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JINJER – 08 de dezembro de 2018, São Paulo/SP

Manifesto Bar - São Paulo/SP

Por Rogério Talarico

Ucrânia não é um país que normalmente exporta bandas de metal para o mundo. Porém, desde 2013, o nome de um grupo em específico veio ganhando espaço no mercado musical mundial: Jinjer. Formada em 2009, a banda conquistou algumas premiações importantes em sua terra natal e ganhou a atenção da gigante gravadora Napalm em 2016, lançando assim King of Everything, seu primeiro trabalho assinado por um selo. Desde então, o grupo tocou em consagrados festivais de música extrema como o ‘Resurection Fest’ (ESP) e, finalmente, fez sua primeira turnê sul-americana, se apresentando no último sábado (08) no Manifesto Bar, em São Paulo, e a ROADIE CREW estava lá para conferir.

Os responsáveis para aquecer o público foram os paulistas da Endigna. Às 18h20, Thais Amaral (vocal), Diego Mattos (guitarra), Bruno Mota (baixo) e Tiago Sorrentino (bateria) começaram a sua calorosa e pesada apresentação. Tocando apenas a música Don’t Forgive em inglês, focaram o set no EP Soldado Não Para (2015), como nas faixas Cara da derrota e Pecado. O repertório também trouxe o novo single, De mãos dadas, precedido por um breve e bonito discurso feito por Thaís sobre valorizarmos o metal nacional enquanto Victor tocava um berimbau. Após cerca de 50 minutos, enceraram sua apresentação com Espírito de Porco, saindo ovacionados do palco. Sem dúvida, foi certeira a escolha desta banda para a abertura da noite, devido ao estilo ser parecido com o do Jinjer e também pelo carisma de todos os integrantes.

Começando pontualmente às 19h30min, Tatiana Shmailyuk (vocal), Roman Ibramkhalilov (guitarra), Eugene Abdiukhanov (baixo) e Vlad Ulasevich (bateria) subiram ao palco vestidos com camisetas do Brasil e, com a pesada Captain Clock, recepcionaram os fãs, que esgotaram os ingressos da bilheteria da casa. Words of Wisdom e seu mais recente single, Ape, foram as próximas tocadas. Tatiana, que canta sorrindo, mostrou sua potência vocal, mesclando um potente gutural com vozes limpas logo nestas primeiras canções.

Sem querer rotular, o som do quarteto, que mescla metalcore com uma pitada de rap, soava de forma limpa e clara assim como seus álbuns. O grupo mostrou, canção após canção, que não alcançou o sucesso somente pela potência das cordas vocais de sua vocalista, mas por ter músicos competentes em seu time, como o baixista Eugene, sendo outro destaque nesta noite pela forma excepcional que toca o seu instrumento.

Entre rodas de bate cabeças feitas pelos fãs, os pontos altos do show foram o hit I Speak Astronomy, que foi acompanhada em uníssono por todo o público; a sombria Pisces, que levou o grupo ao mainstream (e hoje conta com mais de 12 milhões de visualizações no YouTube); e a também rápida Just Another. Antes de sair do palco, executaram a pesada Who’s Gonna Be the One, com seu marcante e repetitivo refrão, levando o público ao delírio.

Para o bis, o Jinjer reservou I Want It I’ll Get It (tradução de “Желаю значит получу”, escrita e cantada em ucraniano) que, juntamente com a canção anterior, foram as únicas tocadas de seu álbum de estreia, Cloud Factory (2014), relançado este ano. Após cerca de 1h10min, finalizaram de forma excepcional sua curta apresentação cumprimentando todos os fãs que estavam mais próximos do palco, marcando assim o fim da turnê sul-americana.

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