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GOD FUNERAL – Com os dois pés fincados na velha escola do Death Metal!

Onde todos se igualam? Se igualam após mortos...todos serão devorados e apodrecerão após a morte ceifar a sua vida.

Formado em 2017, o God Funeral acabou de lançar seu primeiro registro o EP “Where Every One Is Equal”. Este trabalho nos trás uma banda que faz Death Metal old school com muita competência. O seu fundador George Lessa cordialmente no cede essa entrevista para falarmos à respeito desta criação fúnebre. Com muitos anos na cena extrema underground brasileira o mesmo nos fala como surgiu e como seguem os caminhos obscuros da banda. Com certeza essa uma banda que veio pra fazer a diferença e mostrar que nossa cena está muito forte… e… ainda vamos ouvir falar muito do God Funeral.

Foto por: Rafael Almeida

Formado em 2017 por você, o God Funeral já se destaca na cena como uma grande promessa. Nos fale, como surgiu a ideia para criar a banda?

George Lessa: Saudações Eden! Em primeiro lugar gostaria de agradecê-lo pelo espaço concedido para falarmos um pouco sobre o God Funeral! A ideia surgiu após eu sair do antigo projeto que eu participava, que permaneci durante 12 anos da minha vida. Como sempre gostei de compor, comecei uma nova etapa com o surgimento da banda. Para esse projeto, quis fincar os dois pés na velha escola do Death Metal, tanto em termos de som como na identidade visual do material.

Você faz no God Funeral um Death Metal realmente diferente, digo isso, pois a sonoridade e execução das músicas não parecem com as bandas que o conhecemos tocando. Estas composições apresentadas aqui têm alguma influência especifica?  Ou são composições que ficaram guardadas com você?

George Lessa: Na verdade a sonoridade vem do meu background como amante do Death Metal, procurando manter as composições primitivas e rudes, como o Death Metal deve soar. Procurei diferenciar dos projetos que participo/participei, para não fazer mais do mesmo, senão para mim não teria sentido montar uma nova banda. O EP “Where Everyone is Equal” conta com composições minhas e de meu parceiro de guitarra Yury Duplat. Tocamos juntos por mais de 10 anos em outro projeto, então isso facilitou bastante no processo de criação. Com relação as letras, todos da banda contribuíram de forma efetiva,

Os integrantes do God Funeral são músicos de peso, todos eles possuem um histórico bem promissor por já terem sido membros de bandas renomadas. Você que os recrutou? ou tudo aconteceu a partir de todos?

George Lessa: Após dar início a banda com a ajuda de Yury Duplat, montamos uma primeira formação, que não chegou a ensaiar em estúdio, mas rendeu uma parceria na faixa “Macabre Mortuary”. Os riffs dessa música foram compostos por mim e Alex Rocha (Poisonous / Ex-Impetuous Rage). Posteriormente, chamamos Caio Nobrega (Vermis Mortem) que é nosso amigo a muitos anos e Luciano Crux (Blessed in Fire) para a participar da banda, estabilizando a seguinte formação:

Caio Nobrega: Baixo/Voz

George Lessa: Guitarra

Yury Duplat: Guitarra

Luciano Crux: Bateria

Foto por: Rafael Almeida

A letras são bem interessantes, tem uma veia realmente fúnebre e herética. Quais as suas inspirações para criação do conteúdo lírico? Quem é o principal compositor?

George Lessa: Todos participaram de forma ativa no processo de composição das letras. Temas mórbidos, anticristianismo e o que há de mais pútrido no ser humano nos serviu de fonte de inspiração para o trabalho.

Você hoje é um membro fundamental no renomado Headhunter D.C. e nos diga, como está sendo essa conciliação entre duas bandas?

George Lessa: Tenho dividido bem meu tempo entre as bandas, cumprindo com todos os compromissos de cada uma. O Headhunter D.C. exige bastante dedicação dos membros, mas até o momento não tive problemas em conciliar.

O Metal Extremo na Bahia tem se mostrado muito forte, realmente este estado tem nos apresentado muitas e muitas bandas extremas. O que você acha que contribui aí para o surgimento de tantas bandas e de muito boa qualidade?

George Lessa: Sinceramente, acredito que as adversidades e dificuldades que são impostas as bandas da Bahia (por não fazer parte do eixo principal de eventos no Brasil), fazem com que as mesmas procurem fazer o melhor, para que tenham o reconhecimento do seu trabalho no restante do país.

Como você vê a cena atual em Salvador?

George Lessa: Se tratando de Death Metal, Salvador e região metropolitana tem muitas bandas boas e ativas, lançando material oficial e participando de eventos. Posso citar bandas como o Poisonous, Heretic Execution, Devouring, Rottenbroth, Infected Cells, Morbid Pervesion, Behavior, entre outras…todas com material lançados com o suporte de selos e tendo uma boa repercussão fora do estado.

Foto por: Rafael Almeida

Para o seu primeiro trabalho a banda lança um EP magnifico em dois formatos K7 e CD, um grande feito para uma banda relativamente nova…

George Lessa: Muito obrigado pelas palavras irmão \,,/! O God Funeral é uma banda nova, mas como já tenho uma boa experiência com bandas, tudo fluiu mais rapidamente. É diferente de quando você é moleque e monta sua primeira banda e ainda não sabe que caminhos trilhar para que as coisas se encaminhem da maneira correta.

Para o CD a banda conta com parcerias importantes e entre elas um selo mexicano, o Dark Recollections. Como surgiu essa parceria?

George Lessa:  Em 2017, enquanto estava em tour com o Headhunter D.C. no Chile e Peru, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Jimmy Sanchez. O que para mim foi uma grande honra, pois considero o Dark Recollections um dos selos mais fodas do mundo. Após divulgar os primeiros vídeos de ensaios da banda, ele se demonstrou solicito em fechar uma parceria conosco, o que realmente me deixou muito orgulhoso em poder contar com o poderoso suporte do selo. Com relação aos outros dois selos, o Funeral Rites e Headcrusher, são parceiros antigos, com os quais já tive oportunidade de trabalhar anteriormente.

Agora com o “Where Everyone Is Equal” lançado a banda pretende fazer um tour para divulgação?

George Lessa: Estamos começando a marcar alguns shows aqui na Bahia, para que possamos mostrar nosso trabalho no palco. Conforme as oportunidades forem surgindo, compareceremos para espalhar a doença.

Foto por: Rafael Almeida

A concepção gráfica ficou belíssima, todo esse ótimo trabalho ficou a cargo de quem?

George Lessa: A capa do material e nosso logo foram desenhados por Marcio Menezes (Blasphemator Art), que definitivamente contribuiu de forma inestimável para a qualidade da identidade visual do EP e da banda com o seu talento. A sessão de fotos foi feita por Rafael Almeida, fotógrafo extremamente competente daqui de Salvador, mandou muito bem também!

Como estamos falando de um EP, que diga-se de passagem, que foi uma ótima estreia, nos diga, já há possibilidade do Debut em breve?

George Lessa: O foco no momento é a divulgação do EP, naturalmente iremos ensaiar novas composições durante esse processo. Espero que em 2019 possamos lançar o Debut. Temos muito trabalho ainda pela frente.

“Where Everyone Is Equal” é um titulo bem interessante, qual o contexto por trás desse título?

George Lessa: O título se refere ao fim de tudo, onde todos os defeitos/virtudes do ser humano não vão interferir no seu final. Onde todos se igualam? Se igualam após mortos…todos serão devorados e apodrecerão após a morte ceifar a sua vida.

Nobre George Lessa, muito obrigado por nos ceder esta entrevista e saiba que espero ansioso pela passagem do God Funeral por aqui… Um forte abraço e o espaço é seu…

 George Lessa: Eu que agradeço o precioso suporte irmão! Muito obrigado pelo espaço e oportunidade! Espero em breve poder tocar com o God Funeral no Sudeste, seria fudido!! Forte abraço!!! Obrigado a todos que cederam um pouco do tempo para ler a entrevista também \,,/!

Confiram o Lyric vídeo da faixa título “Where Everyone is Equal”, produzido pelo nosso guitarrista Yury Duplat!

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