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ETERNAL SACRIFICE

"Ter conhecimento deve ser a primeira lição de qualquer banda que se diz fazer Metal Negro"

Prestes a lançar o novo álbum e comemorando 25 anos de uma carreira ilibada o membro fundador da Eternal Sacrifice, Naberius, nos concede essa entrevista depois de 8 anos sem exposição na mídia por decisão própria. Com exclusividade nos conta um pouco sobre o novo trabalho que ainda o título não foi revelado e novidades do que está por vir…

Foto: Divulgação

A Eternal Sacrifice este ano comemora 25 anos de resistência no negro underground. Conte-nos um pouco sobre essa trajetória…
Naberius – Um ato de muita perseverança e coragem, sem dúvidas, são muitos anos de trabalho árduo no underground, aprendendo, errando, acertando, porém com um objetivo muito claro que é fazer o que gosta e se agradar com o que faz em primeiro lugar. Tudo começou no final de 1993 e de lá pra cá colhemos os frutos de tudo que plantamos no caminho, alguns lançamentos, muitas formações e aqui estamos nós.

Desde o último full-length notei mudanças profundas no line-up da banda. Quais as suas impressões sobre os mesmos?
Naberius – Em verdade, as mudanças foram pontuais, saiu a guitarrista Mortiis e voltou o guitarrista Charles, os demais que gravaram o último álbum “Iluminados por Thanatherous Aleph… MusickantigA” continuam os mesmos. Com relação à Charles, ele foi nosso guitarrista e principal compositor por muitos anos, saiu por motivos de trabalho e retornou sendo muito bem aceito, é um dos guitarristas mais talentosos que conheço, criativo e habilidoso no seu instrumento, contraria, inclusive, a ideia de que fazer metal extremo tem de ser mal tocado.

Depois de todos esses anos o Eternal Sacrifice se tornou uma referência do estilo na América do sul. Haverá uma turnê internacional de lançamento do novo álbum?
Naberius – Sentimos muito orgulho do legado que construímos durante todos esses anos e ficamos também orgulhosos de nos apontar como referência, principalmente o reconhecimento dos anos de luta no underground. Não há nada de concreto com relação à turnê para divulgação do álbum, mas seria uma excelente forma de coroar nosso trabalho.

A Hammer Of Damnation é um selo respeitadíssimo na cena pelo seus grandes lançamentos. Como foi que surgiu essa parceria entre a banda e o selo? Naberius – De algumas conversas, é fato que o selo é sério, apoia o metal extremo e isso é inegável. Temos uma relação antiga de amizade e clientela, suspeito como sou para falar e voraz consumidor de vinis, fez da Hammer of Damnation um dos meus selos preferidos para aquisição de Lps, mas não somente por isso, mas pela seriedade do Luiz e de nossas antigas alianças entre as bandas etc. Toda a conversa e acordos sobre lançamento fluiu muito bem e naturalmente.

As músicas do Eternal Sacrifice expõe seu alto conhecimento nas artes negras e ocultas. Na minha opinião são poucas as bandas que detém todo esse conhecimento…
Naberius – Ter conhecimento deve ser a primeira lição de qualquer banda que se diz fazer Metal Negro, pois não há como não conhecer nada e se rotular como tal. Não apenas ter conhecimento, mas ter pratica, vivenciar o oculto, ser iniciado é a chama que vai fazer o musico do Metal Negro conduzir sua arte com verdade, com sentimento… Isso o ouvinte vai saber discernir, quando uma banda está sendo honesta ou quando ela apenas está preocupada com imagem, com pose, nós sempre nos preocupamos em primeiro lugar com a emanação real do que acreditamos.

O novo álbum já tem data prevista para lançamento?
Naberius – A previsão inicial é para agosto/setembro deste ano.

Ouvi atentamente a faixa “Chapter I – The Three Mashu´s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área)” notei que as características musicais continuam intactas, mas com certeza houve um amadurecimento enorme…
Naberius – Amadurecimento é a vantagem de envelhecer. Cabelos brancos ajuda a entender melhor o instrumento que executa, ajuda a decifrar melhor o que pensa, o que quer expressar, ajuda a catalisar tudo que estabeleceu como influencia e sintetizou pra transformar numa criação própria… ou seja, envelhecer traz toda sabedoria necessária para amadurecer.

Esta Música sairá em Junho na coletânea “Volume Two: Ad Astra Per Aspera”. Esta música estará na tracklist do novo álbum?
Naberius – Sim é uma música que fará parte do nosso novo álbum e a Hammer of Damnation vai lançar uma coletânea onde a música vai fazer parte.

O novo álbum já tem título?
Naberius – tem sim, mas por hora está em sigilo…

A banda está tendo suporte da Sangue Frio Produções que é conhecido por trabalhar com grandes bandas. Como está sendo essa parceria?
Naberius – Bastante produtiva, Sangue Frio é uma produtora séria e foi isso que nos motivou à trabalhar com ela. É isso que nos move, fazer alianças verdadeiras e profícuas.

Foto: Divulgação

Neste tempo entre o último full-length e o que está prestes a ser apresentado houveram duas participações no ano de 2012 em 2 splits com prensagens limitadíssimas.
Como foi participar dos splits com os renomados Black Moon e Black Angel?
Naberius – É sempre uma honra dividir trabalhos com bandas irmãs, principalmente quando esses trabalhos repercutem tão bem entre aqueles que vivem o Metal Negro. Foram trabalhos que também ajudaram a projetar nosso nome fora do país e fazer com que outros maníacos conheçam faces diferentes do metal extremo brasileiro.

Voltando a falar do novo trabalho, O que os seguidores desta horda negra podem esperar neste novo álbum?
Naberius – Mais um álbum conceitual, com hynnos pagãos repletos de variações, andamentos surpreendentes, músicas com identidades próprias e diferentes entre si. Hynnos repletos de atmosfera pagã e maligna, muita arte oculta e um lirismo transcendental.

Naberius, saiba que é uma grande honra poder realizar esta entrevista e agradeço muito por toda sua atenção. Espero vê-los em breve no lançamento deste novo trabalho…
Naberius – Nós quem agradecemos o espaço, o apoio e a velha amizade, mesmo distantes essas coisas nunca acabam… Ave Sagra Herege Satanás… Avé

Ouça a música “Chapter I – The Three Mashu´s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área)” que estará na coletânea “Volume Two: Ad Astra Per Aspera” e no novo álbum da banda:

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