Live Evil

MINDFLOW

Carioca Club - São Paulo/SP, 10 de novembro de 2012

Foi num sábado movimentado e cercado por shows acontecendo dias antes e depois que o MindFlow marcou o show para comemorar os nove anos do fã clube “Let Your Mind Flow”. Ter o Carioca Club como palco dessa festa foi uma ótima ideia, porque o local é de fácil acesso e a estrutura é excelente. Pouco antes do show aconteceu uma coletiva de trinta minutos para a imprensa , fato que enriqueceu muito o show e deixou claro que a noite seria marcada por qualidade e profissionalismo. Então, as portas foram abertas para os fãs que logo se depararam com camisetas personalizadas exclusivamente para o show e outros produtos da banda para a venda.

O show estava marcado para começar às 19h porém a banda decidiu adiar esse início por vinte minuto porque ainda havia fãs na fila para entrar. Passado esse tempo as luzes se apagaram e no painel de LED atrás da bateria dizia: “No coracao de 4 homens vive apenas uma alma; Se você se dedica a um ideal, você se transforma em algo maior; Hoje vocês fazem parte disso / Pode gritar… Você esta no show do MindFlow”.

Acabada a ‘intro’ o guitarrista Rodrigo Hidalgo iniciou o riff the “Lethal” dando muita energia para um início explosivo. Os trêis painéis de LED sobre o palco projetavam labaredas de fogo, o som estava pesado e a banda esbanjou competência e entrosamento. Sem muito tempo pra respirar eles emendaram com “Reset The Future”, música que funciona muito bem ao vivo e definitivamente prova que o MindFlow deixou o rótulo de Prog Metal a muito tempo atrás. Quem ainda insiste em rotulá-los assim está extremamente desinformado. Isso foi provado no decorrer nesse show que foi focado nas músicas mais recentes do grupo.

Após um breve agradecimento do vocalista Danilo Herbert, que diga-se de passagem cantou o show a plenos pulmões, eles mandaram “Shuffle Up And Deal”, um som que começou na pressão, com Rafael Pensado esmurrando sua bateria. Vale ressaltar o quanto Rafael enriquece as música durante o show! Também ficou evidente que o trabalho de luz e imagem enriquecereu muito a apresentação da banda.

Finalmente uma pausa para respirar foi dada, mas não por acaso, Danilo anunciou que eles tocariam uma música inédita – eis que os fãs puderam conferir “Take To The Limit” em primeira mão, mostrando o que a banda prepara para o seu próximo disco. Mesmo com os fãs não conhecendo o som eles a acompanharam batendo palmas e demonstraram empatia.

O momento alto do show aconteceria com a execução de “Breakthrough”, a música mais conhecida e tocada deles. A banda deve um cuidado todos especial porque enquanto rolava o som os painéis de LED mostravam fotos dos fãs e da banda. A cada foto que aparecia fãs iam se reconhecendo, gritando e se emocionando. Para dar continuidade no clima veio “Break Me Out”, fazendo a casa tremer. É impressionante como as composições mais lentas do MindFlow conseguem prender a atenção das pessoas e em momento algum cansam ou fazem a energia se esvair.

Enquanto uma chuva torrencial caia lá fora era a vez de outra música inédita, “Urban Hero”, que já havido sido tocada na recente abertura para o Megadeth, deixando claro que a banda amadureceu e não carece mais de rótulos. Apesar de intrincada, “Under An Alias” tem uma melodia que gruda facilmente. Nela, o baixista Ricardo Winandy tocava com tanta força que quase arrebentou a correia do seu instrumento. A essa altura ninguém estava cansado, as palmas evidenciavam que o público queria mais.

Em uma breve pausa, Danilo falou do sorteio de uma guitarra que aconteceria no final do show e anunciou “The Ride”, outra música que apesar de lenta foi capaz de prender a atenção até do segurança que cuidava do acesso para o camarote. Uma rápida troca de intrumentos foi feita e o PA começou a tocar uma ‘intro’ que lentamente foi reconhecida pelos fãs mais antigos da banda.

Chegara a hora de voltar no tempo e passar pela fase Prog Metal com “Crossing Enemy’s Line”, do complexo disco de 2006, “Mind Over Body”. Foram mais de dez minutos que certamente só agradaram quem realmente curte essa época da banda, que para a minha surpresa eram muitos nessa noite. Voltando ainda mais no tempo veio “Invisible Messages”, uma das melhores músicas do disco de estreia do grupo.

Mudando completamente o clima veio “Walking Tall”, uma música pesada, empolgante e dona de uma letra muito bem escrita. Parecia o final do show – palhetas e baquetas foram dadas para o público, Danilo agradeceu os fãs e equipe , os músicos deixaram o palco, mas convenhamos, essa atitude não engana mais ninguém. Em menos de um minuto eles estavam de volta para derrubar o local tocando “Destructive Device”. Foi um encerramento que muitos esperavam e ao final ficou claro que a produção e pontualidade do show fizeram toda a diferença. Foi um espetáculo de som, luz e imagem que deixo a interação entre os fãs e a banda bem mais completa. Mas não acabou assim, ainda houve o sorteio da guitarra, seguida por uma confraternização com a banda e a festa ainda se extendeu para um after-party no Manifesto Bar.

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