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KROMORTH – Comemorando 20 anos de resistência e dedicação ao Death Metal

"...foi arquitetado um plano devastador a ser executado na hora certa."

Este ano o Kromorth completa 20 anos de existência e de muita fidelidade aos seus princípios. O seu debut álbum Geodesic Beast vem angariando muito boas criticas ao redor do mundo. Para falarmos sobre esta banda que hoje é o maior expoente do metal cuiabano, convidamos o seu fundador Rodrigo Auad que nos cedeu uma entrevista muito franca. Além de nos falar à respeito de sua trajetória, expressa sua insatisfação à respeito do público que em sua opinião as “intrigas e panelas infestam a cena nacional”, um manifesto muito coerente.

Rodrigo Auad, Foto por: Tonny Arts

O Kromorth foi criado por você em 1999, como surgiu a vontade de criar a banda?

Rodrigo Auad – Sim! A banda foi criada por mim em 1999, com a proposta de executar Metal Extremo, o que levou a criar o Kromorth foi à vontade e determinação em ter uma banda de metal.

A cena de Cuiabá é muito pouco difundida, eu particularmente tenho o Kromorth como a maior banda da cena cuiabana. A banda enfrentou alguma dificuldade em sua carreira por estar em Cuiabá? Você pode nos falar sobre a cena extrema daí?

Rodrigo Auad – Atualmente o Kromorth é a banda mais expressiva do Estado de Mato Grosso, o Centro Geodésico da América do Sul (Cuiabá/MT) está sendo difundido mundo a fora pelo Kromorth, e representando o MT em outros Estados Brasileiros. Dificuldade sempre tem por estar longe dos grandes centros e sobre a cena local o apoio poderia ser maior, mas infelizmente tem muita sabotagem e boicote por parte de certos grupos e pessoas daqui, mas isso não nos atinge e seguimos em frente como sempre fizemos.

Um ano após do surgimento do Kromorth vocês lançaram seu primeiro registro com três músicas In The Name Of Kutulu. Como foi experiencia de estar apresentando ao Brasil seu primeiro registro? Lembra de como foi a repercussão na época?

Rodrigo Auad – Ter lançado o In the Name of Kutulu em 2000, foi muito importante pela experiência adquirida, a repercussão na época foi muito positiva por parte da cena nacional.

Depois da demo lançada a banda passou um longo período de sete anos sem registrar mais nada, tanto que em 2007 a banda decide entrar em recesso, criando assim mais um hiato de mais seis anos. O que aconteceu de fato que culminou da banda quase que parar suas atividades?

Rodrigo Auad – O fato foi que esse período de hiato foi necessário para que vários assuntos internos fossem resolvidos e colocados em ordem, além do amadurecimento musical da banda. Mas mesmo em período de hiato nunca paramos com a banda, pelo contrário, foi arquitetado um plano devastador a ser executado na hora certa.

Esq. para Dir.: Elton Bernardino, Rodrigo Auad, Fabio Agassi e Lincoln Lima. Foto por: Tonny Arts

Passados todos estes anos o underground recebe uma grande notícia, o Kromorth está de volta e trabalhando em novas composições. Como foi o processo de retorno as atividades?

Rodrigo Auad – Como eu disse, foi arquitetado um plano devastador, o Kromorth retornou as atividades no momento certo, com novo direcionamento e novas composições.

Entre 2012 e 2015 a banda passou por alguma dificuldade por parte dos membros? Já que a banda finalmente se estabiliza em 2015 e assim retornando aos palcos. Nos conte o que aconteceu no período destes três anos até a estabilização se concretizar…

Rodrigo Auad – Sem dúvidas a instabilidade da formação foi a maior dificuldade do Kromorth, várias pessoas incapacitadas tentaram compor a formação, e somente em 2015 a formação se estabiliza, e segue definitiva.

Quanto aos shows iniciais depois da volta definitiva, como foram essas apresentações? Se lembra de alguma opinião por parte do público que estiveram presentes nessas apresentações?

Rodrigo Auad – Para a banda as apresentações foram satisfatórias e brutais, já a opinião que chegou até a nós por parte do público foi positiva.

2018 – Geodesic Beast “Debut Álbum”

Em 2018 tive uma grata surpresa, o primeiro álbum finalmente lançado depois de 19 anos de muita luta. Qual a sua opinião a respeito de Geodesic Beast?

Rodrigo Auad – Para o Kromorth o Geodesic Beast é um triunfo, pois foram anos de luta e dedicação até lança-lo, na minha opinião trata-se de um marco na história do Kromorth, pois em 2019 o Kromorth completa 20 anos de existência, com um grande álbum lançado.

Realmente é um ótimo CD, o trabalho apresentado nele é impecável. A gravação foi feita no lendário Da Tribo, estúdio do renomado Ciero que dispensa apresentações. Por que a decisão pelo Da Tribo?

Rodrigo Auad – A nossa parceria com o “Da Tribo Studio” vem desde 2000, quando gravamos a nossa primeira demo, e por ter tradição no cenário nacional e ter gravado diversas bandas, decidimos gravar novamente no “Da Tribo Studio”.

Pelo que li no encarte a todo processo de gravação ficou a cargo Trek Magalhães. Como foi a experiência de trabalhar com este grande profissional?

Rodrigo Auad – O Trek é um irmão e amigo de longa data e trabalhar com ele foi incrível, ele é extremamente profissional no quesito engenharia e produção, ter tido ele no processo de gravação do álbum foi fundamental para que chegássemos em um resultado brutalmente satisfatório.

E nesse primeiro material a banda conta com um grande nome assinando a produção deste álbum, o Moyses Kolesne. Qual foi o ganho que este trabalho teve em termos de qualidade tendo o Moyses como produtor?

Rodrigo Auad – Na verdade o Moyses produziu apenas a “Intro” do álbum, com certeza o álbum ganhou um reconhecimento maior com ele na produção. O Moyses é um irmão e amigo de longa data, e quando terminamos de gravar o álbum, perguntamos para ele, se ele poderia produzir a “Intro”, ele aceitou e ficamos extremamente gratos pela participação dele no álbum.

E a lista de grandes nomes envolvidos não para por aí, toda concepção gráfica ficou a cargo de outro monstro renomado Rafael Tavares. Toda ideia da arte partiu dele ou você participou também? O que achou do trabalho feito pelo Rafael atingiu suas expectativas? 

Rodrigo Auad – Sim! A arte do álbum ficou a cargo do renomado profissional Rafael Tavares, todo o conceito e o contexto foi passado para ele, e através de um belo trabalho retratou toda a ideia da banda, atingindo todas as expectativas.

Para materialização de trabalho a banda contou com o apoio da lab 6 e Mad Merchadising. Como surgiu essa parceria entre vocês e eles?

Rodrigo Auad – O Fábio Zperandio responsável pela Lab6 Music, é um irmão e amigo de longa data, e sempre acreditou e apoiou o Kromorth, a Lab6 Music nos deu um suporte fundamental no lançamento do álbum, e com a Mad Merchandising não temos mais nenhuma relação e nem parceria, por motivos profissionais.

A divulgação e distribuição do material está sendo satisfatória?

Rodrigo Auad – A divulgação e distribuição do álbum até o momento estão sendo satisfatórios, já foi distribuído em vários países, o álbum será lançado no México pelo selo “Iron, Blood & Death Corp.” com distribuição mundial.

E quanto aos shows para divulgação de Geodesic Beast como estão? Houveram alguns shows fora do Brasil?

Rodrigo Auad – No momento fizemos algumas datas no Brasil, este ano pretendemos expandir as datas em outras regiões do país, e temos proposta de fazer datas na Bolívia.

Esq. para Dir.: Fabio Agassi, Rodrigo Auad, Lincoln Lima e Elton Bernardino

Como está sendo a receptividade deste trabalho por parte da mídia especializada e do público?

Rodrigo Auad – A receptividade por parte da mídia especializada esta sendo positiva, mas pelo público nem tanto, as bandas procuram desenvolver um trabalho sério, mas infelizmente ainda falta valorização e apoio por parte do público.

Já existe a possibilidade de segundo álbum nos próximos anos? Já estão pensando nisso?

Rodrigo Auad – Sim! Já estamos compondo material novo para o próximo álbum, maiores detalhes em breve.

Uma pergunta que sempre faço a todos que entrevisto aqui. Como você vê a atual cena underground de nosso país?

Rodrigo Auad – Cito novamente a questão do público, o público tem deixado de comparecer nos eventos e de adquirir material, se tem show em uma praça pública vão 1000 pessoas, se tem show cobrado vão 50 pessoas, acredito que deveria melhorar nesse ponto, sem contar as intrigas e panelas que infestam a cena nacional.

Tem pouco tempo vocês se apresentaram ao lado de grandes nomes, o Havok 666, Chaoslace e Funeratus em um show histórico em Cuiabá. Vocês estão estudando alguma possibilidade de vir divulgar o álbum por aqui?

Rodrigo Auad: Foi um show em Cuiabá em Junho/18 tocamos juntos com Chaoslace, Havok666 e Funeratus, foi um show histórico para todas as bandas e para Cuiabá, para este ano temos proposta de fazer algumas datas em São Paulo.

Está para sair ainda sem data definida um split com o Kromorth e Hells Ambassador que será lançado pela Diabolicum Productions. Nos fale a respeito…

Rodrigo Auad – Esse split ainda é um projeto, vamos ver se será viável a realização desse Split, pois ambas as bandas estão focadas em lançar seus futuros álbuns.

Rodrigo Auad, muito obrigado por nos ceder esta entrevista, um forte abraço e conte sempre conosco. As últimas palavras são suas…

Rodrigo Auad – Agradeço pela oportunidade da entrevista ao Kromorth, e dizer aos leitores e público em geral, que o Kromorth segue firme na brutalidade extrema 666, Muito Obrigado. HAIL!!!!

Abaixo segue o vídeo ao vivo da música “Kromorthian Warrior” gravado em Curitiba:

 

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