Edição #95

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São quinze anos de carreira. Muitos sonhos, realizações, dificuldades, aprendizado… Tudo isso está presente na experiência adquirida pelo Angra ao longo de todo esse tempo desbravando o Brasil e o mundo com um Heavy Metal amplo e original…

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Descrição

ANGRA

Por Ricardo Campos São quinze anos de carreira. Muitos sonhos, realizações, dificuldades, aprendizado… Tudo isso está presente na experiência adquirida pelo Angra ao longo de todo esse tempo desbravando o Brasil e o mundo com um Heavy Metal amplo e original. Nada melhor que iniciar esta comemoração com um álbum, não? E nesse ritmo foi lançado Aurora Consurgens, trabalho que mostra a banda explorando tudo o que fez até hoje e ainda renovando seus padrões ao inserir elementos de uma sonoridade mais pesada e moderna. Edu Falaschi (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Kiko Loureiro (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria), conseguiram atingir um grau de entrosamento tamanho, que a pluralidade de influências musicais conseguiu ser refletida de forma muito sólida neste novo álbum, tanto no lado musical quanto no lírico. Nesta conversa, Rafael e Kiko nos contam tudo a respeito do Aurora Consurgens, desde a sua concepção até os primeiros resultados obtidos na recente mini-turnê pela Ásia, e ainda revelam detalhes sobre como a banda funcionará neste período mais que festivo.

ARCH ENEMY

Por Justin Donnelly Colaborou Guilherme Spiazzi Em seus mais de dez anos de estrada, o grupo sueco Arch Enemy é um exemplo de perseverança. Depois do lançamento de seu sexto álbum de estúdio, Doomsday Machine (2005), Angela Gossow (vocal), Michael Amott e Fredrik Åkesson (guitarras), Sharlee D’Angelo (baixo) e Daniel Erlandsson (bateria) embarcaram em uma turnê que já dura mais de um ano. Uma prova de que a banda está colhendo os bons frutos de seu árduo trabalho foi a adição na segunda edição da “Gigantour”, uma turnê que passou por todo os Estados Unidos e ainda se estendeu pela Austrália, resultando em intermináveis viagens e uma base crescente de fãs. Tivemos a oportunidade de conversar com Sharlee D’Angelo sobre como vem sendo viver toda essa experiência, a razão para tanta demora do DVD Live Apocalypse e os trabalhos para o próximo lançamento.

CIRCLE II CIRCLE

Por Ricardo Campos O vocalista norte-americano Zachary Stevens começou a ganhar maior notoriedade em 1992, quando estreou como vocalista do Savatage. Em sua trajetória de aproximados oito anos ao lado da banda, lançou álbuns clássicos como Edge Of Thorns (1993) e The Wake Of Magellan (1997) e também participou do projeto Trans-Siberian Orchestra, ao lado dos seus colegas e do produtor Paul O’Neill. Ao final das empreitadas, Zak se afastou da música por um tempo, porém teve o seu retorno triunfante com o Circle II Circle, lançando o álbum Watching In Silence (2003) e propiciando a continuidade com The Middle Of Nowhere (2005). Atualmente, acompanhado por Andrew Lee (guitarra), Evan Christopher (guitarra), Paul Michael Stewart (baixo) e Robert T. Drennan (bateria) e inspirado pela febre em torno das organizações religiosas secretas (popularizadas pelo livro “O Código Da Vinci”), o vocalista lança o seu terceiro álbum, Burden Of Truth, apresentando aos fãs um forte conceito e conexões detalhistas entre as músicas, letras, capa e até data de lançamento! Nesta entrevista Zak nos conta tudo a respeito deste novo álbum, releva os planos futuros da banda (que incluem o lançamento de um DVD e uma provável visita ao Brasil) e ainda dá a dica sobre o que acontece atualmente no Savatage. Confira!

DARK TRANQUILLITY

Por Justin Donnelly Colaborou Guilherme Spiazzi São poucas as bandas que se encaixam perfeitamente na definição do ‘Gothenburg Melodic Death Metal’ e uma delas é o Dark Tranquillity. Através desses dezessete anos o sexteto formado por Mikael Stanne (vocal), Niklas Sundin (guitarra), Michael Henriksson (guitarra), Martin Niklasson (baixo), Martin Brändstrom (teclado) e Anders Jivarp (bateria) tem causado impacto, e o lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, Character, reforçou ainda mais o status da banda na cena. Agora, quase dois anos depois, eles se preparam par dar mais um passo e planejam lançar um novo álbum que promete impressionar novamente os fãs. Diretamente da Suécia, Mikael Stanne conta como tem sido as respostas com relação às turnês e lançamentos além de preparar o terreno para o que está por vir…

GRAVE

Por Thiago Sarkis Quando falamos em Grave, referimo-nos a precursores, uma banda que se tornou clássica no Metal Extremo não só por suas músicas, mas também pela importância que teve para o desenvolvimento do estilo. Com a autoridade de autênticos pioneiros, eles chegam rápidos e brutais ao seu sétimo álbum de estúdio, As Rapture Comes, lançamento nacional Encore/Free Mind Records. Sobre ele, falou-nos o líder, vocalista e guitarrista do grupo, Ola Lindgren, que também comentou o DVD Enraptured, o cover para Them Bones do Alice In Chains, e a atual cena do Death Metal na Suécia.

HOLOCAUSTO

Por Alexandre Oliveira Dezenove anos se passaram. Mudanças na formação e no direcionamento musical adicionaram à trajetória da banda alguns deslizes. Pouco a pouco, cada vez mais distante da proposta original, o Holocausto ia perdendo o contato com seu antigo público. Nada como um dia após o outro. Novamente reunida, a formação clássica – Valério Exterminator (guitarra/vocal), Anderson Guerrilheiro (baixo e vocal) e Rodrigo Führer (bateria e vocal) – soube exatamente como resgatar aquela essência dos primórdios, adicionando novamente um quê de polêmica. Felizmente, o bom e velho Holocausto está de volta. Vista sua farda e alie-se aos guerrilheiros do War Metal!

LIFE IS A LIE

Por Alexandre Oliveira Apesar das dezenas de bandas que surgem diariamente mundo afora, algumas conseguem dar um toque singular de criatividade ao seu som. Esse é o caso do Life Is A Lie, banda paulista que mistura Grind, Hardcore e Metal sem se prender a rótulos, ideologias e estilos, conseguindo um respaldo do público de vários gostos musicais dentro da cena underground.

MINDFLOW

Por Ricardo Campos A banda paulistana MindFlow surgiu em 2003 e, já no ano seguinte, deu o primeiro passo com o pé direito, lançando o álbum Just The Two Of Us… Me And Them. O material não repercutiu apenas no país natal, sendo bem recebido no velho continente e até mesmo em terras distantes como a Coréia do Sul. Agora, o line-up composto por Danilo Herbert (vocal), Rodrigo Hidalgo (guitarra), Ricardo Winandy (baixo), Miguel Spada (teclado) e Rafael Pensado (bateria), está de volta com Mind Over Body, trabalho grandioso em todos os aspectos, desde a minuciosa produção até a rica arte gráfica, passando, é claro, por uma temática cativante. Justamente estes são os principais assuntos abordados por Rafael Pensado nesta entrevista, que mostra a promessa se transformando em realidade.

MEGADETH

Por Justin Donnelly Colaborou Guilherme Spiazzi “Gigantour”, o festival criado e organizado pelo guitarrista e vocalista do Megadeth, Dave Mustaine, como uma alternativa para o já previsível “Ozzfest” foi um grande sucesso em seu primeiro ano. Em 2005, o evento durou de julho até setembro, trazendo em seu cast ninguém menos que Anthrax, Fear Factory, Nevermore, Symphony X, Life Of Agony, Dry Kill Logic, The Dillinger Escape Plan, Bobaflex, Megadeth e Dream Theater. Em 2006, o programa contou com datas indo de setembro até outubro, com nomes como Megadeth, Lamb Of God, Opeth, Overkill, Into Eternity, Sanctity e The Smashup. O festival atingiu tanto sucesso que acabou sendo considerado unanimemente como um grande triunfo! Querendo explorar outros lugares, Dave Mustaine resolveu levar a “Gigantour” até a Austrália para três shows contando com a presença do Soulfly, Arch Enemy e Caliban, uma grande revelação da cena na atualidade. Conversamos com o calmo Dave Mustaine sobre o lançamento do novo álbum, o trabalho ao vivo gravado na Argentina e a conturbada troca de gravadoras.

LOUDNESS

Por Ricardo Batalha No meio do Heavy Metal é comum vermos álbuns com o título Live In Japan, mas à exceção de alguns poucos nomes, a cena japonesa mais absorveu e abrigou astros internacionais que revelou seus próprios grupos. Entretanto, o pioneiro Loudness, formado em meados de 1981 por Akira Takasaki (guitarra, ex-Lazy), Munetaka Higushi (bateria, ex-Lazy), Minoru Niihara (vocal, ex-Earthshaker) e Masayoshi Yamashita (baixo), foi capaz de superar as dificuldades da língua e ultrapassou todas as barreiras. Após o ‘debut’, The Birthday Eve (1981), o quarteto começou a chamar a atenção e com o lançamento dos álbuns Devil Soldier (1982) e The Law Of Devil’s Land (1983) já era uma realidade no Japão, e isto foi comprovado com o duplo ao vivo Live Loud Alive. Mesmo cantando em japonês, o grupo embarcou para a sua primeira grande turnê, tocando nos EUA e na Europa. O quarto trabalho, Disillusion (1984), foi um passo adiante, e fez com que o Loudness assinasse com a Atlantic Records. Desta forma, em 1985 sai seu disco definitivo, Thunder In The East, que foi produzido pelo renomado Max Norman e levou os japoneses para as paradas de sucesso…

MY DYING BRIDE

Por Ricardo Campos A banda britânica My Dying Bride foi formada em 1990 e, desde então, passou a ser uma das referências no Doom Metal, elevando o estilo a patamares ainda mais agressivos, profundos e intensos, tudo mesclado a uma atmosfera seguindo alguns padrões do Gótico. Estes elementos foram desenvolvidos através dos álbuns As The Flower Withers (1992), Turn Loose The Swans (1993), The Angel And The Dark River (1995), Like Gods Of The Sun (1996), 34.788%… Complete (1998), The Light At The End Of The World (1999), The Dreadful Hours (2001) e Songs Of Darkness, Words Of Light (2004), além do ao vivo The Voice Of The Wretched (2002), além de EPs, coletâneas e o DVD Sinamorata (2005). Agora, Aaron Stainthorpe (vocal), Andrew Craighan (guitarra), Hamish Glencross (guitarra), Ade Jackson (baixo) e Sarah Stanton (teclado), estão de volta com o excelente A Line Of Deathless Kings, álbum que mostra a banda numa espécie de “retrospectiva” lírica e sonora através dos dezesseis anos de carreira, mesmo com músicas novas. E é justamente isso que abordamos nesta entrevista com Aaron que, com a sua elegância britânica e extrema simpatia, ainda comentou sobre temas como a saída do baterista Shaun Steels, a vontade de tocar no Brasil, o fim do contrato com a Peaceville Records e, também, sua espécie de “aversão” às apresentações ao vivo.

NARNIA

Por Thiago Sarkis Com o seu nome inspirado na série de livros ‘As Crônicas de Nárnia’, escrita pelo irlandês C.S. Lewis, o Narnia, grupo sueco fundado em 1993 na cidade de Jönköping, costuma deixar fãs de Power, Melódico, Neoclássico, e até Hard Rock, extremamente satisfeitos com seus lançamentos. Todavia, se pelo lado musical a trajetória do grupo é bastante sólida, a história é outra em termos de popularidade e divulgação. Prioritária na Nuclear Blast nos fins da década de noventa, eles ficaram em segundo plano após o sucesso de seus ex-colegas de gravadora, dentre os quais, Nightwish e HammerFall. Contudo, depois do fracasso de vendas de The Great Fall (2003), os escandinavos se reerguem com Enter The Gate (2006). Para falar sobre este novo trabalho e a carreira da banda, convidamos o guitarrista, compositor, e co-fundador, Carl Johan Grimmark. Confiram!

ROSA ÍGNEA

Por Alexandre Oliveira Desde 2003, quando iniciou as atividades, o Rosa Ígnea vinha prometendo seu álbum de estréia. Demorou, fez aniversário, mas a produção se concluiu. Ancient Eyes deu as caras, rendeu um contrato na novata Erpland Records, e agora coloca os mineiros nas prateleiras de todo o Brasil.

STILL LIFE

Por Guilherme Spiazzi O gosto em comum pelo Metal dos anos 80 fez com que músicos de diferentes bandas de Florianópolis (SC) viessem a se reunir e dar início a algo que, inicialmente, seria apenas um grupo de covers, mas que devido à ótima receptividade do público acabou se tornando uma banda de base sólida. Assim nascia a Still Life, que em 2000 lançou o CD-Demo The Crab Ship Arise, redentor de muitas críticas positivas e shows de muito destaque na região sul do Brasil. Logo que o CD-Demo foi lançado, o grupo passou por algumas mudanças na formação e depois de conseguir se estabilizar, o ‘debut’ auto-intitulado foi concebido de maneira totalmente independente. Ao longo de doze músicas é possível notar as influências e originalidade que formam a Still Life. Conversamos com o vocalista e guitarrista Giuliano Schmdit que, ao lado de Carlos Satan (baixo), dá as boas vindas aos novos integrantes e nos conta sobre todas as barreiras superadas.

TREAT

Por Thiago Sarkis Dentre as capacidades humanas, uma das mais estúpidas é a de desfazer de um talento sem saber de sua história. Infelizmente, com bastante freqüência isso acontece com o Treat. Depois de gozar de um período de muito sucesso, a banda sueca desapareceu, levando caldos na onda Grunge, e tropeçando em suas próprias pernas. Treze anos após decretar seu fim, eles retornam; sem o apelo de antigamente ao público jovem, mas respeitados como nunca dentre os músicos. Do In Flames, que os homenageou com um cover, a Gotthard e Scorpions, os quais hoje utilizam a maestria do guitarrista Anders Wikström nas composições de seus álbuns. Quem nos fala mais sobre isso, e também conta tudo acerca da volta do lendário Treat é o próprio Anders.

WHITE LION

Por Thiago Sarkis Do topo do mundo ao abismo em quatro álbuns. Assim surgiu, em meados dos anos oitenta, e sumiu, na década de noventa, o White Lion. Um percurso marcado por questões inexplicáveis, histórias mal contadas, e verdadeiras avalanches, de sucessos e fracassos. Em entrevista exclusiva ao Brasil, o líder e vocalista Mike Tramp esclarece tudo o que envolve o grupo, e mostra que está mesmo disposto a voltar com força total à cena, exaltando os prós, e rugindo contra os podres do Hard Rock oitentista.

BACKGROUND - LYNYRD SKYNYRD - PART II-FINAL

Por Bento Araújo (editor do Poeira Zine – www.poeirazine.com.br) A tragédia A tragédia com o Lynyrd Skynyrd aconteceu exatamente no auge artístico e criativo do grupo. Street Survivors pode ser facilmente encarado como o melhor disco da banda. O guitarrista Steve Gaines, que apareceu timidamente no trabalho ao vivo, mostrava ao que veio, dominando o álbum com seu incrível talento. Gaines foi responsável pelas maravilhosas I Know A Little, I Never Dreamed, You Got That Right e Ain’t No Good Life, essa última contando com seus afiados vocais, que também aparecem num inusitado dueto com Ronnie Van Zant em You Got That Right. Depois de uma fase difícil, com muitas críticas e decepções, o Lynyrd Skynyrd voltava com tudo aos estúdios e lançava seu clássico definitivo. A abertura, com What’s Yor Name, One More Time (outra antiga canção da banda), a versão para Honk Tonk Night Time Man, original de Merle Haggard e, principalmente, That Smell, um dos melhores trabalhos de guitarra da história do Rock, causam arrepio no ouvinte.

BACKSPAGE

Por Vitão Bonesso A escolha ou mesmo o desejo é quase que unânime: um dia poder gravar, participar de uma sessão, ou mesmo visitar o interior do mais lendário dos estúdios de gravação, o Abbey Road. É infindável a lista de obras-primas que foram registradas num dos três estúdios, isso se isentando quase toda a discografia dos Beatles, que tornaram o Abbey Road ainda mais cultuado a partir dos anos 60. Porém, a história por trás daquele amplo casarão situado no bairro chique de St. Johns Wood, ao norte de Londres (ING), nos remete a mais de cem anos atrás. O local era originalmente listado como sendo o número dois da Abbey Road (que passaria a ser o número três em 1872), quando os trabalhos de construção de uma casa com nove quartos, cinco salas, ampla adega, jardim e demais dependências tiveram início. O primeiro dono e construtor da casa foi um tal Richard Cook. Em 1857, Joseph Hornsby Wright passou a residir na casa até 1891, quando Willian Todd alugou e morou nela até 1913. Com a crise ocasionada pelo início da Primeira Guerra Mundial, a família Todd vendeu a propriedade para John Henry Cordner-James. Um tanto deteriorada, James a reformou transformando a casa em vários flats.

CLASSICREW

Good Singin’ Good Playin – Grand Funk Railroad por Bento Araújo Por mais bizarra que a idéia possa parecer, desde 1973 o Grand Funk Railroad cogitava convidar Frank Zappa para produzir o grupo. Buscando credibilidade com a crítica musical, o Grand Funk queria se livrar de vez do estigma de ‘Heavy Metal teen idols’. O empresário da banda na época, Andy Cavaliere, chegou a entrar em contato com Zappa, mas devido a agenda lotada do músico, o convite foi sendo adiado. Slippery When Wet – Bon Jovi por Ricardo Batalha Antes de obter sucesso e se tornar um ‘popstar’, o vocalista Jon Bon Jovi (John Francis Bongiovi) costumava dizer que um músico tem a vida toda para gravar o ‘debut’ e que a coisa mais difícil seria fazer um segundo disco de qualidade. Mas, além de passar em crescente evolução desta fase com os álbuns Bon Jovi (1984) e 7800º Fahrenheit (1985), o terceiro álbum da banda norte-americana Bon Jovi – Slippery When Wet -, marcou uma geração através de seus vários hits, executados de forma maciça na mídia e que acabaram caindo nas graças dos fãs de Hard Rock.

EDITORIAL

2006: um ano de transição Chegamos ao final de 2006, um ano que passou sem acontecimentos de grande impacto no cenário musical, algo típico de um período de transição. As gravadoras, que representam uma parte dos grandes protagonistas do mercado, ainda enfrentam o dilema de ter que encontrar alternativas para vencer a concorrência imposta pela transferência de arquivos digitais com música, que trafegam via internet. Não há dúvida de que o CD ainda pode perfeitamente conviver com a existência do mp3 player, assim como no passado o LP de vinil conviveu com a fita K7. Mas devido à rapidez com que o avanço tecnológico torna obsoleto qualquer tipo de equipamento nessa área (como em todas as outras), há uma séria dificuldade na definição de um novo padrão de produto para comercialização de música. É verdade que tem ocorrido uma mudança na forma como as pessoas dedicam seu tempo para ouvir música no dia-a-dia, e cada vez há menos tempo disponível para alguém se acomodar na sua poltrona preferida, colocar o disco no aparelho de som e ouvir com cuidado, lendo os detalhes do encarte, enfim, curtindo momentos de intenso prazer, seja sozinho ou na companhia de quem tenha o mesmo gosto musical. Quando existe essa disponibilidade de tempo quem gosta de música aproveita para ver um DVD, que acrescenta atrativos com imagens e recursos de áudio que essa mídia possibilita serem utilizados. Enquanto isso a popularidade dos mp3 players está crescendo assustadoramente e tende a ser um acessório obrigatório para todo mundo que tem o hábito de ouvir música. A qualidade na reprodução de som vem melhorando, a capacidade de armazenamento aumentou significativamente em pouco tempo, e o preço do aparelho tem caído. O sucesso disso tem provocado até mudança de comportamento, com evidente tendência ao individualismo, o que é uma conseqüência negativa desse progresso: pode-se constatar em viagens várias pessoas compartilhando o limitado espaço de um carro e cada uma delas ouvindo seu próprio som, nos fones de ouvido. É indispensável que a indústria da música consiga identificar uma forma de se obter a justa remuneração para quem trabalha ou contribua com criação nessa área da cultura e do entretenimento. A situação atual, mesmo parecendo que as coisas estão de pernas para o ar, tem também alguns aspectos positivos. A Internet é incontrolável e é o grande campo de batalha desleal, onde a impunidade corre solta e permite que o trabalho artístico seja distribuído indevidamente sem serem respeitados os direitos de quem criou ou pagou pela criação artística. Por outro lado, pode ser encarada também como um excelente veículo para divulgação, provavelmente com custo (ou evasão de receita) inferior ao que alguns pagam de jabá para fazer o trabalho artístico chegar ao conhecimento da população. O desafio é esse: capitalizar os benefícios que a tecnologia proporciona, e criar meios para que a indústria mantenha força suficiente para que quem cria arte musical continue gerando emoções. Airton Diniz

ETERNAL IDOLS - RANDY RHOADS - PART II - FINAL

Por Ricardo Campos Final de 1979 e Ozzy Osbourne, que havia deixado o Black Sabbath e montava a sua banda solo, já estava desistindo da sua busca por um guitarrista pelas cidades norte-americanas de Los Angeles e Nova York e estava com passagem de volta para a Inglaterra marcada. Porém, o amigo Dana Strum (Slaughter), havia comentado com o vocalista sobre Randy Rhoads, um jovem guitarrista integrante do Quiet Riot que naquele momento já tinha o nome circulando como “ameaça” à majestade de Eddie Van Halen. Ozzy quis pagar para ver e pediu que entrassem em contato com Randy.

GARAGE DEMOS

Envie material completo (CD-Demo, release e foto legendada e com crédito do fotógrafo) para: ROADIE CREW “GARAGE DEMOS” – CAIXA POSTAL 43015, CEP: 04165-970 SÃO PAULO/SP. Nesta edição: Guillotine, Stomachal Corrosion, Atheistc, Baptsed in Ice, Mamuthe, Witchcraft, Predator, Alcoholicoma, Postwar, Tenebrario, Darkager, Lux Salutis.

Hidden Tracks - JAMES GANG

Origem: EUAÉpoca: Anos 60/70 Estilo: Hard Rock Formação Clássica: Joe Walsh (guitarra e vocal), Dale Peters (baixo e vocal) e Jim Fox (bateria e vocal) Discografia: Yer Album (1969), Rides Again (1970), Thirds (1971), Live In Concert (1971), Straight Shooter (1972), Passin’ Thru (1972), Bang (1973), Miami (1974), New Born (1975), Jesse Come Home (1976) Site relacionado: www.geocities.com/sunsetstrip/palladium/2125/ Por Bento Araújo (*) O baterista Jim Fox teve sua primeira aventura ao lado de um grupo profissional lá por volta de 1965, com os Outsiders, uma banda de Cleveland que emplacou um único hit, Time Won’t Let Me. O “bichinho do Rock” ia corroendo Fox por dentro, principalmente depois do surgimento dos Power Trios Cream e Jimi Hendrix Experience. A idéia de Fox seria montar uma banda naqueles moldes, um trio com total influência das bandas inglesas, algo totalmente diferente do que o pessoal vinha fazendo na América. Não demorou muito para o baterista convocar alguns amigos da faculdade para alguns ensaios em sua casa. Dessas aventuras sonoras surgiu o que seria a primeira versão do James Gang, no formato quinteto: vocal, duas guitarras, baixo e bateria. Numa dessas sessões, um dos guitarristas sugeriu o nome The James Gang, imediatamente aprovado por todos.

Live Evil - ANGRA

Por Luciano Alemão/Fotos: Ricardo Zupa O Angra iniciou a “Aurora Consurgens World Tour” com o pé direito! No último dia 18 de novembro, o Via Funchal, em São Paulo (SP), foi palco de um grande espetáculo – literalmente uma grande festa – pois na ocasião, a banda além de lançar o novo trabalho de estúdio, Aurora Consurgens, aproveitou para comemorar os quinze anos de sucesso. Na entrada o público recebeu pulseiras florescentes, para que quando as luzes se apagassem tudo ficasse colorido. Pontualmente às 22h, com os fãs gritando freneticamente, as luzes foram apagadas e o Via Funchal se acendeu, com a maioria arremessando as pulseiras para o alto, dando um efeito muito legal. O palco estava todo decorado com os temas do novo CD e a introdução de Unfinished Allegro dava pistas do que estava por vir… O Angra entrou arrepiando com Carry On, que é uma unanimidade entre os fãs e sempre muito aguardada. Desta forma, não haveria melhor forma de se começar um show. Sem dar tréguas, e para delírio dos fãs, emendaram Nova Era.

BLIND EAR - MARIO PASTORE (DELPHT)

Por Ricardo Batalha

LIVE EVIL - CENTRAL DO ROCK / DESCE A LAGE / PAUL

CENTRAL DO ROCK Parque Central – Santo André/SP 08 de outubro de 2006 Texto e foto: Luciano Alemão O projeto Central do Rock é produzido pelo departamento de cultura da prefeitura de Santo André (SP), com shows gratuitos realizados em edições bimestrais. O espaço é gigantesco e tem um palco enorme em forma de concha (além de um lago e muita área verde…). Esta edição contou com a participação das bandas Seventh Seal, Henceforth e Monster. Com uma ótima estrutura e excelentes equipamentos, o evento é sempre apresentado pelo simpático Dr. Rock (que apresentava um programa de TV, em UHF). Mesmo com a ameaça de chuva, cerca de mil pessoas se espalharam pelo Parque Central de Santo André no dia 8 de outubro para uma tarde de muito som. VARGINHA DESCE A LAJE – EPISÓDIO II: O ATAQUE DOS MICRÓBIOS Automóvel Clube – Varginha/MG 21 de outubro de 2006 Texto e foto: Ivanei Salgado Com um título desse, só mesmo em Varginha! O nome, inspirado na série “Guerra nas Estrelas”, retrata o bom humor costumeiro da Cangaço Produções, responsável também pela realização do “Roça n’ Roll”. A expressão “Desce a Laje” é uma analogia ao Heavy Metal, pois o termo “laje” é utilizado na cidade para descrever algo “bom” e “pesado”. No ano passado, o “Episódio I: A Ameaça Micróbia” foi realizado em praça pública e marcou o lançamento do CD Coletânea do “Roça n’ Roll”. Este ano, a organização transferiu o evento para um local fechado e aproveitou para lançar o DVD da 8ª Expedição do Roça n’ Roll realizada em maio e trouxe uma novidade: uma ‘jam-session’ improvisada na sessão ‘Desce a Laje’. PAUL STANLEY Irving Plaza – Nova York (EUA) 28 de outubro de 2006 Texto e fotos: Keith McDonald Colaborou Guilherme Spiazzi Quando fiquei sabendo que o vocalista e guitarrista Paul Stanley (Kiss) estaria lançando o seu primeiro álbum solo desde 1978, a primeira pergunta que me veio à cabeça foi se haveria uma turnê para promover o trabalho. A última excursão solo que Paul fez foi em 1987, época em que tocou apenas em pequenos clubes locais nos EUA. Mas quando foi anunciado que ele tocaria no Irving Plaza em Nova York, para divulgar Live To Win, eu soube que não poderia perder essa oportunidade!

LIVE EVIL - EDGUY

Por Carlo Antico/Fotos: Ricardo Zupa Quando o Edguy veio ao Brasil pela segunda vez, em 2003, os alemães prometiam gravar um DVD e CD ao vivo, já que tinham ficado muito impressionados com a receptividade do público brasileiro à sua apresentação em 2001. Porém, devido há alguns problemas técnicos, o DVD acabou não saindo e a banda acabou se sentindo em dívida com seus fãs tupiniquins. Portanto, agora em sua terceira passagem por nossas terras, divulgando seu mais novo álbum, Rocket Ride, o Edguy sentiu que era hora de pagar sua dívida conosco e resolveu gravar o tão falado DVD em seu show ocorrido no Credicard Hall, em São Paulo (SP), no último dia 3 de novembro. Provando o quanto a banda é popular por aqui, e como a decisão de gravar o DVD por aqui foi acertada, o público fazia uma fila de tamanho considerável na porta da casa já por volta das 16h30, pois os fãs mais ardorosos queriam de qualquer modo ficar imortalizados com sua imagem no registro filmado pelo grupo.

LIVE EVIL - G3

Por Luciano Alemão/Fotos: Ricardo Zupa Em sua segunda passagem por aqui, o G3 prometia muitas surpresas, já que sem a presença de Steve Vai, todos – em sua maioria fãs do Dream Theater – foram conferir as performances de John Petrucci e Mike Portnoy (sim, pela primeira vez um baterista quase roubou a cena num show recheado de guitarras!). Para esta edição, realizada no último dia 27 de outubro no Credicard Hall, em São Paulo (SP), tiveram a boa idéia de colocarem três guitarristas de estilos completamente diferentes: Joe Satriani (mentor do projeto), John Petrucci e Eric Johnson. Vale destacar que o G3 não é um show para qualquer um, mas é perfeito para os amantes da guitarra e de música instrumental. Caso contrário, pode se tornar monótono e cansativo. Nesta primeira noite de espetáculo, o Credicard Hall teve um público em torno de três mil pessoas, deixando vários buracos na pista.

Live Evil - MANIFESTO 12 ANOS / ROCKBOX FESTIVAL-P

FESTA DE 12 ANOS DO MANIFESTO BAR Manifesto Bar – São Paulo (SP) 11 e 17 de novembro de 2006 Por Luciano AlemãoFotos: Cris “Metal” Teixeira Em novembro, o Manifesto Bar comemorou doze anos de existência – e muito sucesso! Com capacidade para cerca de 700 pessoas, vários ambientes em dois andares, dois bares, espaço para jogos e área exclusiva no mezanino, o bar é parada obrigatória de músicos de bandas nacionais e estrangeiras, tendo entre os seus ilustres visitantes o pessoal do Iron Maiden, Deep Purple, Motörhead, Metallica, Helloween, Scorpions, Saxon, Skid Row, Stratovarius, Savatage, Winger, Megadeth, Rainbow, Manowar, entre tantas outras. Neste ano, a festa de aniversário foi mais que especial, pois teve a apresentação de grandes nomes do Metal e Hard brasileiro, divididos em dois dias. Korzus e Henceforth se apresentaram no dia 11, enquanto que Carro Bomba, Cavalo Vapor e Golpe de Estado tocaram no dia 17. ROCKBOX FESTIVALBar Opinião – Porto Alegre/RS 12 de novembro de 2006 Por Murilo Bittencourt/Fotos: Bárbara Sudbrack O portal virtual RockBox completou um ano de existência em outubro e em comemoração ao seu primeiro aniversário e ao seu rápido crescimento no Rio Grande do Sul, foi realizado o “RockBox Festival”, com duas renomadas bandas do Heavy Metal gaúcho. Apesar de ter ocorrido em um domingo e existirem vários shows de grande porte em Porto Alegre no mês de novembro, o público compareceu ao Bar Opinião, somando um total de aproximadamente 500 pessoas. Duas grandes bandas gaúchas – que participaram do “Brasil Metal Union” – iriam se apresentar: Hibria (Porto Alegre) e Akashic (Caxias do Sul). Além delas, a vencedora do “Palco RockBox” – festival realizado para escolher a banda de abertura do “RockBox Festival”: a Guynevere (Porto Alegre), que subiu ao palco aproximadamente às 21h.

POSTER - IRON MAIDEN (KILLERS)

Poster Edição 95

RELEASES CDS

07 páginas com os principais lançamentos em cds.

Releases DVDs

Resenha dos principais DVDs do mês

ROADIE COLLECTION - AC/DC

Por Claudio Vicentin

ROADIE NEWS

Resumo das notícias do mês.

ROADIE PROFILE - JACK D RIPPER (MORGUL)

Por Ricardo Campos.

Stay Heavy Report

Por Cintia Diniz e Vinicius Neves Já estamos no final de 2006! Cada vez mais temos a sensação de que o tempo está passando rápido demais… Este ano foi bem agitado e nesta edição faremos um balanço dos acontecimentos relacionados a nossa cena, e o que nos espera em 2007. O momento atual da música:o que vêm pela frente? O ano de 2006 foi de transição para o setor musical em geral. A indústria fonográfica vive um momento de muita expectativa, pois o CD está perdendo mercado para o MP3, e isso só tende a crescer. E esta mudança de formato está causando uma revolução na indústria da música, o que afeta diretamente as grandes gravadoras que durante anos tiveram o domínio do mercado e que agora estão cada vez mais perdendo espaço, principalmente porque os artistas tendem a se tornar independentes.

ROADIE MAIL - METAL JOKE

Roadie Mail por Ricardo Batalha Metal Joke por Márcio Baraldi

Informação adicional

Peso0.250 kg
Dimensões28 x 21 x 1 cm
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