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MERCY KILLING – Desde 1988 ecoando o seu poderoso Thrash Metal…

"...é uma responsabilidade enorme continuar com um trabalho que sempre envolveu tanta gente e fez parte de cenas ao logo desses 30 anos..."

O Mercy Killing é uma banda que tem uma belíssima história de dedicação ao underground, iniciada em 1988 em Salvador e uma das precursoras do estilo no nordeste, hoje sediada em Curitiba, se mantém vivo até hoje ainda com a mesma violência sonora. O fundador e uma lenda viva Leonardo Barzi nos fala à respeito de toda a carreira da banda, como conseguiu superar todas dificuldades e consagrar a banda como uma das mais importantes do país.
Perseverança é a palavra que define bem toda sua trajetória, afinal com muita sabedoria e maturidade o Leonardo conseguiu reerguer o Mercy Killing e continuar sua carreira sempre trilhando nos caminhos de sua proposta original, o seu poderoso Thrash Metal.

Leonardo Barzi, Foto por Divulgação

Nascida na cidade de Salvador em 1988, O Mercy Killing foi uma das primeiras bandas que escutei na vida. Me chamou muito a atenção pelo som visceral que vocês ainda fazem até hoje. Nessa época em Salvador não era fácil montar uma banda e muito mais difícil era descolar espaços para tocar ao vivo. Nos fale sobre o início de tudo, o surgimento da banda, as dificuldades e as vitórias nessa época…

Leonardo Barzi – Em 1987, quando conheci Bruno “Cachorro Louco” Leal (hoje na Pandora) na Pounding Metal, loja de Metal no centro de Salvador, já existiam grandes bandas e grandes músicos, mas não tínhamos idéia de como começar. Apesar de termos planejado uma banda ainda nessa época só ensaiamos pela primeira vez em Maio de 1988, tocando covers de Assassin e Kreator e tirando as músicas que Bruno compôs. Ensaiávamos em qualquer lugar que fosse possível e isso acabou fazendo com que fossemos conhecidos no dia a dia, além dos estúdios e shows que frequentávamos. Nosso primeiro show foi em um evento com mais 10 bandas, entre as quais Sepulchral, Morbid Corpse e Mystifier, em que o público aprovou e sentimos que não éramos tão ruins como parecíamos. O que definiu o som da banda foi a pegada Heavy/Thrash de Bruno e a abordagem HC/Punk minha e de Iuri “Bonebreaker”, em um longo período como trio que nos integrou, musicalmente, e gravamos a demo Tales…, ao vivo. Fomos elogiados por revistas e fanzines especializados e os “pilares” do som da banda se desenvolveram com músicas mais longas e trabalhadas coexistindo com outras mais curtas e cruas.

1993-Toxic Death “Demo K7”

Em 1993 a banda lançou a demo “Toxic Death”. Essa demo apresentou o Mercy Killing ao Brasil e que foi muito bem comentada nos zines da época. Me lembro bem que tempos depois o meu saudoso amigo Denival (Loja Coringa) me presenteou com essa demo e a partir daí comecei a acompanhar vocês em exatamente todos shows. Essa demo para você foi a mais importante da carreira da banda? Como foi a repercussão na época?

Leonardo Barzi – Eu realmente acredito que cada trabalho nosso tem uma importância fundamental e cada demo é totalmente contextualizada, mas na minha opinião a demo seguinte, Living in my Madness, representa mais nosso trabalho. Toxic Death tem dois problemas, para mim (o vocal ainda não estava maduro o suficiente e a batida invertida descaracterizou um pouco o som) mas mostrou uma banda eficiente. Uma curiosidade: sabia que essa gravação seria lançada em LP pelo selo/loja Bazar Musical, mas infelizmente o Júnior, responsável pelo selo, faleceu e o projeto foi abandonado.

Me lembro de ter visto vocês em pelo menos uns vinte shows e notava que na época vocês tinham muitos fãs muito fieis. Acredito que o Mercy Killing foi o precursor do Thrash Metal na Bahia, estou certo?

Leonardo Barzi – Algumas bandas tinham uma pegada Thrash, na época, como a Thrashmassacre, Signo Vince e Arquia, mas nós permanecemos tocando e gravando demos. Inclusive éramos considerados inferiores e posers por conta da explosão de bandas de Black e Death Metal. Mas influenciamos bastante bandas e músicos e tocamos com bandas de estilos diferentes, o que criou uma cena bem heterogênea e musical.

1995-Living In My Madness “Demo K7”

No ano de 1995 a banda lança um assalto, a demo “Living In My Madness”. Uma superprodução na época, uma gravação muito boa e que arrebatou ainda mais fãs. Na sua opinião essa Demo foi a que fez o Mercy Killing difundir o seu nome no underground brasileiro?

Leonardo Barzi – Obrigado pelas palavras. Foram 500 cópias, todas as fitas gravadas, cortadas e montadas à mão, acabei ficando sem nenhuma cópia, para você ter uma idéia. Sim, essa demo foi a principal para difundir nosso trabalho, mas mesmo assim não foi suficiente para conseguirmos nenhum selo interessado pela gravação feita no ano posterior.

Como disse antes, eu acompanhava a banda em todos os shows em Salvador e nas cidades vizinhas. Teve uma noite que o Bruno vocalista e guitarrista na época notou que eu sabia cantar todas as músicas da Demo, em um show na cidade de Dias D’avila me deu o microfone e cantei junto com vocês as músicas “Living In My Madness” e “Agony’s Display”. Foi uma grande emoção para um garoto na época poder cantar com uma das bandas que mais gostava. Curiosidades à parte rsrsrsrsrs. Me diga, foi a partir dessa demo que houveram mais oportunidades de shows? Como foram os shows na época?

Leonardo Barzi – Eu lembro desse dia, saímos cobertos de terra pois o espaço era de chão batido! Foi uma honra para nós alguém saber as letras. Inclusive, muito obrigado! Fiquei boquiaberto.
Na verdade nessa época passamos a participar mais ativamente das produções, mas sempre tocamos bastante até 1998, quando o movimento ficou bem mais fraco. Uma das coisas que me chamou atenção, e conversei bastante com o público na época, era a fidelidade sonora da banda ao vivo, sempre tirando timbres fieis às gravações, mesmo com equipamentos ruins.

Mercy Killing em Salvador, Foto por Divulgação

Ainda falando dos áureos tempos, a banda conseguiu grandes feitos, como dividir o palco com grandes bandas como The Mist e Dorsal Atlântica, também com o as referências da Bahia na época o Zona Abissal e o grande Headhunter D.C.. Qual foi sua emoção de estar tocando ao lado dos grandes nomes dos anos 90? Tem alguma curiosidade que possa nos falar?

Leonardo Barzi – Sempre foi uma honra tocar com todas as bandas ao logo da nossa história e sempre tentamos fazer jams com outros músicos, o que me agrada bastante. Com o Headhunter D.C. tocamos várias vezes e, inclusive, Zé Paulo Lisboa chegou a ensaiar uma vez conosco, mas continuar a colaboração era complicado por conta dos compromissos deles. Tocar com o Zona Abissal era um sonho, pois a banda sempre foi incrível e nos inspirou. Uma vez Albertinho Carvalho esqueceu a sua correia, exclusiva para o baixo dele, e acabei emprestando o meu Dolphin Vermelho, o que foi uma honra indescritível (além do medo de não sair som nenhum, o que não aconteceu). O The Mist em Salvador foi produção da Sound+Vision e estávamos diretamente ligados, mas foi uma correria. Lembro, porém, da decepção da ausência de Vladmir Korg na banda. E o show com o Dorsal não foi dos melhores, pois apesar da ótima relação com o baixista e baterista o vocal teve um ataque de estrelismo e nos detratou na passagem de som.

Mercy Killing em 1994, Fotos por: Divulgação

RSRSRSRSRSRS!!! Uma postura realmente ridícula, “ataque de estrelismo”…  o Mercy Killing foi convidado para tocar junto com a banda Punk finlandesa Rattus e a lenda do Thrash Metal Exodus…

Leonardo Barzi – Duas bandas incríveis que sempre acompanhei! Com o Rattus foi corrido, mas teve um momento marcante: tínhamos decidido que não tocaríamos mais covers e alguém pediu Slayer, aí fiz um discurso de como era difícil divulgar som autoral (Curitiba tem um publico cover forte e dominante) e muita gente foi inspirado por isso. E no show do Exodus o Rob Dukes dedicou Metal Command para o old school Exploited t-shit guy in the pit (ou seja, eu!).

Nos anos 90, principalmente em seu início haviam grandes brigas entre os Punks e os Headbangers em Salvador, mas percebia que o Mercy Killing tinha também hardcore em sua música que além de ter uma legião de fãs headbangers o som de vocês também agrava os punks. A Banda chegou a tocar com as bandas punks na época? A banda chegou a sofrer algum tipo de agressão por parte deles?

Leonardo Barzi – Eu tive problemas com os skinheads uma época, mas depois disso convivíamos pacificamente (ou quase) com todos. Morcego, vocal da Bosta Rala, costumava ir aos shows da gente e deixava a mochila conosco, para evitar brigas, e ia, com uma rapaziada da Vermes do Sistema, na minha casa tomar café e conversar sobre política. Até hoje tocamos com bandas Punk e HC (de verdade) sem problemas.

1996-Bahia Rock Collection “Coletânea”

Nos anos de 1996 e 1997 a banda participou de duas coletâneas muito importantes, Bahia Rock Collection e Dois da Bahia. Como foi participar destes feitos na época? Pra você isso foi um reconhecimento por fazer parte da história metálica da Bahia?

Leonardo Barzi – Inclua aí a Darkness Sets In, de Lord Vlad. Sim, foi a consolidação de uma era e o reconhecimento à cena Underground da Bahia. A gravação da BRC foi exclusiva, convivemos com as bandas no estúdio e até fomos visitados por Carlinhos Brown. Aproveito para agradecer ao Nestor Madrid e Wesley Rangel pela paciência e pelo excelente trabalho.

1997-Dois da Bahia “Coletânea”

Seis anos se passam e é lançada a não sei bem se é uma demo, chamada “Under The Acid Rain” contendo 15 faixas dentre elas músicas das duas primeiras demos. Esse material se trata de fato de uma Demo ou de um CD lançado de forma independente? Esse material foi muito divulgado?

Leonardo Barzi – Esse, mais uma vez, é um unborn full lenght, íamos lançá-lo, mas os selos estavam mais interessados em outros estilos e a banda implodiu, impedindo que fosse lançado independente. Quando lançamos por uma plataforma digital, anos depois, a oportunidade estava perdida. É uma gravação excelente, também feita na WR, e é o registro de uma época bem bacana.

2001-Under The Acid Rain “Unborn Full-Lenght”

Em 2000 todos amigos baianos ficaram tristes, mas por seus motivos pessoais você teve que ir embora de Salvador e se estabelecer no sul do Brasil. Rolou algum show de despedida? O que você tem a dizer para todos membros do antigo Mercy Killing? Afinal foram anos de muita luta…

Leonardo Barzi – Foi uma despedida difícil, fizemos 2 shows em um final de semana no Café Calypso, sendo que a segunda não estava programada, mas como metade do público de sábado ficou de fora tivemos que fazer uma segunda data. Eu agradeci a todos (que mereceram) no encarte do Euthanasia, mas resumo aqui que foi uma honra e um aprendizado tocar com (quase) todos eles. A parceria com Rodrigo Macedo, porém, se estendeu por mais bastante tempo.

Dois anos depois foi lançada a Demo “Life Live”, se trata de um material ao vivo? Onde foi gravado?

Leonardo Barzi – Gravado no Jethro Songs, em Curitiba, em 2002. Foi um show bruto, gravado direto na mesa, sem edições e mixagens. Pena que comigo nos vocais (risos). Eu estava doente no dia, mas teve um público incrível e, é claro, rolou uma jam com a outra banda da noite.

2003-Dominant Class “Demo CD”

E um ano após do “Life Live” a banda lança outra demo “Dominant Class” com muitas faixas das demos anteriores. Esse material foi muito divulgado? Nos fale à respeito deste material…

Leonardo Barzi – Na verdade, esse material não era para ser divulgado, foram alguns testes com meu vocal e as cópias foram apenas pra os integrantes, mas com a internet melhor que se divulgue o material original. Como já ficou claro não gosto muito dessas gravações, nunca me considerei um vocalista (risos).

No período de 2004 à 2012 a banda passa por um grande hiato. O que aconteceu com o Mercy Killing durante estes anos?

Leonardo Barzi – Tocando e trocando de formações. Em um desses períodos Leonardo Sampaio, o baterista de 2002 a 2015, morou no exterior e a Stephanie Diana, guitarrista, estava empenhada em projetos pessoais. Mas quando ele estava em Curitiba fizemos shows legais, incluindo os citados com Rattus e Exodus, e shows no interior do Paraná e Santa Catarina.

2013-The Thrasher “Demo CD”

Em 2013 a banda devidamente estabelecida e com nova formação chega em nossas mãos a demo “The Thrasher”. Mas desta vez apresenta um Mercy Killing muito diferente na execução de suas músicas, claro as características antigas ainda estão presentes, mas com certeza muito mais brutal.  Essa brutalidade incorporada na música do Mercy Killing foi devida as influencias musicais dos novos membros?

Leonardo Barzi – Sim, mas já era meu objetivo desde que começamos a deixar as músicas mais trabalhadas, como Pandora e Flame Out in the Cold, que eu não considerava como “a cara” da banda. Satisfaction of the Flesh, por exemplo, a despeito de ser ideal para a formação nova, é de 2002, e já flerta com Death Metal. Então acabou sendo algo simbiótico.

Falando da vocalista que possui uma voz absurdamente poderosa, Tatiane Klingel, ela com certeza trouxe uma atmosfera mais Death Metal pro tradicional Thrash Metal da banda. Como foi a ideia de incorpora-la a banda? E qual o maior ganho que a banda teve a partir dessa mudança no estilo de vocais?

Tatiane Klingel, Foto por: Divulgação

Leonardo Barzi – Ficamos mais brutais!!! Mas foi um processo lento de aprendizado, tanto que comparando a demo de 2013 com o álbum você percebe o aprendizado continuo da banda e da Tati. Ela é parte da família e compõe coisas que são compatíveis com o som que nos identifica.

No ano de 2015 a banda inicia uma campanha “Crowdfunding” para financiamento coletivo para a realização do Debut. Foi algo muito interessante e inovador. Como surgiu a ideia dessa campanha? Como foi a repercussão? E quanto aos fãs, houve o apoio que vocês esperavam?

Leonardo Barzi – A gravação estava bem adiantada quando tomamos a decisão do financiamento coletivo, basicamente pela recusa dos selos em lançar. Mas, em retrospecto, também nos incomodava muito o fato dos selos não oferecerem nada à banda além de cópias que raramente cobrem os custos, então foi a melhor opção. Para a prensagem do LP contamos com a parceria de dois selos (Neves Records e Melomano Discos) para racharmos os custos e sem a experiência desses não teria saído com a qualidade que queríamos. O LP faz a diferença, ainda mais em tempos de mídias digitais, mas percebi que o público mais velho tem uma certa resistência com “pré-venda”, o que não havia nos ocorrido. Mas saiu muito bem, a gravação é bem diferente dos padrões atuais e recebemos muitos elogios.

2015-Euthanasia “Debut álbum”

Em outubro no mesmo ano é lançado finalmente o debut CD Euthanasia, um uma belíssima produção totalmente independente. Como foi toda concepção desta realização?

Leonardo Barzi – Resolvemos unir as composições mais velhas com as feitas em Curitiba, soando em disco como ao vivo, sem overdubs e edições.  A pré-produção foi toda nossa e criamos um ambiente agradável e familiar em cada sessão, fazendo com que a banda soasse fluida e integrada.

A qualidade da gravação ficou maravilhosa, onde foi gravado? A produção ficou a cargo de quem?

Leonardo Barzi – Foi gravado no estúdio Avant Garde, com o Maikho Tomé, produtor de Curitiba, especialista em Metal extremo. A produção é dele com a banda, cada um somando suas experiências. Capturamos as bases ao vivo das 11 faixas da primeira sessão, gravando apenas os vocais em separado, com Leonardo Sampaio na bateria. Na segunda sessão, com 5 faixas, foi feita um mês depois, com Rodrigo Macedo, baterista das demos Living in my Madness e Under the Acid Rain, pois Leonardo havia se mudado.

E a arte da capa? Quem foi o artista que fez esta bela arte?

Leonardo Barzi – O talentoso e multimídia Val Oliveira, vocalista da Rattle, de Salvador. A concepção é nossa, baseada em filmes B de zumbis, e entre os vários easter eggs do álbum temos várias citações na capa.  Mas poucos se ligaram e comentaram conosco.

Texa Hard, Foto por: Divulgação

Como o CD foi feito de forma completamente independente, como está sendo a distribuição? Houveram propostas internacionais para o seu lançamento fora de nosso país?

Leonardo Barzi – Distribuição amadora, basicamente trocamos com outras bandas dentro e fora do país. Recebemos uma proposta por um selo do México, mas não foi adiante, e outro na Flórida, de um pessoal mais inexperiente (mais do que a gente!).

Quanto a turnê, a banda tem feito shows por todo país para divulgação deste CD?

Leonardo Barzi – Tivemos alguns problemas anormais entre 2016 e 2018. Fizemos uma mini-tour na Bahia em Novembro de 2016 (em Salvador, Serrinha e Itabuna) e o baterista dessa formação, saiu.  Passamos a ensaiar para retomar os shows e planejando gravar o segundo disco com um novo, mas o cara sofreu um acidente horrível e aguardamos ele se recuperar para voltarmos o trabalho, tocando apenas em um festival em Santa Catarina com um amigo. No início de 2018 tentamos, mas ele não conseguiu pegar o pique, as consequências do acidente ainda o prejudicam, então trocamos de baterista mais uma vez. Agora voltamos a tocar em Curitiba e voltamos a fazer contatos para shows fora.

Como tem sido a receptividade por parte do público à respeito deste debut?

Leonardo Barzi – Só os amigos mais próximos reclamaram da mudança de estilo, pois preferem a abordagem Heavy/Thrash dos anos 90, mas eles têm isso com o vocal da época com a nossa banda-irmã Pandora, de Salvador, onde Bruno continua esse legado. De resto só elogios, principalmente para o vocal da Tati, sempre assustador.

José Sepka, Foto por: Divulgação

Este ano, 2018, a banda completa 30 anos de carreira, haverá um segundo álbum para comemorar esses anos de luta pelo underground?

Leonardo Barzi – Sim! Estamos compondo o segundo álbum totalmente do zero, sem usar as faixas antigas que não entraram no Euthanasia. Mas, nesse meio tempo, terminamos a produção do split 7″ com a Hell Gun, de São José dos Pinhais (PR), onde será lançada uma versão de Social Disease gravada por Rodrigo Macedo na Bahia em 2016 e finalizada aqui em Curitiba.

O novo álbum já tem nome? E tem previsão para quando estará disponível para nós fãs?

Leonardo Barzi – Ainda não, mas temos a ideia do conceito do álbum, que será sobre as várias formas de morrer. Espero que até Maio de 2019 possamos lançar, mas coordenar nossas vidas pessoais com a banda é mais complicado hoje em dia.

Saiba que o Mercy Killing teve uma grande influencia em minha formação como Metaller e pra mim poder entrevistar a lenda viva chamada Leonardo Barzi é uma grandiosa honra. Muito obrigado por disponibilizar seu tempo e sua atenção para realização desta entrevista. Conte sempre com o apoio da Roadie Crew e espero vê-los em breve por aqui. Um fortíssimo abraço e as últimas palavras são suas…

Leonardo Barzi – Eu que agradeço, Eden, fico orgulhoso e horado por essa influência tão significativa e é uma responsabilidade enorme continuar com um trabalho que sempre envolveu tanta gente e fez parte de cenas ao logo desses 30 anos. Espero te ver em breve e continue esse trabalho foda que você vem fazendo. Thrash´till Death!

 

Abaixo o vídeo clipe oficial “Splatterhead”, uma produção muito bem feita e brutal. Assitam:

E para finalizar com chave de ouro essa entrevista que marca um retrospecto da banda relatada pelo seu fundador Leonardo Barzi, abaixo segue uma apresentação impecável da banda no Studio Tenda e também vocês poderão ver todos os membros falando à respeito da banda, sua proposta musical e uma breve informação à respeito do seu próximo álbum. Vejam:

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