de palco incrível. O Nuno Rigel, com o seu estilo peculiar (chapéu, bota, óculos escuros e sobretudo), descia do palco e, cantando, corria em volta da plateia.

Frade Negro, também de Jaraguá do Sul, entrou no palco para jogar nos amplificadores oito músicas que aqueceram os bangers para a próxima apresentação. Os músicos Rodrigo Santos (vocal), Murilo Soares (guitarra), Marcos Strelow (baixo) e João Ortiz (bateria) abriram com a “Danger”, seguindo “Souls in the Abyss” e “House of Pain”. A quarta foi “The Dead Walk”, depois “Black Warriors”, “Kill by Death”, “Shot to Kill” e, por último, “Lost in the Fire”. No fim do show, segundo banda, o repertório foi curto porque precisavam pegar um voo para Caruaru, cidade do estado de Pernambuco.

Eis que chega o momento tão aguardado, e a intro “Bells of Hades” anuncia a entrada de  Jonas Wikstrand (bateria), Joseph Tholl (Guitarra), Tobias Lindqvist (baixo) e, por último, Olof Wikstrand (guitarra e vocal), todos com visual que lembra muito as bandas oitentistas. Após 28 segundos de introdução, o show do Enforcer começa com “Death Rides This Night”, que foi uma prévia do que estava por vir. “Mistress form Hell” e “Mesmerized By Fire” foram tocadas na sequência. Os poucos bangers presentes agitaram bastante, elevando o animo de muitos e dos próprios músicos. “Katana” foi a quarta música, seguida de “On The Loose” e “Scream of The Savage”. Já conectado com o público, o quarteto manda a “Midnight Vice”, com alguns arriscarando até uns moshes.

Joseph sempre está tocando e fazendo poses, e é o que mais interage com o público. “Take me out of This Nightmare” foi a oitava, em seguida rolou a “Take me to Hell”, “Silent Hour/The Cojugation” e “Satan”. Para fechar a noite soltaram a “Into the Night”.  Não há como negar que o público ajuda ou interfere em uma apresentação, pois todo músico, pintor, ator etc, precisa de espectadores, isto é, receptores para a sua mensagem. O público foi pequeno, mas as bandas fizeram uma grande apresentação. Honraram seus compromissos e, o mais importante, respeitaram os seus fãs. Não posso criticar os que não compareceram, cada um tem o seu motivo. Entretanto, se os eventos continuarem rolando com poucas cabeças, as casas fecham e, principalmente, os shows das bandas underground acabam.

 

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