Live Evil

MORBID ANGEL

Cine Jóia - São Paulo/SP, 23 de maio de 2013

Surgido na década de 80 na Flórida/EUA, o Morbid Angel se tornou um dos grupos de maior importância e influência para muitos seguidores no Death Metal. Hoje, após inúmeras trocas no line-up, os estadunidenses continuam na ativa e ainda são apontados entre as melhores do gênero. Ainda divulgando o álbum “Illud Divinum Insanus”, lançado em 2011, a banda voltou para a América do Sul em uma nova turnê e, claro, não deixou o Brasil de fora. O show na cidade de São Paulo, que desde 1991 tem a honra de receber esta referência do Death Metal, ocorreu na quinta-feira (23) na casa de shows Cine Jóia, localizada na Praça Carlos Gomes, no centro da cidade.

Dado ao pouco tempo desde a sua última apresentação, realizada em 2011 no já extinto “Setembro Negro Festival”, o que se esperava era que novamente o público comparecesse em massa. Entretanto, o que se viu foi uma quantidade relativamente baixa e aquém do esperado. Por sinal, todos perguntavam se realmente isto ocorreu devido aos acontecimentos anteriores a um determinado caso com um produtor, ou no que realmente se torna fato a quantidade excessiva de shows que a cidade vem recebendo. Cabe ressaltar que, também na quinta-feira, o Yes e Vinnie Moore se apresentaram em São Paulo, algo que certamente dificulta ainda mais a presença dos fãs.

Os amantes do Death Metal e seguidores desta lenda obviamente não deixaram de comparecer e, por volta das 23h15, viram cada um dos integrantes surgindo no palco, com a mesma formação da última vinda por aqui. O baterista Tim Yeung foi o primeiro a aparecer e os fãs começaram a gritaria, mantida quando os próximos tomaram suas posições – Trey Azagthoth e Destructhor (guitarras) e o frontman/baixista David Vincent. Após a entrada triunfal, o set começou com um grande clássico do álbum “Altars of Madness” (1989), “Immortal Rites”, que agradou todos os fãs. O mais surpreendente foi a sequência de clássicos executados seguidamente, como “Fall From Grace”, de “Blessed are The Sick” (1991), para ninguém botar defeito.

David Vincent, com todo seu carisma, disse que estava feliz por voltar a São Paulo e que queria mais empolgação do público, anunciando mais uma referência, “Day of Suffering”, seguida de “Rapture”, de “Covenant”, lançado há vinte anos.

A interação entre banda e público foi única, realmente uma vibração muito forte ligou todos naquela noite, que seguiu com mais uma música de “Altars of Madness”, “Maze of Torment”, saudada por todos. Claro que, além dos clássicos que estavam a todo vapor, a banda não poderia deixar de tocar faixas recentes, de “Illud Divinum Insanuns”. Embora tenha sido bastante criticado pela mídia e tendo a opinião dos fãs dividida, já que muitos dos mais extremistas criticaram o disco por conter características voltadas para o Metal Industrial, David Vincent e a banda conseguiram boa receptividade na execução de “Existo Vulgoré”.

Impossível não mencionar a destreza do incrível baterista Tim Yeung que, mais uma vez, intrigou a todos com sua velocidade notável e mostrando o porquê de ter sido considerado um dos mais rápidos do mundo em 2006. Por sinal, o substituto de Pete Sandoval parece estar cada vez mais dentro da família Morbid Angel. A alegria geral da plateia seguiu com músicas de “Altars of Madness”, como “Lord of All Fevers & Plagues” emendada com “Chapel of Ghouls”.

Naquele momento do show – um dos ápices, certamente – Trey Azagthoth ficou ainda maior do que já é. As luzes se apagaram e apenas um foco de luz surgiu em cima do guitarrista, que executou um solo devastador, arrebatador, hipnotizando os fãs. O fundador e criador deste gênero realmente quebrou todas as barreiras naquele seu especial inacreditável. Então, rapidamente, toda a banda voltou ao palco para dar continuidade ao set, que seguiu com “Dawn of the Angry”, de “Domination” (1995), fazendo os fãs formarem uma grande roda em frente ao palco. Pronto, a destruição tomou conta!

Caminhando para o encerramento da apresentação, ainda tivemos “Bil Ur Sag” e “Blood on my Hands”. David Vincent agradeceu a todos os fãs novamente pela noite e, como de costume, os integrantes saíram para uma pequena pausa, que durou cerca de alguns minutos apenas. Claro, o público pediu por mais Morbid Angel que, na volta para o bis, executou dois clássicos esperados, começando com “God of the Emptiness”, de “Covenant”, cantada por todos. O encerramento veio com “World of Shit”, tocada de forma espetacular. Apesar dos pesares, o Morbid Angel tocou como se a casa estivesse lotada, sem uma falha sequer, digna de uma postura respeitosa em uma noite marcante e que ficou na memória dos aficionados pelo Death Metal.

Set List: 
Immortal Rites
Fall From Grace
Day of Sufferring
Rapture
Maze of Torment
Sworn to the Black
Blasphemy
Existo Vulgore
Nevermore
Lord of All Fevers and Plague
Chapel of Ghouls
Dawn of the Angry
Where the Slime Live
Bil Ur-Sag
Blood on My Hands
God of Emptiness
World of Shit

 

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