Live Evil

FOREIGNER

HSBC Brasil - São Paulo/SP, 06 de abril de 2013

De nome muita gente não lembra, mas basta cantarolar alguns dos hits do Foreigner que, mesmo depois de quase quarenta anos de estrada continuam diariamente tocando nas rádios, para saber de quem se trata. Os maiores sucessos já estavam estampados no flyer de divulgação do show, sinal de que eles certamente não faltariam. A banda anglo-americana se vangloria de ter vendido milhões ao longo da carreira, mas é bastante criticada por seguir com apenas um dos integrantes da formação original. E mesmo assim, enfrentando problemas de saúde, o guitarrista Mick Jones só acompanha algumas das apresentações. Indiferente já que Misfits, Guns N’Roses e outras tantas seguem com poucos ou nenhum integrante clássico e nem chegam aos pés do que foi visto neste sábado, em São Paulo. Atualmente a banda conta Bruce Watson no lugar de Mick, Derek Hilland (teclados), Chris Frazier (bateria), Jeff Pilson (baixo), Tom Gimbel (guitarra, saxofone e teclados) e Kelly Hansen (vocal). Foi com essa trupe que o Foreigner voltou ao Brasil para apresentação única no HSBC Brasil. Mesmo sem lançar nada inédito desde 2009, quando saiu “Can’t Slow Down” e ao vivo homônimo em 2010, o grupo reuniu uma legião de novos e antigos fãs para curtir uma aula de Hard Rock.

Sem banda de abertura e um pouco além do horário marcado para o início que o sexteto subiu ao palco abrindo o show com um clássico do início da carreira, “Double Vision”. É inevitável não fazer a citação de como é visto (com injustiça) um show de Rock para tiozão: tinha mesas dispostas na pista. E agitando o público, batendo palmas e pedindo para que a galera ficasse de pé que os guitarristas foram mostrando o contrário dessa máxima.

Com a banda super empolgada, sorridente e uma apresentação impecável de Kelly que “Head Games” e “Cold As Ice” foram executadas. A primeira das mais conhecidas entre os hits radiofônicos, “Waiting For A Girl Like You” de 1981 veio emendada em “That Was Yesterday”.

O vocal foi bastante simpático, interagindo com o público, especialmente com o feminino para quem dedicou “Dirty White Boy”. A técnica é bem parecida com a do antigo líder, Lou Gramm, que imortalizou os grandes sucessos e também saiu da banda para cuidar de um suposto tumor raro na cabeça. A título de curiosidade, ele ainda canta e faz shows, mas não aguenta mais longas tours.

O set teve sequência com algumas versões acústicas de “Feels Like The First Time” e “Urgent”. O destaque é para a versatilidade instrumental de Tom Gimbel que hora segue na guitarra, outra nos teclados e também nos conhecidos solos de sax. Outra crítica comum em shows de veteranos e bandas mais novas é o uso dos sintetizadores e este fez parte dos solos que vieram antes do clássico “Juke Box Hero”. Mesmo com esse recurso polêmico, a empolgação do público continuou.

A banda saiu do palco e voltou para o bis com “Long, Long Way From Home”, seguida pela, enfim, mais conhecida e adorada deles “I Wanna Know What Love Is” – a que mais agitou a plateia e foi cantada em uníssono. Nessa, a interação de Kelly com as mulheres presentes foi além do bate papo. Ele foi escolhendo algumas pra subir e cantar com ele. Depois da seleção, era uma mulherada sem fim por lá e deu um trabalho para descer as mais de 20 privilegiadas. A apresentação acabou com um não menos conhecido som, “Hot Blooded”, uma das melhores não baladas deles.

Rebatendo as críticas com um showzão, o Foreigner mostra que mesmo sem a força de antes são necessários e bons de se ver ao vivo. Seja para matar saudades dos antigos seguidores ou para ensinar para uma futura geração como é que se faz.

Set List:
Double Vision
Head Games
Cold as Ice
Waiting for A Girl Like You
That Was Yesterday
Dirty White Boy
Say You Will
Feels Like the First Time
Urgent
Juke Box Hero
Long, Long Way from Home
I Want To Know What Love Is
Hot Blooded

 

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