Edição #153

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O título ‘Rumo Ao Topo do Metal Mundial’ já estará ultrapassado quando a ROADIE CREW chegar às mãos de seus leitores com o Machine Head na capa divulgando sua primeira turnê no Brasil e um novo trabalho de estúdio, Unto The Locust (2011)…

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Descrição

MACHINE HEAD

Por Thiago Sarkis

RUMO AO TOPO DO METAL MUNDIAL

O título ‘Rumo Ao Topo do Metal Mundial’ já estará ultrapassado quando a ROADIE CREW chegar às mãos de seus leitores com o Machine Head na capa divulgando sua primeira turnê no Brasil e um novo trabalho de estúdio, Unto The Locust (2011). Isso porque, com o lançamento do disco a 27 de setembro de 2011, ou seja, apenas poucos dias após a finalização desta matéria, a banda norte-americana encerrará uma vertiginosa escalada ao ápice que se iniciou em Through The Ashes Of Empire (2003), avançou de forma arrebatadora e surpreendente em The Blackening (2007) e é agora sacramentada com o petardo Unto The Locust. Um trajeto pedregoso de um grupo que há doze anos, ainda que demonstrasse talento e tivesse momentos de rara inspiração, tropeçava nas próprias pernas, indefinido quanto à direção a seguir e ao seu futuro – ouça From This Day e depois coloque músicas como This Is The End, I Am Hell e Clenching The Fists Of Dissent e você entenderá o que estamos dizendo. Recuperado, reconhecido e aplaudido tanto por fãs mais jovens quanto pelos apreciadores da velha guarda do Heavy Metal, o grupo formado por Robb Flynn (vocal, guitarra), Phil Demmel (guitarra), Adam Duce (baixo) e Dave McClain (bateria) cresce, aparece, evolui e assegura um lugar para si entre os maiores da atualidade na música pesada. A caminho do Brasil para estrear em nossos palcos após mais de dezessete anos de longa espera, o líder, vocalista e guitarrista Robb Flynn conversou conosco sobre a fase áurea do quarteto, os shows com o Metallica e as jams com James Hetfield, o sucesso de The Blackening, Judas Priest, Rush, influências, inspirações, expectativas e muito mais.

APOKALYPTIC RAIDS

Por Maicon Leite

TRABALHANDO PARA FICAR NO TOPO

No cenário metálico brasileiro podemos encontrar verdadeiros batalhadores que, embora não recebam o apoio necessário, continuam na luta, persistindo por seus ideais e enfrentando os obstáculos. Um desses caras é Leon Mansur, vocalista e guitarrista do Apokalyptic Raids, banda carioca referência do Metal nacional. Na ativa desse 1998, o grupo vem lançando excelentes discos desde 2001, como Only Death Is Real, e que hoje divulga seu mais recente petardo, Vol. 4 Phonocopia. Não poupando palavras, Leon explicou os detalhes e referências envolvendo este lançamento, bem como sua opinião sobre a cena carioca e os planos para a banda.

DECAPITATED

Por Thiago Sarkis

VIDA APÓS A MORTE

O Decapitated havia lançado quatro álbuns aclamados pela crítica e pelos fãs como grandes obras do chamado Technical Death Metal, quando, a 28 de outubro de 2007, viu os rumos de sua carreira serem totalmente alterados: um acidente automobilístico vitimou o ex-baterista, Witold ‘Vitek’ Kiełtyka, de 23 anos, e deixou em coma o ex-vocalista, Adrian ‘Covan’ Kowanek, que, devido ao difícil processo de recuperação, decidiu não prosseguir com o grupo. Como primeira resposta ao acontecido, o guitarrista e líder, Wacław ‘Vogg’ Kiełtyka, interrompeu as atividades do quarteto polonês. No entanto, após trabalhar como vendedor em uma loja de música, ele começou a tocar novamente e voltou a se envolver com o Metal. Depois de fazer uma audição para o posto de guitarrista do Morbid Angel, gravou Necropolis (2009) com o Vader e, finalmente, anunciou o retorno do Decapitated. Na entrevista a seguir, Vogg nos conta sobre esse período de afastamento da cena, comenta a retomada do caminho que estava trilhando e fala de Carnival Is Forever (2011), novo álbum de sua banda.

GRAVE DIGGER

Por Thiago Rahal Mauro

SEGUINDO EM FRENTE

O Grave Digger tem uma base de fãs impressionante no Brasil, e o número de pedidos para entrevista que recebemos na redação da ROADIE CREW chegou a assustar. Por isso, tentamos de todas as maneiras entrevistá-los na época o lançamento do álbum The Clans Will Rise Again (2010) e do DVD The Clans Are Still Marching (2011). Só que quase sempre alguma coisa acontecia e a conversa com alguns dos músicos não dava certo – horários que não batiam, outros compromissos atrapalhavam etc. Porém, quando foi agendado o show da banda no Carioca Club, entramos em contato com o produtor local e confirmamos uma entrevista três horas antes da apresentação da banda na capital paulista, ocorrida dia 23 de julho. Sempre bem-humorado e simpático, Chris Boltendahl – vocalista e único membro original – desceu até o lobby do hotel já vestido com a roupa da apresentação e falou, entre outras coisas, sobre sua relação com os brasileiros e as mudanças na formação do grupo, que atualmente conta com conta com Axel Ritt (guitarra), Stefan Arnold (bateria), Jens Becker (baixo) e Hans Peter Katzenburg (teclado).

HAMMERFALL

Por Thiago Sarkis REPETITIVO?

O Hammerfall tornou-se uma das maiores bandas de Metal da Europa praticando, por mais de dez anos, um estilo clássico e tradicional de Heavy/Power Metal. Pela repetição de sonoridade e temática em seus discos, o conjunto apanhou como poucos da mídia especializada. Rotulado de uma reles cópia de mastodontes dos anos 80 e criticado por ser clichê e repetitivo, o quinteto pareceu ignorar os que o repudiavam. No entanto, candidata-se agora, com o lançamento de Infected (2011), a levar bordoadas por um novo motivo: ter mudado. Mais ‘groove’, peso e Rock’n’Roll, menos harmonias vocais. Essas são algumas das alterações que o novo álbum traz aos fãs. As demais e outros detalhes exclusivos do disco e dos próximos passos do grupo quem nos dá é o guitarrista e líder, Oscar Dronjak.

HELLISH WAR

Por Antonio Carlos Monteiro

CONQUISTANDO O MUNDO

O Metal Tradicional com refrãos que se assemelham a gritos de guerra, riffs e solos poderosos e ‘cozinha’ que mistura técnica e velocidade com maestria vem rendendo vários frutos ao grupo paulista Hellish War. Formada em 1995 e há dez anos com a mesma formação – Roger Hammer (vocal), Vulcano e Daniel Job (guitarras), JR (baixo) e Daniel Person (bateria) –, a banda teve oportunidade de fazer sua primeira tour europeia e daí extrair seu primeiro trabalho ao vivo, Live In Germany. O Hellish War (menos o guitarrista Vulcano) conversou com a ROADIE CREW sobre esse importante momento de sua carreira.

KISS

Por Mitch Lafon O MONSTRO ESTÁ À SOLTA

Mais que uma simples banda, o Kiss é hoje um negócio enormemente lucrativo. E, para que assim seja, é preciso que funcione como uma empresa bem organizada. De acordo com o baterista Eric Singer, é exatamente assim que Gene Simmons (vocal e baixo) e Paul Stanley (vocal e guitarra) lidam com o grupo que criaram em 1973. Com uma enorme lista de produtos lançados com vinculação à marca do quarteto – o guitarrista Tommy Thayer completa o time –, o Kiss continua em plena atividade e já anunciou mais um disco para 2012, intitulado Monster. Singer ingressou na banda em 1991 e, a partir de então, teve mais duas passagens por ela, sendo que a última se iniciou em 2004 e se entende até hoje. Conhecendo profundamente os meandros que fazem a estrutura do Kiss funcionar, o baterista não economiza adjetivos na hora de elogiar a capacidade administrativa de Gene e Paul, assim como o profissionalismo que cerca todas as suas atividades. Numa conversa bastante interessante, Singer falou sobre o novo disco, sobre Paul, Gene o Kiss e até sobre o ‘bad boy’ Vinnie Vincent.

NIGHT RANGER

Por Mitch Lafon

DE OLHO NO FUTURO

Quando se fala em Night Ranger, duas palavras vêm imediatamente à mente: Sister Christian, título da música de maior sucesso da banda – lançada em 1984, a balada ficou nada menos que 24 semanas nas paradas. Mas outro par de palavras também está diretamente associado ao grupo: Brad Gillis. O guitarrista que conquistou ao longo dos anos o respeito de fãs e de outros músicos, tem uma trajetória em que acumula trabalhos tão variados como acompanhar a cantora Fiona ou fazer parte da banda de Ozzy Osbourne. Mas é no Night Ranger que ele se realiza unindo tudo o que sabe fazer de melhor, como comprova o novo disco da banda, Somewhere In California. Gillis falou com exclusividade sobre esse novo trabalho e sobre sua longa carreira.

PERPETUAL DREAMS

Por Thiago Rahal Mauro

MATURIDADE

O Perpetual Dreams é uma das poucas bandas brasileiras que consegue unir Hard Rock com Heavy Metal sem soar datado ou com excesso de preciosismo. Eduardo D’Avila (vocal), Deny Bonfante (guitarra), Jan Findeiss (teclados), Chris Link (baixo) e Fabio Passold (bateria) estão juntos há mais de uma década e após lançarem seu último trabalho de inéditas, The Eternal Riddle, conseguiram um amadurecimento musical e intelectual acima da média. Nesta entrevista à ROADIE CREW, o guitarrista Deny Bonfante conta detalhes da carreira da banda e muito mais.

PROCOL HARUM

Por Steve Rosen

QUANDO AS BANDAS TINHAM O QUE DIZER

Keith Reid não toca nenhum instrumento, nem canta. Porém, ele foi fundamental na história do Procol Harum por ter escrito aquelas letras maravilhosamente estranhas que marcaram a trajetória da banda. Seu talento com as palavras é ao mesmo tempo único, passional e cerebral. Afinal, quem mais poderia imaginar aquelas imagens cantadas em A Whiter Shade Of Pale, o maior hit do Procol Harum? Reid chegou a lançar um disco com composições suas, Common Thread, que reúne uma verdadeira legião de músicos, mas é seu trabalho com o grupo inglês que lançou seu nome à posteridade. Nesta conversa com a ROADIE CREW, Keith lembra como surgiu a parceria com a banda, fala dos primórdios do Procol Harum e dos shows que fizeram junto com Jimi Hendrix.

PUSHKING

Por Thiago Rahal Mauro

HARD ROCK DE PRIMEIRA

Os russos do Pushking são o típico caso de banda que fica anos sem receber o destaque que merece, mas que depois de lançar um trabalho com diversos convidados acaba ganhando reconhecimento da mídia e do público. Após lançar The World As We Love It, que traz participações especiais de gente do porte de Paul Stanley, Billy F. Gibbons, Alice Cooper, Steve Vai, Joe Bonamassa, Glenn Hughes, John Lawton e Jorn Lande, os músicos mostraram que têm qualidade de sobra e agora podem divulgar seu trabalho com tranquilidade e a parcimônia que necessitam. Em entrevista exclusiva à ROADIE CREW, o vocalista Konstantin “Koha” Shustarev conta detalhes de gravação do disco, de como chegou aos convidados especiais e muito mais.

TAURUS

Por Antonio Carlos Monteiro

O PIONEIRO AINDA VIVE

Nos anos 80, o Metal começou a se tornar forte no Brasil. Toda uma cena surgia em São Paulo, que teve seu pontapé inicial com as coletâneas SP Metal I e II, enquanto em Minas muitas bandas também davam seus primeiros passos, Sepultura à frente. Ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro também surgiam os representantes do Heavy brasileiro, como Azul Limão, Metalmorphose, Dorsal Atlântica e Taurus. Essa última, criada pelos irmãos Cláudio (guitarra) e Sérgio Bezz (bateria), após lançar três discos nos anos 80 e encerrar atividades na década seguinte, está de volta à cena com um novo trabalho, Fissura – ao lado dos manos estão Felipe Fuscaldo (baixo) e o também pioneiro Otávio Augusto (vocais). Fomos falar com essa verdadeira lenda do Metal nacional para lembrar um pouco de sua história e saber seus planos para o futuro.

THE QUILL

Por Antonio Carlos Monteiro

DIRETAMENTE DOS ANOS 70

A Suécia em termos de Rock é mais conhecida por ter sido berço de uma cena que até acabou virando um subgênero do Metal, o Swedish Death Metal. Mas não é só de vocais guturais que se faz a cena de lá. Lá em 1994, quando Nick Anderson resolveu sair de trás da bateria da banda de Death Metal Entombed para assumir guitarra e voz no Hellacopters, o mundo conheceria o primeiro grande nome do Stoner Rock sueco. Porém, ao contrário do que muitos pensam, o pioneirismo não cabe ao grupo, infelizmente extinto em 2008. Porque pelo menos quatro anos antes outra formação sueca seguia essa mesma trilha: The Quill.

Criada pelo guitarrista Christian Carlsson, a banda atravessou os anos de 1995 a 2006 tocando onde dava e soltando discos. Foram nada menos que cinco nesse período: The Quill (1995), Silver Haze (1999), Voddoo Caravan (1999), Hooray! It’s A Deathtrip (2003) e In Triumph (2006). Tudo ia bem até o vocalista Magnus Ekwall resolver cair fora em 2007. Isso acabou gerando um considerável desânimo na turma e cada um foi para seu lado cuidar da vida e de outros projetos musicais.

WARRANT

Por Mitch Lafon

MANTENDO A CHAMA ACESA

Muito já se falou sobre a trajetória do Warrant nas últimas duas décadas, que sempre orbitou em torno do guitarrista Erik Turner. A banda sempre alternou altos e baixos ao longo de todos esses anos, marcada por incontáveis mudanças de formação. Mesmo assim, lançou oito álbuns de estúdio até 2006, quando saiu Born Again, com Jaime St. James (vocal, Black ‘N Blue). De lá para cá, continuou sua saga de incertezas, ficando grandes períodos sem se apresentar e voltando à cena diversas vezes. Nesse período, o vocalista Jani Lane também se encarregou de sair e reassumir seu posto em algumas oportunidades, culminando com sua substituição definitiva por Robert Mason (Lynch Mob) em 2008. E, em meio a tantas idas e vindas, a banda finalmente lançou neste ano seu primeiro álbum de inéditas em cinco anos, Rockaholic. O Warrant iniciava, assim, uma nova fase em sua carreira, voltando aos palcos e às mentes dos fãs. No entanto, uma má notícia ainda estava reservada à banda: em agosto último, Jani Lane foi encontrado morto num quarto de hotel. Junto dele, uma receita médica e uma garrafa de vodca pela metade. As causas da morte ainda não foram oficialmente divulgadas. Nesta entrevista, realizada antes da morte de Lane, Erik Turner fala sobre o novo disco e o momento atual do Warrant.

OZZY OSBOURNE

Por Steve Rosen

REVISITANDO O PASSADO

OZZY OSBOURNE

O LEGADO DE RANDY RHOADS

Em novembro de 1977, Ozzy Osbourne anunciou que estava fora do Black Sabbath. Só que dois meses depois, acabou voltando para gravar Never Say Die! (1978). A banda saiu em turnê após o lançamento e até tentou permanecer junta, mas as drogas e o álcool fizeram seu papel e Ozzy acabou demitido em 1979, sendo substituído por Ronnie James Dio. Uma vez fora da banda, o vocalista começou sua carreira solo. Apesar do abuso de diversas substâncias, com o apoio e a atuação como empresária de sua à época namorada Sharon Arden, formou o The Blizzard Of Ozz. Com ele estavam o guitarrista Randy Rhoads, o tecladista Don Airey, o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake. Com essa formação, gravaram dois discos: Blizzard Of Ozz (1980) e Diary Of A Madman (1981). Ambos acabaram se tornando marcos do Metal dos anos 80, revelaram o ex-Quiet Riot Randy Rhoads como um dos principais guitarristas de todos os tempos e acabaram tendo reedições comemorativas de trinta anos. Blizzard Of Ozz tem as gravações originais remasterizadas por George Marino e várias faixas bônus. Diary Of A Madman também foi totalmente remasterizado e ganhou um segundo CD com várias faixas inéditas ao vivo, gravadas durante a tour de Blizzard Of Ozz. Há ainda um DVD chamado Thirty Years After The Blizzard com imagens da época e entrevistas com nomes que vão de Zakk Wylde a Steve Vai, de Rob Halford e Lemmy a Nikki Sixx. Para os mais fanáticos, há ainda uma caixa especial contendo os dois álbuns em CD e vinil, um livro com 100 páginas, o DVD, poster, palhetas e uma replica da cruz usada por Ozzy. E isso tudo é mais do que merecido. Afinal, estamos falando de discos que são citados como influência pelas mais variadas bandas de Metal, de Incubus a Metallica. Aqui, nesse papo exclusivo com a ROADIE CREW, o Madman fala sobre as novas versões desses clássicos, sobre o significado deles e sobre a parceria com seu amigo e guitarrista Randy Rhoads.

KING DIAMOND/MERCYFUL FATE - PARTE 3

Por Silvio Cesar Brandespim/Ricardo Batalha

Melissa

Após a consagração no “Aardschok Festival” (HOL), o Mercyful Fate deu entrada no estúdio Easy Sounds Recording, em Copenhague (DIN), para iniciar as sessões de gravação do ‘debut’, que duraram duas semanas – de 18 a 30 de julho de 1983.

A pedido da própria banda, o álbum foi produzido por Henrik Lund, um dos proprietários do estúdio, que ficava num local que antes abrigava um cinema. “Ele tinha uma sala enorme, com palco e tudo mais. Foi perfeito para nós, porque tudo naqueles dias era gravado ao vivo, exceto os vocais e as guitarras base”, explica o guitarrista Hank Shermann.

Por estar bem ensaiada e com as músicas memorizadas, a gravação fluiu rapidamente. “Tivemos duas semanas disponíveis no estúdio mas como ensaiávamos todos os dias, as músicas viviam em nossas veias e ossos”, explica o baixista Timi Hansen.

As músicas foram compostas por Hank Shermann e as letras ficaram a cargo de King Diamond, que conseguiu explorar mais sua técnica na gravação do ‘debut’. “Durante as gravações do EP Nuns Have No Fun, eu havia planejado e preparado o mesmo estilo de backing vocals que utilizei em Melissa, mas não tive a menor chance de utilizá-los pelo pouco tempo que tivemos disponível para gravar. Assim, quando soube que teríamos muito mais tempo com Melissa, não tive dúvidas em explorar essa técnica mais profundamente”, contou King Diamond à revista Decibel.

BACKSPAGE

Por Vitão Bonesso

OS IRRITADINHOS

Já dizia o ditado popular que “todo baixinho é folgado” e dentre aqueles irritadinhos dentro da cena do Heavy/Rock é fácil apontarmos um desses nanicos que, como ninguém, adora uma confusão. Glenn Danzig, nascido Glenn Allen Anzalone a 23 de junho de 1955, é um deles. Esse americano de 1m64 já causava preocupação aos 11 anos de idade quando começou experimentar alguns tipos de droga e álcool enquanto trabalhava como roadie de bateria para uma banda local. Antes, já havia tentado clarinete e piano. Logo depois, passaria a desenvolver seu vocal, que tinha um timbre voltado para o barítono. Invariavelmente, vivia se metendo em brigas pelos arredores da vizinhança numa fase que duraria até os 15 anos, quando deixou as drogas de lado, mas nunca dispensando uma boa birita. Foi nessa época que começou a se interessar pela literatura do ocultismo, passando a colecionar livros do estilo assim como pôsteres de filmes B.

A carreira musical tomou forma em 1977, fazendo parte dos Misfits e Shamhain. Logo depois ingressou numa carreira solo que até os dias de hoje alterna altos e baixos. De temperamento difícil, sempre se dedicou às artes marciais e são famosas as brigas nos bastidores de seus shows e até mesmo durante eles, como aconteceu em São Paulo em junho de 1995, quando o Danzig visitou pela primeira vez o Brasil.

BLIND EAR - ZAKK WYLDE

Zakk Wylde (Black Label Society) – guitarrista e vocalista

Texto e Fotos: Thiago Rahal Mauro

“(R.C.: Demora bastante para arriscar). Estou gostando, mas não tenho ideia ainda do que seja, vamos esperar um pouco (R.C.: Preste atenção no refrão). O tipo de música é algo de que eu gosto, mas não fico escutando direto… (N.R.: O produtor do Black Label Society interrompe a conversa falando para Zakk: ‘Você conhece isso!’). Os solos são bem legais, mesmo, mas me fale o que é porque não vou acertar de jeito nenhum! (risos) (N.R.: Mostro a música pra ele no visor do aparelho). Ah, é o Chickenfoot! Gostei, mas realmente você me pegou (risos).”

Chickenfoot – Avenida Revolution

Chickenfoot

CLASSICOVER - ORGASMATRON

Por Antonio Carlos Monteiro Orgasmatron

Original: Motörhead

Álbum: Orgasmatron

Ano de lançamento: 1986

Cover: Sepultura

Álbum: Arise

Ano de lançamento: 1991

Por Antonio Carlos Monteiro

         Em 1986, o Motörhead já tinha mais de dez anos de estrada e sete discos de estúdio. Mesmo assim, a banda não via um céu de brigadeiro à frente. Uma pendenga judicial que se arrastava há dois anos com seu antigo selo, Bronze Records, e uma formação nova estreara certo tempo antes, com Würzel – falecido recentemente – e Phil Campbell nas guitarras, Pete Gill na bateria e, óbvio, Lemmy Kilmister no vocal e no baixo.

         Após a coletânea No Remorse (1984), que tinha quatro faixas inéditas registradas pela nova formação, a banda partiu para a gravação de seu primeiro ‘full lenght’. Inicialmente, o disco teria como título “Ridin’ With The Driver”, que foi mudado de última hora, recebendo o nome de Orgasmatron, o mesmo de um tema de autoria creditada a toda a banda. Curiosamente, a capa já havia sido encomendada ao artista plástico Joe Petagno com base no título original e não havia tempo para mudá-la. Isso explica a existência de um trem estilizado como uma criatura infernal na capa do disco.

         A música Orgasmatron, apesar de não ter sido lançada em single (o único extraído do álbum foi Deaf Forever), acabou se tornando uma das principais músicas do Motörhead, sendo presença constante nos shows da banda. O tema chegou a ser regravado em 2000 sob o título de Orgasmatron 2000 e disponibilizada pela banda para download. Três anos depois, ela apareceria no box Stone Deaf Forever!

CLASSICREW - ALICE COOPER/MSG/PARADISE

Por Batalha/Tony/Seelig

1971

ALICE COOPER

Killer

Antonio Carlos Monteiro

No início dos anos 70, os hippies já tinham resolvido tomar banho e o sonho de um mundo melhor movido a paz, amor e Rock’n’Roll tinha ido por água abaixo em 6 de dezembro de 1969, quando um maluco de nome Meredith Hunter teve a sensacional ideia de ir ver os Stones em Altamont portando um revólver. Quando sacou o canhão, um dos Hell’s Angel contratado para fazer a segurança da banda (!) cravou-lhe uma faca e matou, além de Hunter, toda uma (frágil) filosofia de vida.

Era o cenário perfeito para a afirmação de quem levara um circo de horrores para os shows de Rock. Com três discos na bagagem, Alice Cooper (vocais), Glen Buxton e Michael Bruce (guitarras), Dennis Dunaway (baixo) e Neal Smith (bateria) vinham infernizando pais e sendo idolatrados pela molecada com letras falando de morte e shows regados a performances e insinuações sexuais. Tudo isso chamou a atenção da Warner Brothers, que em 1971 ofereceu um contrato irrecusável ao quinteto – seus álbuns anteriores haviam saído pela Straight Records, de Frank Zappa, que foi o descobridor da banda.

 

1981

MSG

MSG

Ricardo Batalha

O guitarrista-prodígio Michael Schenker já tinha status de ‘guitar hero’ quando o segundo disco de sua banda, Michael Schenker Group, foi lançado em setembro de 1981 pela Chrysalis Records. O alemão, que havia estreado no Scorpions com seu irmão, Rudolf, e feito o nome com o UFO através do grande desempenho em álbuns como Phenomenon (1974), Force It (1975), No Heavy Petting (1976), Lights Out (1977) e Obsession (1978), estava muito bem acompanhado no MSG.

O grupo, que contava com Gary Barden (vocal, ex-Fraser Nash), Chris Glen (baixo), Cozy Powell (bateria) e seu velho companheiro de UFO, Paul Raymond (teclado e guitarra), estava em alta após o ‘debut’ The Michael Schenker Group, lançado no ano anterior e que havia contado com produção de Roger Glover (Deep Purple). Se a criatividade era pequena para intitular álbuns, sobrava na criação de músicas de impacto, como Armed And Ready, Cry For The Nations Into The Arena e Tales Of Mystery.

Para embalar mais clássicos, além da competência dos instrumentistas, MSG foi gravado no Air Studios, em Londres, ao lado do experiente produtor norte-americano Ron Nevison, com quem Schenker havia trabalhado nos tempos de UFO. Logo na abertura, com Are You Ready To Rock, os riffs Hard, a pegada poderosa da batera de Cozy Powell e o vocal bem postado por Gary Barden mostravam que o MSG conseguiria subir mais alguns degraus.

 

1991

PARADISE LOST

Gothic

Ricardo Seelig

Algumas bandas mudaram a história do Heavy Metal, e o Paradise Lost é uma delas. Esses ingleses de Halifax foram pioneiros em uma sonoridade soturna e sombria que impactaria – e continua impactando – dezenas de grupos ao longo dos anos, fazendo surgir o que hoje conhecemos como Gothic Metal. Ainda que o conjunto seja lembrado principalmente pelos clássicos Shades Of God (1992), Icon (1993) e Draconian Times (1995), foi em Gothic que o Paradise Lost lançou as bases que definiram o seu som. Não havia nada parecido com esse álbum em 1991, e por isso o efeito foi tão profundo e duradouro.

O próprio título demonstra as intenções do quinteto, em um contraste violento com o seu primeiro disco, Lost Paradise (1990), focado no Doom e no Death Metal. O uso de teclados e os vocais femininos a cargo de Sarah Marianne – incomuns para a época – fizeram surgir nuanças atmosféricas que acentuaram ainda mais o clima lúgubre das composições.

Evoluindo a passos largos, o grupo encontrou o seu som em Gothic, desenvolvendo-o à perfeição nos álbuns seguintes. O disco peca pela produção, que poderia ser melhor, e por seu repertório, que alterna faixas consistentes com outras nem tanto. 

EDITORIAL

Por Airton Diniz  “Rock”, palavra mágica

Novamente nossa equipe cobriu o “Rock In Rio” apenas no dia das apresentações de bandas de Rock no festival, o que publicaremos na próxima edição. É necessário reconhecer que este é um dos maiores e mais importantes eventos do mundo. É motivo de orgulho para todos os brasileiros pela demonstração da competência nacional para se criar e manter uma marca tão forte na área de entretenimento, que já dura desde a sua primeira edição realizada em 1985. Sem contar que se tornou produto de exportação com realizações fora do Rio de Janeiro – cidade que está no nome do festival – pois chegou a ter edições em Lisboa (POR) e Madrid (ESP).

Do ponto de vista de “negócio” é um dos mais impressionantes exemplos de sucesso, um empreendimento gigantesco e lucrativo, e que conta com o poderoso suporte da maior empresa de comunicação do país. Sem dúvida a estrutura que está por trás disso tudo é capaz de transformar em sucesso qualquer tipo de coisa, mas tem uma palavrinha mágica nisso tudo que desempenha um papel extremamente importante no conjunto da obra: “ROCK”.

Senão vejamos: na consagrada marca temos as palavras “Rock” e “Rio”, sendo que a “Cidade Maravilhosa”, que definiria o local do acontecimento, continua fazendo parte do nome, mas já não faz falta como sede, pois pode vir a acontecer o “Rock In Rio-Brasília” (aliás, uma ótima sugestão, que me surgiu exatamente agora!), ou qualquer outra cidade, dentro ou fora do Brasil. Já a primeira parte da expressão, que definiria o gênero musical, nunca foi levada muito a sério por quem teve a ideia de batizar o festival. Mas, alguém pode imaginar que isso atingiria a proporção que tem hoje se o nome fosse “Pagode In Rio”, ou “Axé In Rio”, ou “Sertanejo In Rio”? Pode até ser que sim, quem sabe? Nada contra qualquer outro gênero musical, cada um tem direito de ter seu próprio gosto, e aceitar a diversidade, com as pessoas se tratando com respeito, é um dos melhores caminhos para se garantir a evolução da espécie humana. Mas nenhum gênero musical simboliza melhor a universalidade da música que o Rock. Por isso, “Rock In Qualquer-Lugar-do-Planeta” é um nome que define e caracteriza coisa boa, mas precisa ter Rock, não só no nome, senão perde a essência, e vira uma mentira grosseira. Por isso, saudemos a presença de Metallica, Motörhead, Guns N’Roses, Korzus, Angra, Sepultura, que dão a chancela de autenticidade do gênero e garantem a honestidade no uso do nome.

Por falar em autenticidade e honestidade, eu sinto uma enorme satisfação em citar neste editorial a matéria que publicamos nesta edição com Leon Mansur, o líder, vocalista e guitarrista do Apokalyptic Raids, e que atualmente também toca no Metalmorphose, grupo também do Rio de Janeiro, pioneiro do Heavy Metal nacional. Leon, que é uma das mentes mais brilhantes que conheço, dedica sua vida a um trabalho musical totalmente “underground”, vive em função da música que tanto ama, e muito poucas pessoas se dariam ao luxo de priorizar a arte quando se tem um preparo técnico e intelectual como ele, formado em Física, com especialização em Teoria Quântica de Campos e doutorado.

Airton Diniz

ETERNAL IDOLS - STEVE LEE

Steve Lee (05/08/1963 – 05/10/2010)

Por Antonio Carlos Monteiro

Celtic Frost, Coroner, Samael, e a mais antiga de todas, Krokus. Esses são os principais nomes que vêm à mente quando pensamos em Rock pesado e Suíça. Porém, ainda nos anos 90, surgiu outra formação que ganhou força e fãs em todo o mundo: Gotthard, nome quase sempre associado à imagem de seu talentoso vocalista Steve Lee.

Nascido em 5 de agosto de 1963, em Ticino, região da Suíça de forte influência italiana, Steve desde cedo mostrou grande admiração pelo Hard Rock, apreciando bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Van Halen e Aerosmith. No entanto, ele nunca negou que suas principais influências sempre foram Whitesnake e seu vocalista, David Coverdale.

Iniciou sua carreira musical nos anos 80 e em 1988 ingressou em sua primeira banda profissional, Forsale. Quatro anos depois, na cidade de Lugano, formou a banda Krak juntamente com o guitarrista Leo Leoni, o baixista Marc Lynn e o baterista Hena Habegger. Foi nessa época que receberam um precioso auxílio de Chris von Rohr, baixista e fundador do Krokus. Entre outras coisas, Chris sugeriu que a banda mudasse seu nome para Gotthard – inspirado na Gotthard Pass, uma das maiores montanhas da Suíça, com mais de dois mil metros de altitude.

GARAGE DEMOS

Por Diversos Envie o seu link no MySpace (com pelo menos três músicas novas disponíveis) acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com.

Nesta Edição

Archityrants

Arsenite

Ataque Cardíaco

Crucifixion BR

Infected

MacGyver The Animal

Martini machine

Mistério da Morte

Overhaze

Usina

Violência Coletiva

Vociferax

HIDDEN TRACKS - SACRED REICH

Por Ricardo Batalha Sacred Reich

Origem: EUA

Época: Anos 80

Estilo: Thrash Metal

Formação clássica: Phil Rind (vocal e baixo), Wiley Arnett e Jason Rainey (guitarras) e Greg Hall (bateria)

Discografia: Ignorance (1987), Surf Nicaragua (1988, EP), Alive At The Dynamo (1989, EP), The American Way (1990), Independent (1993), Heal (1996) e Still Ignorant (1997)

Por Ricardo Batalha

“Não importa se não fomos os mais populares, nós vivemos nosso sonho.” Assim o baixista/vocalista Phil Rind descreveu a trajetória da banda Sacred Reich, formada em meados de 1985, em Arizona (EUA). Rind, que desde criança sonhou em ser baterista, mudou para o baixo por insistência de seus pais, que achavam o instrumento de percussão muito barulhento. Ao adquirir seu primeiro baixo aos 13 anos de idade, teve total apoio dos pais e logo estava tocando covers de Metallica e Iron Maiden nas festinhas dos amigos da escola. Os anos se passaram e então surgiu o convite para entrar em um grupo que vinha chamando a atenção no cenário local da cidade de Scottsdale, o Sacred Reich.

O estranho e polêmico nome foi escolhido por causa da abreviação de uma turma de grafiteiros, da qual faziam parte o vocalista Dan Kelly e Paul Stottler, que se tornou o artista gráfico da banda. A turma era conhecida como SR-13 e por onde quer que fosse, assinava seu nome. A banda curtiu a ideia, mas como não queria se chamada apenas de SR, passou a discutir qual poderia ser o acrônimo ideal, até que veio a ideia de Sacred Reich.

LIVE EVIL - DESTRUCTION / POISONBLACK

DESTRUCTION

Carioca Club – São Paulo/SP

27 de agosto de 2011

Por Jorge Krening / Foto: Marcus Herren

Os alemães do Destruction e o Brasil têm um caso de paixão crônica. Parece que os fãs não se cansam de assistir a essa verdadeira lenda do Thrash, pois esta é a quinta passagem do grupo por aqui. Antes do show já dava para perceber a empolgação dos ‘thrashers’, que se organizaram numa fila imensa que praticamente tomou conta do quarteirão em que fica o Carioca Club. Enquanto isso, o quinteto paulistano Red Front fazia o aquecimento da galera com seu Thrashcore influenciado por Sepultura.

Quem já viu o Destruction ao vivo algumas vezes sabe que o valor do ingresso é um recurso bem empregado, pois os alemães sabem como poucos fazer um show de verdade. O baterista Wawrzyniec ‘Vaaver’ Dramowicz era a novidade no line-up mas, de resto, o que presenciamos foi um “tsunami Thrash”, que teve como carro chefe os clássicos eternos Curse The Gods e Mad Butcher. Como de costume, a banda intercalou entre um clássico e outro músicas de seu novo trabalho – no caso, o aclamado Day Of Reckoning –, disparando uma sequência insana com Armaggedonizer e Hate Is My Fuel, ambas com riffs e refrãos pegajosos ao velho e bom estilo Destruction.

Comentar a performance da dupla Marcel Schirmer (vocal e baixo) e Mike Sifringer (guitarra) já virou clichê, pois ambos passeiam pelo palco com elegância e postura dignas dos veteranos que são.

POISONBLACK

Manifesto Bar – São Paulo/SP

27 de agosto de 2011

Por Heverton Souza / Foto: Edu Guimarães

A notícia do show do Poisonblack foi uma surpresa para muitos, já que a banda do ex-Sentenced Ville Laihiala não é lá das mais populares no Brasil. Junte isso com a transmissão da edição nacional do UFC, com uma esperada luta de Anderson Silva, e a noite deste sábado tinha cheiro de fracasso. Mas não foi o que ocorreu. Com um bom público presente, os finlandeses fizeram uma ótima apresentação em show que, até então, seria único no país.

O Furia Inc. cuidou da abertura. Apesar da qualidade dos músicos e de covers bastante populares como Walk do Pantera, Slave New World e Roots Bloody Roots do Sepultura, a banda foi uma escolha inusitada, já que seu som agradaria mais a fãs que vão desde Faith No More até Pantera. Alguns curtiram a apresentação, outros assistiam a luta nas telas da casa, mas a maioria apenas observou e respeitou.

Mais de 1h30 da manhã e o Poisonblack foi anunciado: Antii Remes (baixo), Tarmo Kanerva (bateria), Marco Sneck (teclados), Antti Leiviskä (guitarra) e Ville Laihiala (vocal e guitarra) deram início ao show com Piston Head, do novo álbum, Drive, seguida de Casket Case.

LIVE EVIL - DISTURBED / FASTER PUSSYCAT

DISTURBED

Espaço Lux – São Bernardo do Campo/SP

23 de agosto de 2011

Por Karen Ballada / Foto: Renan Facciolo

Pela primeira vez nos palcos brasileiros, o Disturbed veio ao país para uma única apresentação da turnê do álbum Asylum (2010). Iniciado com um atraso de mais de uma hora, o show começou ao som de Prayer, de Believe (2000), um dos maiores sucessos da banda norte-americana. Como o grupo vem lançando singles de sucesso desde 2001, o set teve continuidade com Liberate e The Game. A galera ficou mais “calma” apenas nos primeiros momentos de Another Way To Die. O fato é que a intensidade e peso dos acordes de Dan Donegan, os pedais rápidos e bem marcados de Mike Wengren e a incrível habilidade de John Moyer no baixo não cansaram o público, que cantou e pulou até a última música.

Em Land Of Confusion, clássico de 1986 do Genesis, o vocalista David Draiman surpreendeu, alcançando notas altas mas desafinando em alguns momentos devido a um problema que teve em sua voz há alguns anos. O público, por sua vez, cantou e fez coro mais uma vez, o que motivou ainda mais os músicos. Além de cantar e agitar, os fãs formaram as famosas rodas, algumas vezes cortadas pelos seguranças. Mesmo assim, a organização foi ótima e só deixou a desejar pela demora na entrada, dada a fila enorme que se formou do lado de fora.

FASTER PUSSYCAT

Inferno Club – São Paulo/SP

26 de agosto de 2011

Por Ricardo Batalha / Foto: Diego Lucena

Com uma atmosfera mais amena que a presenciada semanas antes no show do Tuff, a “GlamNation” recebeu mais uma atração internacional: Faster Pussycat. Um dos pilares do Sleaze, o grupo norte-americano veio pela primeira vez ao Brasil trazendo apenas o vocalista Taime Downe da formação original. Só que os poucos fãs que compareceram ao Inferno Club queriam conferir a performance insana de Taime e os velhos clássicos do Sleaze. E sob essa ótica todos saíram satisfeitos, pois Ace Von Johnson e Xristian Simon (guitarras), Danny Nordahl (baixo) e Chad Stewart (bateria) cumpriram bem a missão.

A abertura a cargo do Pink Dolls não poderia ter sido mais coerente, já que o grupo paulistano é um dos poucos a apostar no estilo mais cru e agressivo do Hard Rock. Além de músicas do EP Dirty Jewels (2009), os músicos mandaram covers de Pretty Boy Floyd, Poison e Crashdïet. Destaque para Sleaze, Drunk & Rock’n’Roll, que resumiu bem a característica da noite.

Por volta das 2h30 da manhã, o Faster Pussycat entrou detonando Jack The Bastard, de Whipped! (1992). A sacana Cathouse e Slip Of The Tongue vieram na sequência e foram bem recebidas. Após um breve contato com a plateia, Taime Downe & Cia. mandaram a suja Number One With A Bullet e a energética Sex, Drugs & Rock’n’Roll.

LIVE EVIL - JUDAS PRIEST / WHITESNAKE

Judas Priest / Whitesnake

Arena Anhembi – São Paulo/SP

10 de setembro de 2011

Por Ricardo Batalha / Fotos: Guilherme Nozawa

Um acabou de completar 60 anos de idade e outro estava a dias de alcançar a mesma marca, mas os senhores Rob Halford e David Coverdale conseguiram emocionar os cerca de 25 mil presentes à Arena Anhembi, em São Paulo. A turnê conjunta, que ainda teve datas no Rio de Janeiro (dia 11), Belo Horizonte (13) e Brasília (15), se mostrou vencedora. O foco, entretanto, é diferente. Os ‘Metal Gods’ realizam a “Epitaph World Tour” e apresentam músicas de todos os álbuns de sua discografia, enquanto Coverdale & Cia. promovem o mais recente trabalho de estúdio, Forevermore.

Nos bastidores, pouco antes das 20h, enquanto o Whitesnake se preparava para entrar no palco, o Judas Priest se dirigiu a uma improvisada sala de imprensa para uma breve coletiva. Enquanto isso, Coverdale, Doug Aldrich e Reb Beach (guitarras), Michael Devin (baixo) e Brian Tichy (bateria) já estavam em ação no palco. Entraram em cena após a ‘intro’ de My Generation (The Who) e mandaram Best Years, que relembrou a turnê de Good To Be Bad (2008). A qualidade de som, embora com pouca potência, estava muito boa e Coverdale se apresentou em melhor forma que em outras ocasiões.

Uma trinca de sucessos, com Give Me All Your Love, o hit máximo Love Ain’t No Stranger e a balada Is This Love, elevou o ânimo dos fãs. As novas Steal Your Heart Away e Forevermore vieram na sequência. Na primeira, Coverdale apresentou Doug Aldrich dizendo que ele ia tocar “o instrumento do diabo: a guitarra slide”. A segunda, tocada após uma pequena lembrança de The Deeper The Love à capela, Coverdale disse ter sido feita como uma homenagem a seus fãs.

LIVE EVIL - SETEMBRO NEGRO

Setembro Negro

Carioca Club – São Paulo/SP

11 de setembro de 2011

Por Frans Dourado / Fotos: Luciano Piantonni

‘Setembro Negro’ por si só já é um nome polêmico. Para quem não sabe, ele faz referência ao mês de setembro de 1970, quando o Exército Jordaniano entrou em confronto com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), então sediada na Jordânia, o que deu origem a um massacre da população palestina, episódio apontado por alguns como genocídio. Já o mundo ocidental foi marcado pelo Massacre de Munique, quando a Organização Setembro Negro, grupo militar secular palestino, matou onze membros da delegação israelense que participava dos Jogos Olímpicos de Munique (ALE), em 5 de setembro de 1972.

Já a décima edição do tradicional festival extremo realizado no Brasil teve como atração principal a banda responsável pelo disco mais polêmico de 2011. Qual terá sido a reação dos ortodoxos seguidores da lenda que emergiu da Flórida nos anos 80 e se tornou o paradigma de todo um estilo?

Enquanto a dúvida e ansiedade cresciam, coube ao Ragnarok, banda norueguesa de Black Metal, abrir com maestria os trabalhos blasfemos da noite. O grupo, que divulga o álbum Collectors Of The King (2010), conquistou os presentes com atitude, postura e um set bem energético, que também abrangeu obras mais antigas, oriundas de álbuns como In Nomine Satanas (2002) e Arising Realm (1997).

Os austríacos do Belphegor devem ter feito sua melhor apresentação em terras brasileiras. Ignorando o justo posto de coadjuvante numa noite que já tinha dono, desfilou um set brutal, introduzido com Feast Upon The Dead e seguida por In Blood – Devour This Sanctify.

LIVE EVIL - TESTAMENT

Por João Luiz Zattarelli Junior Testament

Carioca Club – São Paulo/SP

20 de agosto de 2011

Por João Luiz Zattarelli Jr. / Fotos: Guilherme Nozawa

Nem chuva e frio foram suficientes para afastar os verdadeiros fãs de Thrash Metal que, com suas jaquetas jeans recheadas de ‘patches’ e acessórios característicos dos saudosos anos 80, lotaram o Carioca Club para ver o Testament. Era a terceira vez no país de umas das mais seminais e cultuadas bandas do estilo que, com o passar dos anos, sempre se manteve fiel ao que se propôs desde sua fundação. Muitos os acham uma verdadeira instituição do Thrash e que a sua não entrada no festival “Big 4”, da mesma forma como ocorreu com o Exodus, foi lamentável.

O Chaosfear teve a tarefa, cumprida com muita honestidade e maestria, de aquecer os paulistanos. Divulgando ainda o álbum Image Of Disorder (2008), seu Thrash Metal rápido, pesado e técnico ficou mais evidente e poderoso devido à excelente qualidade do som. Ponto para a produção, que mostrou o que todos deveriam ter: respeito com o Metal nacional. Infelizmente, tiverem uma plateia estática e um tempo curto de apresentação, a fim de não atrasar o show do Testament devido à casa ainda manter os eventos posteriores normais que não vem ao caso ser citados.

No horário previsto, em torno das 20h, e já com a casa quase que totalmente tomada, eis que surge a introdução For The Glory Of juntamente com John Allen (Sadus, baterista substituindo Paul Bostaph que se recupera de uma cirurgia) saudando a todos. A cada integrante que adentrava ao palco a histeria aumentava, mas quando Chuck Billy (vocal) e Eric Peterson (guitarra) surgiram os decibéis foram a níveis máximos. Mesmo depois de mais de vinte e cinco anos, tanto a presença de palco como a voz de Chuck continuam impecáveis – características essas tão únicas que logo nos primeiros segundos de sua apresentação a plateia toda já estava em suas mãos.

LIVE EVIL - BLIND GUARDIAN

Blind Guardian

Via Funchal – São Paulo/SP

9 de setembro de 2011
Por Thiago Rahal Mauro / Fotos: Renan Facciolo

O Blind Guardian é daquelas poucas bandas que conquistaram respeito e uma sólida base de fãs ao redor do mundo. Sendo assim, mesmo com uma infinidade de grupos visitando o nosso país neste ano, a certeza de um bom público naquela fria noite paulistana era mais do que certa. Após longos quatro anos de espera, os bardos vieram a São Paulo para divulgar seu mais recente trabalho, At The Edge Of Time (2010), e não fizeram feio – pelo contrário, conquistaram os mais de quatro mil fanáticos que fizeram jus à fama dos brasileiros.

A abertura do evento ficou por conta da banda Brotherhood, Franca (SP), que tem um som bastante semelhante ao dos alemães. Os paulistas foram corajosos em não apresentar nenhuma versão de algum clássico do Metal mas apenas músicas próprias, como Dreamland, Sorrow, Nevermore e Death Note. Apesar de o som ser parecido com tudo que já foi feito, o público aprovou e aplaudiu os músicos.

Pontualmente às 22h, a introdução orquestrada de Sacred World, faixa de At The Edge Of Time, ecoou por todo o local de maneira estrondosa. Assim que cada um dos membros do Blind Guardian entrava no palco, o público ia ao delírio. Já o som na pista vip estava um pouco abafado, melhorando nas regiões mais distantes do palco. Hansi Kürsch tem melhorado bastante como ‘frontman’, principalmente porque antigamente ele também era o baixista da banda nos shows e isso limitava seus movimentos – mesmo assim, ele ainda precisa ser mais ativo e participativo do que é ‘on stage’.

POSTER - VAN HALEN

Por (1984 o Álbum) Van Halen 1984 – o Álbum

RELEASES

Por Vários Releases CDs/DVDs/BlueRay

 Nesta edição:

Alberto Rigoni

Alice Cooper

Anthrax

Arkan

Aurvandil

Black Stone Cherry

Black Tide

Blasfemador

Book_Of_Black_Earth

Brutal Truth

Conny Ochs

Deathraiser

Demoiselle

Dream Theater

Emerald Sun

Eumeria

Falconer

Fleshgod Apocalypse

For All We Know

Haeresiarchs Of Dis

Hard

Heart-Set Self-Destruct

House Of Lords

Hrzig

Human Zoo

Iced Earth

Isolation

Kaiserreich

Legion

Machine Head

Malison Rogue

Mantus

Massahara

Moon

Morbus Chron

Mortualia

Necromortem

Nocturnal Fear

Novembers Doom

Obituary (DVD)

Opeth

Primordial

Scar Of The Sun

Seidr

Shraphead

Skansis

Srodek

Supersonic Brewer

The Gates Of Slumber

The Runaways (DVD)

The Winchester Club

While Heaven Wept

Wolves In The Throne Room

ROADIE COLLECTION - NAZARETH

Por Vitão Bonesso Nazareth 

Tudo teve início em 1961, quando o baixista Pete Agnew – na época, guitarrista – formou na pequena cidade escocesa de Dunfermline o The Shadettes, que contava ainda com Brian Brady e Alfie Murray nas guitarras, o baixista Bobby Spence e o baterista Alan Fraser. Mas foi em meados de 1965 que tudo começou a tomar forma, com a banda passando a ter em seu line-up Dan McCafferty (vocal) e Darrell Sweet (bateria). Três anos mais tarde, o guitarrista Manny Charlton passou a integrar o grupo que, em seguida, passou a se chamar Nazareth. As apresentações seguiam na Escócia e algumas cidades do norte da Inglaterra, com um set alternando covers e algumas composições próprias. Não demorou muito para se estabelecerem em Londres, onde circulavam pelo circuito de clubes da cidade, ao mesmo tempo em que compunham material próprio para o primeiro álbum, Nazareth (1971), seguido de Exercises, lançado em julho de 1972. Naquela época, a banda partiu em turnê abrindo algumas apresentações do Deep Purple, o que fez com que o Nazareth passasse a ser mais notado no Reino Unido. De lá pra cá, são mais de quatro décadas numa discografia composta por grandes clássicos e alguns fiascos comerciais.

ROADIE NEWS

Por redaçao Resumo das noticias do mês

ROADIE PROFILE - FABIO ROMERO

Por Ricardo Batalha Profile: Fabio Romero (Threat)

STAY HEAVY REPORT

Por Cintia Diniz e Vinicius Neves BLOODSTOCK 2011

Por Jasmin St.Claire

Olá a todos! Sou Jasmin St. Claire em uma nova reportagem para o Stay Heavy Report. Atualmente moro em Oslo (NOR) e assim tenho acesso a uma série de festivais de Metal. Pela primeira vez fui ao “Bloodstock Open Air”, no Reino Unido, onde vivi os melhores momentos da minha vida! Se eu estivesse lá apenas como fã, ao invés de jornalista e fã, ficaria igualmente feliz, pois o festival é excelente e vale o valor investido. Tudo tinha preço razoável​​, era fácil de se localizar e, acima de tudo, havia ótimas bandas! Para aqueles que não estão familiarizados, o “Bloodstock” é um dos maiores e mais populares festivais independentes de Heavy Metal no Reino Unido, e é organizado por uma família.

Chegamos ao festival na sexta-feira. O local estava muito bem organizado, e havia até um ônibus de cortesia para levar as pessoas do estacionamento direto para a tenda de imprensa, onde realizei todas as entrevistas a que poderão assistir no Programa Stay Heavy. A primeira entrevista, com Devin Townsend, estava meio atrasada e, enquanto isso, pude andar ao redor alguns minutos e conferir a área do festival.

Havia um agradável estande da Jägermeister, que foi o primeiro lugar em que parei para tomar uma dose e ficar pronta para o trabalho! Notei também que havia um parque de diversões, lugar a que eu definitivamente tinha que ir quando tivesse tempo.

WANTED CREW - ANNIE HASLAM

Por Thiago Sarkis

40 ANOS DE RENAISSANCE

Há quarenta anos, Annie Haslam fazia a sua estreia no meio musical ao ser anunciada como a nova vocalista do Renaissance. Consagrada por seu papel central e desbravador dentre as mais importantes mulheres da história do Rock Progressivo, ela, por um bom tempo, tentou se afastar da arte que a consagrou e buscou conforto em outra atividade: a pintura a óleo. Inicialmente, não conseguiu aliar a antiga paixão (a música) à nova (a pintura). No entanto, parece aos poucos se realinhar com seu passado e se sentir mais confortável em soltar novamente a voz que encantou os fãs em álbuns como Prologue (1972), Ashes Are Burning (1973) e Scheherazade And Other Stories (1975). Na entrevista a seguir, a cantora britânica, que atualmente mora nos Estados Unidos, relembra passagens marcantes de sua trajetória e nos conta sobre seus planos, a carreira como pintora, o novo EP do Renaissance e a reunião para celebrar as quatro décadas de banda.

Informação adicional

Peso0.250 kg
Dimensões28 x 21 x 1 cm
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