Live Evil

MARDUK

Clash Club, São Paulo/SP, 18 de abril de 2015

Responsável por excelentes críticas no mundo todo, “Frontschwein” trouxe o Marduk de volta ao Brasil, resgatando seu estilo bélico tão abordado no clássico “Panzer Division Marduk”. Dois nomes foram responsáveis por aquecer o público no sábado de feriadão (08) na Clash Club, em São Paulo (SP): In Soulitary e Castifas.

Para começar, pontualmente às 19h, tivemos os paulistas do In Soulitary. Banda boa, de grande qualidade ao vivo, com destaque para as guitarras de Danny Schneider e Rafael Pacheco. Conhecida por ter em sua cozinha dois músicos do extinto Tyger Cult, Elder Oliveira e Matthew Liles, o som da banda combina Thrash Metal, Death Metal Melódico e Power Metal. Apesar da qualidade, sua música não soou tão apropriada a um público tão extremo como o da banda sueca. Ainda assim, algumas recepções mais calorosas ali da grade, puxadas pelo frontman Marcel Briani, foram suficientes para deixar a banda animada e fazer um bom show para divulgar o álbum “Confinement” (2014). O público ainda teve o prazer de ouvir uma versão de “Evil Death”, do ícone americano Death.

Em seguida os cariocas do Castifas entraram em palco. Com sua música totalmente voltada ao Metal Negro, tinha tudo para angariar fãs, mas não foi bem o que aconteceu. O que o público desta noite de sábado presenciou ali na Clash Club foi uma banda insegura, cometendo erros bobos e notáveis até para quem desconhece sua música e isso com uma qualidade de som ruim advinda da mesa, o que pode ter contribuído com os erros. É válido dizer que músicos não são robôs e um dia ruim de um pode influenciar todos à sua volta. Melhor sorte ao Castifas numa próxima oportunidade.
Numa verdadeira briga contra o tempo para a organização entregar a casa no horário determinado (22h), apenas 25 minutos separaram o Castifas do Marduk, que começou às 20h40.

Neste momento já deveria haver um público bem maior na casa, mas não foi o que aconteceu e não por falta de fãs da banda, mas talvez por uma combinação de fatores: tratava-se de um feriadão de quatro dias, já que o feriado de Tiradentes (21) cairia na terça. Neste mesmo período ainda ocorreu em São Paulo o evento “Thorhammerfest”, contando com a banda Manegarm e também o show dos suíços do Coroner. Ou seja, o fã paulista de Metal Extremo tinha de por o bolso a escolher entre os três shows ou também viajar para fora da capital. Visto isso, fica mais fácil explicar porque uma banda do porte do Marduk tocou para cerca de 300 pessoas. Isso não intimidou a banda. A abertura com as novas “Frontschwein” e “The Blond Beast” colocaram o quarteto bem armado no front para atirar no público o primeiro clássico: “Slay the Nazarene”, do álbum “Nightwing” de 1998. “The Levelling Dust” veio em seguida, mas foi engolida por “502”, uma das metrancas do citado “Panzer Division Marduk”.

A nova “Wartheland” foi sequenciada de “Serpent Sermon”. Uma breve pausa e a banda retornou com “Cloven Hoof”, advinda do também clássico “World Funeral”, assim como “Burn my Coffin”, de “Those of the Unlight” (1993). A essa altura os suecos já derretiam em palco e o calor sempre parece deixar Mortuus com mais raiva e mais elétrico. Interagindo de forma contida, sempre focado nas interpretações, em “Womb of Perishableness” ele se soltou e chamou o público para cantar os típicos “hey, hey, hey”. Aliás, por não estar em casa cheia, era fácil para qualquer fã interagir com a banda e assistir de perto ao show.

“Warschau”, do álbum Plague Angel, e “The Black”, do disco de estreia, encerraram o show que na verdade não deveria ter acabado. As luzes do palco se apagaram, mas não se acenderam as da casa e tudo indicava a volta para clichê encore. O público chamava pela banda quando, às 21h50 (dez minutos antes do horário previsto), as luzes da casa se acenderam e técnicos subiram em palco para a desmontagem. Segundo fontes, a banda ainda tocaria dois sons, clássicos por sinal, mas a organização da casa cortou o show para garantir que a casa fosse entregue no horário. A Clash Club tem um espaço mal distribuído para shows, um som que se perde em meio a uma acústica mal arquitetada, preços altos e, somado a esse ocorrido, é torcer para os produtores de Metal não precisarem mais de espaços como esse. Quanto ao Marduk, mais uma vez a banda é vítima de um golpe de azar com o feriadão, shows concorrentes e gente ignorante comandando o espaço alugado pela produção. Ao menos quem foi, não se arrependeu de ver mais uma vez seus ídolos do Black Metal.

Set List:
Frontschwein
The Blond Beast
Slay the Nazarene
The Levelling Dust
502
Wartheland
Serpent Sermon
Cloven Hoof
Burn My Coffin
Into Utter Madness
Womb of Perishableness
Warschau
The Black

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