Live Evil

MY DYING BRIDE

Teatro Rival Petrobras - Rio de Janeiro/RJ, 10 de abril de 2013

Marcando sua primeira passagem pelo Brasil, a banda britânica My Dying Bride realizou apenas um show para promover o mais recente trabalho, “A Map of All Our Failures” (2012), que antecede o novo EP, “The Manuscript”, programado para sair em maio. Um público razoável, ainda mais para uma noite de quarta-feira, compareceu ao Teatro Rival Petrobras, localizado no centro do Rio de Janeiro. Sem banda de abertura, Aaron Stainthorpe (vocal), Andrew Craighan e Hamish Glencross (guitarras), Lena Abé (baixo), Shaun Macgowan (violino e teclado) e Daniel Mullins (bateria) iniciaram o set pontualmente às 20h30 com “Knell Till Doomsday”.

O público, antes apreensivo e concentrado, se soltou em “Like Gods Of The Sun”, aclamada por todos. Já a pesada “To Remain Tombless” impressionou pelo peso e timbre das guitarras. Dois clássicos então foram tocados em sequência – “From Darkest Skies” e “Turn Loose The Swans” –, fazendo com que a banda percebesse o carinho e o calor de quem ali estava presente.

Após o momento acalorado, os músicos seguiram para a fase nostálgica, com “My Body A Funeral” e “The Wreckage Of My Flesh”, ambas bem interpretadas por Aaron Stainthorpe. Entretanto, “She Is The Dark” foi a música que mais agitou o público. Luzes vermelhas e climas soturnos deram o tom em “The Poorest Waltz” que, apesar de constar no mais recente álbum, também obteve boa receptividade.

Quando a banda estava totalmente desenvolta e segura, ouviu-se os primeiros acordes de guitarra anunciando “The Cry Of Mankind”, que foi cantada por todos. Com uma boa qualidade de som, foi possível ver Daniel Mullins se destacando com a bateria tribal e trabalhada de “Bring Me Victory”, de “For Lies I Sire” (2009). O novo material então veio a tona com “Like A Perpetual Funeral”.

A música longa e bela “The Dreadfull Hours” surpreendeu a todos, assim como “The Forever People”, com um forte gutural de Aaron, que pôde demonstrar seu talento vocal em uma performance irrepreensível. Sem saída de palco para o bis, as guitarras agudas e harmoniosas de “The Raven And The Rose” encerraram o set, deixando os fãs sob encanto pelo entrosamento perfeito.

Apesar do som denso e obscuro remeter a melancolia, segundo o promotor do show, Gustavo Garcia (Overload), a banda estava muito feliz fora do palco: “São muito alegres, piadistas, o oposto do que o som do grupo leva a crer”, disse. Assim, após o show, a banda atendeu todos os fãs que esperaram na casa. Que não demorem tanto tempo para retornar ao Brasil, pois fãs de várias localidades do país foram até o Rio de Janeiro prestigiar o talento de um dos grandes nomes do Doom Metal inglês.

 

 

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