Edição #226

R$ 14,90

Com o lançamento de Tokyo Tales (1993), primeiro disco ao vivo do Blind Guardian, a Virgin Records e a própria banda miravam em um crescimento exponencial no mercado mundial. Assim, o lançamento de…

Em estoque

Descrição

ARCH ENEMY

Por Guilherme Spiazzi Com a entrada da vocalista Alissa White-Gluz (ex-The Agonist) e do guitarrista Jeff Loomis (ex-Nevermo­re) em 2014, o Arch Enemy iniciou a terceira fase de uma carreira que já contava com turnês mundiais e uma sólida base de fãs. Claro que o impacto da saída de Ange­la Gossow já era esperado pelos fundadores Michael Amott (guitarra) e Daniel Erlandsson (bateria), além de Sharlee D’Angelo (baixo), mas o que ninguém esperava era a ascensão exponencial do grupo sueco. Foram pouco mais de dois anos intensos promovendo War Eternal (2014) pelo mundo e, sem muito descanso, o quinteto preparou seu sucessor, Will to Power. Nesta entrevista exclusiva para ROADIE CREW, Amott e White-Gluz discorrem sobre a incrível jornada que tem sido esta recém-iniciada e promissora fase.

ESPECIAL BLACK METAL – INTRO

Por Valtemir Amler

Por mais que às vezes pareça atraente, não adianta bancar o ‘radical’. Desde o início, todo o heavy metal foi construído sobre três pilares básicos: mistura musical, inventividade e evolução. Seja você fã do Black Sabbath, co­locando blues e jazz com uma pegada rocker e riffs macabros; ou do Metallica, acelerando o ritmo da NWOBHM mesclado ao punk rock, acredite: seu gênero favorito foi cons­truído por alguns caras cheios de ideias que não tiveram medo de juntar, em um mesmo caldeirão, todas as suas influências e empur­rar adiante os limites da música pesada.

Em 1981 não foi diferente: Conrad Lant (vocal e baixo), Jeffrey Dunn (guitarra) e Anthony Bray (bateria) eram fãs de heavy metal que costumavam tocar covers de Judas Priest e outros heróis, até que decidiram levar tudo aquilo a um nível que ninguém nunca havia chegado. “A música que me deu o despertar maior e com que poderia realmente me identificar foi o punk rock, na década de 70. Os músicos da minha geração entendiam completamente a atitu­de deles. Para mim, o punk rock reflete os sentimentos que as pessoas da minha faixa etária tinham naquela época”, comentou Conrad, que, por fim, sacramentou: “Ser influenciado pelo punk rock me deu os in­gredientes para criar o black, thrash, speed, death e o power metal.”

ESPECIAL BLACK METAL – DISCOS I

Por Redação

Venom

Bathory

Hellhammer

Vulcano

Sarcófago

Root

Blasphemy

Samael

Darkthrone

Burzum

ESPECIAL BLACK METAL – DISCOS II

Por Redação

Master’s Hammer

Sabbat

Mystifier

Immortal

Impaled Nazarene

Rotting Christ

Beherit

Amen Corner

Mayhem

Satyricon

Emperor

Dissection

ESPECIAL BLACK METAL – DISCOS III

Por Redação

Dark Funeral

Arcturus

Gorgoroth

Marduk

Enslaved

Dimmu Borgir

Taake

Watain

Inquisition

Von

Mgla

QUIET RIOT

Por Daniel Dutra Um novo capítulo para mostrar que o livro ainda tem várias páginas a serem devoradas. Com o vocalista James Durbin – oriundo do reality show American Idol – e os velhos companheiros Alex Grossi (guitarra, um total de doze anos de banda) e Chuck Wright (baixo, dezenove anos num currículo de idas e vindas) ao lado de Frankie Banali, o Quiet Riot soltou Road Rage. E o 13º disco de estúdio da banda é prova de sua importân­cia para o hard rock, aquele mesmo de muita pegada e grandes músicas, riffs e refrãos grudentos. A ROADIE CREW conversou com Banali, que falou da fase atual da banda, contou histórias de seu rico passado musical e ainda comentou as declarações do ex-vo­calista Seann Nicols, que o acusou de ser “um pesadelo para trabalhar”: “Foi estranho, ainda mais colocando palavras nas bocas de Rudy Sarzo, um dos meus melhores amigos, e de Alex e Chuck, que também fazem parte da família e estão comigo desde o retorno, em 2010. Por isso não ligo a mínima, porque fica fácil chegar a uma conclusão”, resumiu o batera. E os melhores momentos do longo e agradável papo você confere agora.

STEVE VAI

Por Daniel Dutra Steve Vai dispensa apresentações, mas vou tentar assim mesmo. Das ‘impossible guitar parts’ com Frank Zappa a uma belíssima carreira solo, sem esquecer as passagens marcantes pela banda de David Lee Roth e pelo Whitesnake, o guitarrista de 57 anos é daqueles que definem a história do instrumento entre antes e depois. Mas não apenas por isso não faltaria assunto para um bate-papo, porque Vai voltou no tempo para falar de sua maior obra-prima, Passion and Warfare (1990), do novo-velho disco, Modern Primitive (2016), e do legado com Frank Zappa, David Lee Roth e David Coverdale. Também rolou uma sincera ode a Allan Holdsworth… Bem, tudo isso se encontra nesta página e na seguinte. E vale muito a pena. Boa leitura!

EDGUY

Por Daniel Dutra Vinte e cinco anos. As bodas de prata chegaram para o Edguy, e a banda alemã resolveu comemorar em grande estilo. Teve coletânea, claro, mas uma à altura da data: Monuments conta com 22 clássicos, cinco músicas novas e uma inédita espalhadas em dois CDs, além de um DVD com um show gravado no Brasil em 2004, durante a turnê de Hellfire Club. E teve uma miniturnê, também: treze shows de 15 de setembro a 3 de outubro, quando Tobias Sammet (vocal), Jens Ludwig e Dirk Sauer (guitarras), Tobias “Eggi” Exxel (baixo) e Felix Bohnke (bateria) encerraram o bem-sucedido giro com uma apresenta­ção em sua cidade natal, Fulda. E a festa obviamente tinha de estar nas páginas da ROADIE CREW, por isso fomos atrás do grupo para uma conversa. Mas é bom ressaltar: o bom humor típico do Edguy se refletiu numa entrevista totalmente des­contraída com o empolgadíssimo e, por isso mesmo, falante Exxel. A ponto de o papo ter começado de uma maneira, digamos, pouco comum. Assim, boa leitura!

ELUVEITIE

Por Guilherme Spiazzi O crescente número de bandas que se propuseram a misturar a música folk ao metal na última década trouxe consigo uma variedade de grupos interessa­dos em ir além da música ao se dedicarem ao estudo da própria cultura. Para Chrigel Glanzmann (vocal, vários instrumentos), Fabienne Erni (vocal, harpa celta e mandola), Kay Brem (baixo), Rafael Salzmann e Jonas Wolf (guitarras), Alain Ackermann (bateria), Nicole Ansperger (violino), Matteo Sisti (gaita de fole e man­dola) e Michalina Malisz (viela de roda), a conexão entre o Eluveitie e a cultura celta vai além de um simples contar de histórias, já que para elaborar sua música, a banda conta com material histórico científico. Na entrevista a seguir, Glanzmann fala sobre o oitavo disco do grupo, Evocation II: Pantheon, um trabalho que, apesar de suprimir o lado metal, não se distancia daquilo que suíços representam.

CRADLE OF FILTH

Por Chris Alo A essa altura não deve ter nenhuma notícia mais chocante so­bre o Cradle of Filth do que o fato de que faz quase um quarto de século do lançamento de seu primeiro disco, The Principle of Evil Made Flesh (1994). E enquanto a banda britânica viajava o mundo ao longo dessas décadas e atingiu o ‘mainstream’, seu líder e vocalista Dani Filth nunca perdeu de vista o controle do grupo nem seu senso de humor. Aqui Dani fala sobre o novo disco, Cryptoriana – The Seductiveness of Decay – inclusive como diabos se pronun­cia esse nome…

EDITORIAL

Por Airton Diniz

UMA SIMPLES FORMA DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA?

Não, não é apenas isso. Com cerca de 60 anos de existência o rock, e sua mais expressiva vertente, o heavy metal, continuam mantendo o poder de cativar pessoas em todas as partes do mundo. Se existe algo que simboliza tudo o que o gênio John Lennon imaginou como o modelo de convivência para uma civilização perfeita, isso é o rock: não tem pátria, não tem religião, não é preciso se preocupar com o paraíso, nem com o inferno… E não tem necessidade de ser uma filosofia de vida limitadora, como alguns querem que seja, porque o gosto pela liberdade plena é uma das principais características de quem tem sensibilidade para amar o rock.

É preciso lembrar também que o espírito contestador atribuído a quem faz ou curte rock não tem nada a ver com tendências polí­ticas. Apesar disso há os que fazem força para que sua preferência partidária se aproprie do conceito natural de democracia que impera no mundo da música pesada, o que é uma espécie de “ino­cência ideológica”. Mas é muito nítido, fácil de identificar que os que não gostam de rock praticam ferrenhamente o patrulhamento e a discriminação. Os radicais do ativismo político odeiam o rock, tanto os militantes de direita como os de esquerda. Principalmente os de esquerda. Da mesma, forma esse segmento artístico-musical é perseguido por fundamentalistas e fanáticos religiosos de todas as espécies e crenças. E é esse povo, que sofre de embotamento mental, que vai continuar dizendo frases como “o rock morreu…”, enquanto vamos continuar ouvindo a nossa música preferida por séculos e séculos, amém.

É verdade que mesmo quem convive no ambiente do rock/ metal reconhece que as divergências existem também entre nós. As preferências por um ou outro estilo são naturais, uma questão de gosto pessoal. Mas como reflexo de uma sociedade da qual faze­mos parte, podemos nos deparar com manifestações intolerantes de defensores de um ou outro subgênero. Nesta área, envolvendo apenas os que têm afinidade com a música, as diferenças no aspec­to político são irrelevantes, entretanto encontramos algum con­frontamento entre religiosos e antirreligiosos. Há de se reconhecer que o problema de incompatibilidade nesse campo é insolúvel, principalmente porque alguns exageram nas manifestações contra as convicções do outro lado, e o extremismo exacerbado nunca vai levar ao ponto de prevalecer a aceitação mútua. Isso faz parte da história da humanidade desde sempre.

Nós, da ROADIE CREW, tratamos o heavy metal como arte e privilegiamos esse tipo de música em todos os seus subgêneros, pois essa é a razão da existência da revista. Por isso é motivo de orgulho trazer nesta edição a matéria especial sobre o BLACK ME­TAL, segmento no qual temos muitos amigos, conhecemos muitas pessoas absolutamente normais e talentosas como artistas, gente de caráter inquestionável como há em qualquer outra atividade.

E mudando totalmente de assunto, quero dar as boas-vindas a mais um headbanger que chega ao mundo, o Rafael, que vai tocar guitarra e jogar muito futebol.

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

MINISTÉRIO DA DISCÓRDIA: USANDO AS ARMAS QUE TEM

Compor em português às vezes não é boa opção para um estilo tão universal como é o heavy metal, mas quem faz isso com qualidade se destaca. O Ministério da Discórdia, que debutou em 2013 com um álbum autointitulado e em 2016 lançou o DVD Por Bares e Becos e o EP Abismo, é um desses. A ROADIE CREW conversou com este trio de São Paulo, formado por Maurício Sabbag (guitarra e vocal), Carlos Botelho (baixo) e Inacio Nehme (bateria), que contou, dentre outras coisas, como surgiu essa ideia e como faz para garantir um bom desempenho no cenário stoner metal.

 

 

THE CHARM THE FURY: MACHUCANDO OLHOS

A vontade de causar impacto desde o início fez com que a banda com­posta atualmente por Caroline Westendorp (vocal), Lucas Arnoldussen (baixo), Rolf Perdok (guitarra), Martijn Slegtenhorst (guitarra base) e Mathijs Tieken (bateria) buscasse se diferenciar na atitude profissional e nas composições. Com o segundo disco em mãos, The Sick, Dumb & Happy, os holandeses abandonam o rótulo de metalcore e dizem ter encontrado sua personalidade musical. Confira a seguir o papo com esta banda ainda iniciante, mas muito decidida.

ROADIE MAIL / TOP 3 / MEMÓRIA

Por Redação

PEDIDOS

Olá, amigos! Conheci a revista em 2004, quando eu tinha 13 anos através da edição que tinha o Therion na capa (ed. #67). Depois disso, comprei algumas esporadica­mente, pois morava no interior catarinense e a revista não vinha mensalmente para a única banca da cidade. Depois de voltar a morar na minha cidade natal, a partir da edição #105 comecei a comprar todos os meses. E lá se vão dez anos! Pude acompa­nhar toda a evolução da revista, grandes matérias e momentos da música. Várias edi­ções marcantes como a #109 com o Maiden na capa, banda de que sou fã incondicional. Nesses dez anos muita coisa mudou: casei com a mulher que amo, minha vida seguiu em frente, mas sempre tendo a ROADIE CREW comigo. Agora alguns pedidos: vocês poderiam voltar com aquela seção que fa­lava sobre assuntos ligados a música como bruxos, misticismo etc. E um background com o Angra e atualizar alguns Back­grounds que foram feito há muito tempo. Abraço a todos! Up the Irons.

Marcos Ricardo

Caxias do Sul/RS

Legal estar nestes dez anos junto conosco, Marcos. Falta espaço para tanta coisa poder voltar, meu amigo. Coloca-se misticismo, perdem-se entrevistas, que temos muitas “na fila”. Ainda assim, pode­remos abordar isso novamente, não como seção fixa. A última: gostou do especial de músicas do Iron Maiden? Algumas de minhas preferidas – Total Eclipse, Flight of Icarus Moonchild – foram listadas. Quais as suas? Siga escrevendo! Abraço. (Ricardo Batalha)

BLIND EAR – NITA STRAUSS (ALICE COOPER)

Por Claudio Vicentin

Fotos Edu Lawless

“Eu conheço essa música, me dê mais alguns segundos! Eu conheço o riff, mas estou com medo de errar (risos). Adoro esse riff, gosto dessa levada! O que é isso mesmo? Não vou chutar… (R.C.: Megadeth, o mais recente álbum). Oh, verdade! Dá até para escutar alguma melodia de Angra aí. (R.C.: Você gosta do estilo do Kiko Loureiro?). Sim, eu sou fã de Angra desde o início da carreira deles. (N.R.: Nesse momento Nita se levanta para buscar uma camiseta do Angra que estava em sua mala). Eu ia usar essa camiseta no show de hoje, mas como o Andreas Kisser chegou para participar conosco resolvi usar a do Sepultura (risos). Kiko Loureiro tocando é um gênio, ele junta as notas como ninguém.”

Música: Dystopia

Álbum: DYSTOPIA

Banda: MEGADETH

ETERNAL IDOLS – GREGG ALLMAN

Por Antonio Carlos Monteiro

Quantas histórias de estrelas do rock que tiveram carreiras preju­dicadas por álcool e drogas você conhece? A de Gregg Allman foi apenas mais uma…

Gregory Lenoir Allman nasceu no dia 8 de dezembro de 1947 em uma das cidades mais musicais do mundo, Nashville (EUA). A tragédia não tardou a atingi-lo, já que em 26 de dezembro de 1949, seu pai, Willis, foi assassinado, deixando sua mãe Geraldine sem trabalho e com Gregg e seu irmão Duane, um ano mais velho, para criar.

A música entrou na vida dos irmãos quando Gregg foi a seu primeiro show, que tinha no cast Otis Redding e B.B. King. Não demorou para os dois montarem seu primeiro grupo, The Y Teens.

Mudando de banda em banda, a escola ficou em segundo plano: “Tinha a música de um lado, as garotas de outro. Não sobrava muito tempo para a esco­la…”, lembrou Gregg.

A primeira banda séria dos irmãos foi The Escorts, que fazia covers de sucessos da época. O grupo logo passou a se chamar The Allman Joys e começou a tocar cons­tantemente na região sudeste dos EUA em 1965. Já fazendo músicas próprias, em 1967 os irmãos conseguiram um contrato com a Liberty Records para sua banda da época, Hour Glass. Foram dois discos, Hour Glass (1967) e Power of Love (1968), mas Gregg detestou a experiência: “A música não tem vida no estúdio”, declarou o sujeito que amava o palco.

PLAY LIST – ESA HOLOPAINEN (AMORPHIS)

Por Claudio Vicentin

Black Winter Day: “Lembro-me de quando estávamos ensaiando na casa do tecladista Kasper Mårtenson, que apresentou essa música para nós. E ele se saiu muito bem, porque já tinha todas as melodias, inclusive de voz. Ela se tornou provavelmente a mais conhecida do álbum. Fizemos um vídeo na Alemanha para ela, mas não ficou tão legal. Não entenderam direito a letra e ficou com uma cara meio medieval (risos). Mas, enfim, nós a tocamos por muito tempo, demos uma parada porque cansamos, mas hoje ela retornou ao repertório.”

Álbum: Tales from the Thousand Lakes (1994)

COLLECTION – BLACK LABEL SOCIETY

Por Daniel Dutra Tem nome de banda, mas é o grupo de um homem só. Não importa quem esteja na formação, e o entra e sai de músicos é constante, porque o Black Label Society atende por Zakk Wylde. Formado em 1998, o grupo veio no rastro do Pride & Glory – power trio formado em 1991 e que o guitarrista levou à frente depois de se separar pela primeira vez de Ozzy Osbourne – e do semiacústico Book of Shadows, álbum solo lançado em 1996. Veio e ficou. São nove trabalhos de estú­dio, dois discos ao vivo, três coletâneas, um EP digital e quatro DVDs/Blu-Rays. Tudo isso em meio a várias outras ativi­dades de Wylde, incluindo bico como ator (no filme “Rock Star”, de 2001), tributo ao Black Sabbath, uma rápida retomada da carreira solo e o vai e volta com Ozzy (até a digitação destas linhas, ele ainda estava pilotando as seis cordas ao lado do Madman). O mais interessante? O Black Label Society – atualmente com Dario Lorina (guitarra), John DeServio (baixo) e Jeff Fabb (bateria) – tem muito mais altos do que baixos, com altos pontuados em sua maioria por momentos de excelência. E uma palinha do que está por vir rolou no início de outubro: Room of Nightmares, primeiro single do novo álbum, Grimmest Hits, que chega às lojas em janeiro de 2018…

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY/DEMOS

Por Redação

Nesta edição:

Agathocles-Extreme-Smoke57

Appice

Cellar Darling

Dark Forest

David Gilmour

Dead Lord

Destruction

End of Green

Evil Invaders

Exhumed

Grave Pleasures

H.E.A.T.

Jag Panzer

Motörhead

Nocturnal Rites

Pänzer

Republica

Six Feet Under

Styx

The Art Is Murder

Tyler Bryant & The Shakedown

Wintersun

Garage Demos

 

Envie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com

Nesta edição:

Guilherme Costa

R.I.V.

Front Cover (por Marcelo Vasco)

Nesta edição:

Testament – Brotherhood of the Snake

LIVE EVIL – SÃO PAULO TRIP

Por Leandro Nogueira Coppi e Ricardo Batalha

São Paulo TRIP

 Allianz Parque – São Paulo/SP

21, 23, 24 e 26 de setembro de 2017

Por Leandro Nogueira Coppi e Ricardo Batalha • Fotos: Fernando Pires

 Se estava faltando um grande festival de rock no Brasil e se o cast do Rock in Rio (veja a cobertura no site da ROADIE CREW), mais uma vez, levantou vozes iradas por conta de seu cast cada vez menos rockeiro, o festival São Paulo Trip serviu como um bálsamo. Afinal, praticamente todas as bandas de rock que se apresentaram no festival carioca esti­veram no estádio Allianz Parque nos dias 21, 23, 24 e 26 de setembro, com a “bonus band” The Cult, que não tocou no Rock in Rio. Confira como foi.

21 DE SETEMBRO: THE WHO, THE CULT, ALTER BRIDGE

O primeiro dia do festival já começou com uma incógnita: qual seria a reação do público à estreia do The Who por esses lados? Afinal, era o único nome clássico do rock ainda em atividade a nunca ter pisado em terras sul-americanas e essa vinda tardia (para dizer o mínimo, já que a banda existe há 53 anos) fez muita gente torcer o nariz: “Eles só vêm agora que estão velhos, carecas e barrigudos.” O fato de os ingressos não terem se esgotado criava mais dúvidas e era chegado o mo­mento de comprovar isso.

Quem teve a honra de iniciar os traba­lhos foi o Alter Bridge – que na verdade é o Creed sem seu vocalista original e com Myles Kennedy nos vocais. Ou seja, tanto ele como Mark Tremonti (guitarra e vocais), Brian Marshall (baixo) e Scott Phillips (bate­ria) são daquele tipo de músico que não pre­cisa provar nada pra ninguém. Foi para um estádio ainda bem vazio (o primeiro show começou pouco depois das 18h num dia útil…

LIVE EVIL – PAUL MCCARTNEY

Por Antonio Carlos Monteiro

Paul McCartney

Allianz Parque – São Paulo/SP

15 de outubro de 2017

Por Antonio Carlos Monteiro • Fotos: MRossi/T4F

Pra ir num show de Paul McCartney é preci­so ter paciência. Não, o fantástico músico e compositor não se tornou um chato – muito pelo contrário! Acontece que Macca, a exemplo do que aconteceu em sua última passa­gem aqui em 2014, colocou um insuportável DJ que assassinou várias músicas dos Beatles para abrir o show. Como se não fosse bastante, ainda rola uma introdução em vídeo terrivelmente maçante e que dura intermináveis trinta minutos com mais remi­xes do Fab Four e da carreira solo de Paul.

Só que vale a pena passar pelo suplício. Porque assim que ele e os sensacionais Rusty Anderson (guitarra), Brian Ray (guitarra e baixo), Paul “Wix” Wickens (teclados) e Abe Laboriel Jr. (bateria), banda que o acompanha há bons anos, assumem o palco tudo muda. Foi o que aconteceu no domin­go, 15 de outubro em São Paulo – a tour também passou por Porto Alegre (dia 13), Belo Horizonte (17) e Salvador (20). Na verdade, a One on One Tour começou em 2016 e não tem data pra acabar.

Estamos falando de um integrante da mais aclamada banda da história da música, então temas dos Beatles têm que predominar no repertório. Ou seja, de 38 temas, nada menos que 25 vieram de seu tempo com John, George e Ringo. E o início com A Hard Day’s Night foi sinônimo de “casa abaixo”.

Logo de cara, deu pra notar algo que já se prenunciava na sua última passagem por aqui, em 2014: a voz de Paul já começa a sentir os efeitos do tempo – afinal, o cara tem 75 anos de idade!

BACKGROUND – BLIND GUARDIAN - PARTE 4

Por Valtemir Amler Com o lançamento de Tokyo Tales (1993), primeiro disco ao vivo do Blind Guardian, a Virgin Records e a própria banda miravam em um crescimento exponencial no mercado mundial. Assim, o lançamento de Live (2003, CD) e Imaginations Through the Looking Glass (2004, DVD) pareciam vir com uma missão diferente: acalmar a parcela desconfiada dos fãs que tinham ficado desconfortáveis com as orques­trações mais proeminentes e o som progressivo mais latente de A Night at the Opera (2002). Tanto o novo disco ao vivo quanto o DVD foram bem recebidos – os fãs louva­ram, novos fãs chegaram – mas quanto à desconfiança… Ela ganharia um reforço gigantesco no ano seguinte, quanto o baterista de longa data Thomen Stauch resolveu abandonar o grupo por conta de diferenças musicais. Ele, então formou o Savage Circus com o intuito declarado de soar como “o velho Blind Guardian” e fazer exatamente isso no debut, Dream­land Manor (2005). Sobre o assunto, o guitarrista André Olbrich declarou para a ROADIE CREW que “todo músico tem sua própria filosofia sobre a música e suas razões para segui-la. Se esse é o caminho que Thomen quis seguir, eu não tenho nada contra isso”, declarou, após deixar claro que concordava que o Savage Circus soava exatamente como o Blind Guardian antigo. Mas em seu grupo as coisas segui­riam outro caminho, pois Olbrich e o Blind Guardian não desejavam um mergulho no passado. “A nossa intenção é encontrar coisas novas, coisas que outras bandas ainda não fizeram, com o intuito de levar o metal a uma nova geração. Você só pode fazer isso se tiver novas ideias”, afirmou ele, sem disfarçar uma leve agulhada no antigo parceiro.

HIDDEN TRACKS – CUTTY SARK

Por Ricardo Batalha Batizar uma banda com nome inspirado em bebidas alcoó­licas não é raridade no rock, já que Black Label Society, Wine Spirit, House of Lords, April Wine, The Winery Dogs, Taddy Porter, JD Miller e Mötley Crüe, que colocou os tremas por causa da cerveja Löwenbräu, estão aí para provar. Outro fato inquestionável é o de que um bom alemão é um grande apreciador de cerveja – o Tankard que o diga. Porém, em Bonn (ALE), cidade loca­lizada a cerca de trinta quilômetros de Colônia, surgiu, no final da década de 70, uma banda chamada Cutty Sark. Claro, o nome dado pelo baixista Helge Meier homenageava o uísque escocês Cutty Sark, o seu preferido. A formação inicial era completada pelos irmãos Conny Schmitt (vocal) e Michael “Micki” Schmitt (bateria), Uwe Cossmann (guitarra), além do tecladista Robert Schmidt, que não permaneceu por muito tempo e saiu antes da estreia, com o EP Hard Rock Power.

CLASSICREW

Por Redação

1967

PINK FLOYD

The Piper At the Gates of Dawn

Antonio Carlos Monteiro

Nos anos 60, a música, o rock em especial, vivia uma realidade que parece de ficção científica se com­parado aos dias de hoje. Sim, havia a pressão por vendas de discos e shows lotados, mas também havia não apenas liberdade artística como o direito de ousar. Não fosse assim, jamais teríamos a possi­bilidade de ouvir The Piper at the Gates of Dawn, disco de estreia do Pink Floyd.

O engenheiro de som Norman Smith (que mais tarde se tornaria o cantor Hurr­ricane Smith) havia trabalhado em vários discos dos Beatles quando a gravadora EMI resolveu promovê-lo a produtor. E uma de suas funções nesse cargo era descobrir novos talentos. Foi quando ele se deparou com o Pink Floyd, que já fazia sucesso no underground londrino com seus shows repletos de improviso e liser­gia. Não era bem a praia dele – “eu era um velho que curtia jazz”, disse ele à revista Guitar World em 2007, um ano antes de seu falecimento –, mas resolveu arriscar. Assistiu à loucura e concluiu: “Eu não en­tendia nada de psicodelia, mas vi que eram bem populares e que eu poderia fazer com que vendessem alguns discos.” O acordo não era dos melhores: um adiantamento de cinco mil libras por um contrato de cinco anos, uma pequena participação nos lucros e nada de estúdio liberado – a banda teria um tempo pré-determinado para gra­var. Por outro lado, era garantida à banda total liberdade artística. Era tudo que Syd Barrett (vocal e guitarra), Roger Waters (baixo e vocal), Richard Wright (teclado) e Nick Mason (bateria) queriam.

1977

NAZARETH

Expect No Mercy

Valtemir Amler

Além das baladas radiofônicas, no­tadamente a versão de Love Hurts do The Everly Brothers, o grupo escocês Nazareth sempre compôs rock de qualidade. Um clássico exemplo é justamente Expect No Mercy, seu nono disco de estúdio.

Após o sucesso comercial de Hair of the Dog (1975), Dan McCafferty (vocal), Manny Charlton (guitarra), Pete Agnew (baixo) e Darrell Sweet (bateria) haviam se afastado do hard rock que os consa­grou, rumando para uma sonoridade mais acessível que não foi bem recebida. Expect no Mercy, gravado no Le Studio, em Quebec (CAN), era a chance de virar o jogo, colocar ordem na casa e obedecer ao pedido de sua própria gravadora para deixar de lado os experimentalismos e focar no rock. Assim, o quarteto não per­deu tempo e a volta tinha logo de cara a suingada faixa-título, com Charlton, que produziu o disco, comandando a festa.

1997

STRATOVARIUS

Visions

Daniel Dutra

Lá se vão duas décadas, mas ainda pa­rece que foi ontem. O metal melódico havia se transformado na menina dos olhos da música pesada na transição da primeira para a segunda metade dos anos 90, e o Stratovarius assumira um dos papéis de protagonista. E muito se deve ao então reformulado lineup dos finlandeses: o baterista Jörg Michael (ex-Rage, Run­ning Wild, Axel Rudi Pell, Grave Digger e mais um monte de gente) e o tecladista Jens Johansson (ex-Yngwie Malmsteen e Dio) haviam se juntado a Timo Kotipel­to (vocal), Timo Tolkki (guitarra) e Jari Kainulainen (baixo) no álbum anterior, Episode (1996), o primeiro passo rumo ao panteão principal do estilo.

Visions, por sua vez, fez a mais clássica das formações do Stratovarius – e a favorita dos fãs, por que não? – subir mais alguns degraus. A rigor, o sexto álbum do grupo apresenta três clássicos: Kiss of Judas (uma quebra de paradigma para faixas de abertura), Paradise e, principalmente, Black Diamond.

COLUNISTAS

Por Redação

Backstage

Vitão Bonesso

MÚSICOS: QUANDO A LUZ VERMELHA FICA CADA VEZ MAIS FORTE

Em 1992, fui visitar pela primeira vez a Expomu­sic, que naquela época era realizada na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O governo Collor havia assinado um decreto que liberava a entrada no Brasil de produtos importa­dos, incluindo-se aí instru­mentos musicais, que, mesmo custando uma fábula, pare­ciam ser um oásis na vida de nosso músico.

Não demorou para que importadoras e distribuidoras surgissem no mercado e, claro, a Expomusic passou a ter um motivo a mais para prosperar. Os anos foram passando, o evento passou a ser feito no Expo Center Norte. Os preços continuaram salgados, mas a facilidade do crédito, com uma guitarra ou uma bateria podendo ser pagas em várias prestações, ainda davam certo fôlego à classe.

Brotherhood

Luiz Cesar Pimentel

EU NÃO GOSTO DE BLACK METAL

Explico o porquê. A verda­de é que metal é meu gê­nero preferido de música desde que escutei Black Sabbath pela primeira vez há mais de 35 anos. Gosto de quase todas as variantes. E entre as que não gosto está o (que veio a se tornar) o black metal.

A história do gênero você deve conhecer bem e está mais que explicada aqui nesta edi­ção. Tanto o disco que batizou o gênero, do Venom, quanto Show no Mercy, do Slayer, que levava temática semelhante, mudaram minha vida. Até hoje fico roendo as unhas esperan­do lançamentos das bandas dessa primeira geração do black metal que ainda estão em atividade – por acaso, apenas as duas seguem produzindo regularmente nas minhas contas. Mas me refiro a Celtic Frost, Bathory, Mercyful Fate, Possessed, Hellhammer… Até os alemães Sodom, Destruction e Kreator entravam na mesma leva antes da separação de black e thrash.

Stay Heavy Report

Cintia Diniz e Vinicius Neves

A AUDIÊNCIA DAS MEGABANDAS

“(…) Pode tocar o que quiser – pode tocar Master of Puppets, isso e aquilo, mas quando eles tocam as músicas do Black Album, cada pessoa lá vai à loucura. E é como se 60% do público deles fosse de fãs casuais que só têm esse disco e essa é uma coisa que nunca é refletida por seus fãs ‘hardco­re’.” Esta foi a declaração do vocalista M. Shadows (Avenged Sevenfold) durante evento no Grammy Museum, em Los An­geles, em 19 de outubro, sobre a experiência de ter sua banda como apoio na turnê do Me­tallica em estádios neste verão (do hemisfério norte). Certo ou errado, gerou polêmica.

E continua: “Para fazer shows em estádios, você tem que ter um álbum que foi tra­balhado no rádio ou atravessou em algum ponto para a cons­ciência do coletivo humano, e eles tiveram isso com o Black Album. (…) Quando eles tocam alguma faixa desse disco, mú­sicas como Sad But TrueEnter SandmanThe Unforgiven, acontece uma vibração diferen­te e você pode dizer que muito de seu público é de fãs casuais, o que é algo que eles fizeram e cultivaram muito bem ao longo de sua carreira.”

It’s Only Rock’n’Roll

Antonio Carlos Monteiro

MENINOS, EU VI

Às vezes a história está sendo feita debaixo do seu nariz e você nem se dá conta – afinal, se os próprios protagonistas dessa história raramente percebem, quem diria um mero especta­dor… Isso acontece porque é o tempo que diz se algo é digno de virar história ou não.

E todo esse discurso tem um propósito: falar que no dia 17 de agosto de 1985 eu estava na cidade de Americana/SP e testemunhei o show que gerou o disco Live!, do Vulcano.

Apesar de na época ainda ser um menino de calças curtas no jornalismo musical (havia estreado no meio no mês anterior), já mantinha uma boa amizade (que perdura até hoje) com Wilton Cristiano, proprietário da Heavy Metal Rock (que também resiste bra­vamente até hoje), produtor do show que culminaria no disco e que me convidou para assistir à apresentação.

A Look at Metal

Claudio Vicentin

OS INVRÍVEIS ANOS 90

Estava escutando Images and Words do Dream Theater e resolvi escre­ver essa coluna. O álbum está completando 25 anos e a banda girando o mundo com a Images, Words & Beyond World Tour para comemorar a data.

O começo dos anos 90 foi muito marcante. Eu era bateris­ta de uma banda chamada Cica­trix e comparecia na Expomusic para ver meus ídolos como Ivan Busic, Ricardo Confessori, Paulo Thomaz e Paulo Zinner. Frequentava o Black Jack Bar para ver as bandas nacionais e comprava a Rock Brigade mensalmente. Assim como hoje, queria saber de tudo que acontecia na cena do heavy metal. Então, quando paramos para ver a quantida­de de álbuns que se tornaram clássicos e de bandas que apareceram e se consolida­ram, vemos que os anos 90 também foram incríveis.

Campo de Batalha

Ricardo Batalha

O MAYHEM QUE NÃO ERA O THE TRUE MAYHEM

O impactante nome Mayhem é rapidamente identificado ao da ban­da norueguesa de black metal. Absolutamente normal, certo? Bem, só que tanto antes como depois da demo Pure Fucking Armageddon (1986), primeiro registro dos pioneiros nórdicos, tivemos vários homô­nimos. Procure e vai achar o Mayhem brasileiro, argentino, italiano, finlandês, alemão, húngaro, assim como cinco (!) dos EUA. Um deles acabei conhecendo antes mesmo do The True Mayhem, na sexta edição da Metal Massacre, coletânea da gravadora Metal Blade, de Brian Slagel, entre­vistado na ed. #224.

Lançada em 1985, a compila­ção trazia Possessed, Nasty Sa­vage, Hirax, Hallow’s Eve, Dark Angel e The Obsessed, entre outras. Porém, a quarta faixa, Tear Down the Walls, me fazia lembrar o som de bandas bra­sileiras da fase SP Metal.

PROFILE – CLEBER ORSIOLI (BLACKNING)

Por Claudio Vicentin

Primeiro disco que comprou:

Metallica (Black Album) – Metallica”

POSTER – SCORPIONS

Por Redação Scorpions – Blackout

Informação adicional

Peso0.250 kg
Dimensões28 x 21 x 1 cm
Close