Live Evil

RHAPSODY OF FIRE / VOYAGER

The Palladium Worcester/MA, (EUA) 27 de maio de 2012

Depois de sete anos longe dos Estados Unidos os italianos do Rhapsody Of Fire finalmente voltaram, trazendo no pacote os australianos do Voyager para um evento que ocorreu no segundo palco do The Palladium, conceituada casa de shows de Massachusetts e parada obrigatória de várias bandas em turnê. Numa noite agradável e quase cheia aproximadamente trezentas pessoas realmente curtiram todas as apresentações da noite. Além das duas bandas citadas, outras três locais se apresentaram onde o destaque foi o Metal Melódico do In Harms Way, que traz em sua formação o baterista brasileiro Robson Goulart.

Voyager entrou em cena às 20h30 e se armou para mais um ótimo show em sua segunda turnê pelos EUA em menos de nove meses. Com uma apresentação enérgica e grande interação com o público, o grupo impressionou mais uma vez e mostrou que vem conseguindo angariar fãs. Enquanto a dupla de guitarristas Simone Dow e Scott Kay descia a mão, o vocalista e tecladista Daniel Estrin mostrou ser um ‘frontman’ nato. Além disso, os vocais de apoio do baixista Alex Canion dão uma dimensão legal no som e grande parte da energia da banda ao vivo vem da bateria de Mark Boeijen.

O repertório do set foi semelhante ao apresentado no “ProgPowerUSA” e agradou os presentes, especialmente após abrir com “Land Of Lies” e dar continuidade com Lost. Após o “tiro certeiro” inicial, veio “The Meaning Of I”, que trouxe uma pegada mais progressiva e abriu caminho para o divertidíssimo ‘medley’ que a banda sempre faz nos shows e dessa vez misturou “Ghostbusters”, “Highway To Hell” (AC/DC), “Law And Order”, “Pulp Fiction”, “Beverly Hills Cop” (N.R.: ‘Um Tira Da Pesada’, no Brasil), “America Fuck Yeah!”, “Raining Men”, “Jump” (Van Halen) e “Breath”. Para fechar a noite, mandaram “Sober”, “Stare Into The Night” e “I Am The ReVolution”.

Ao final do show e dos agradecimentos, o palco foi sendo arrumado rapidamente para o Rhapsody Of Fire mostrar a sua nova cara. A despeito da não existência de produção e pouca iluminação, o grupo se saiu muito bem e espremeu até a última gota de energia dos fãs. A grande maioria dos presentes parecia não acreditar que estava vendo um show dos italianos. A abertura não poderia ser menos épica com “Dark Mystic Vision”, “Ad Infinitum” e “From Chaos To Eternity”. Até rodas se formaram…

Num momento de descontração, o vocalista Fabio Lione fez piada com o tamanho das letras no repertório, reclamando que eram muito pequenas e pediu pra um fã lhe dizer qual seria a próxima música. O ritmo do set se manteve animado até que Fabio anunciou “Lamento Eroico”, música que ele fez questão de cantar no meio da pista, envolto pelos fãs.

Na sequência veio a empolgante “Land Of Immortals”, na qual o baixista Oliver Holzwarth quase “morre” de tanto palhetar as cordas. Para dar uma quebrada no clima, o baterista Alex Holzwarth fez um solo muito legal, seguindo pelo não tão legal solo de seu irmão. Os dois ainda fizeram uma curta jam.

O show transcorreu muito bem até o final – que teve dois bis, com destaques para “Epicus Furor” e “Emerald Sword”. O repertório ainda trouxe “Triumph Or Agony”, “The Village Of Dwarves”, “Unholy Warcry”, “Dawn Of Victory”, “Holy Thunderforce”, “Reign Of Terror”, entre outras. Acabado o show a impressão que ficou foi a de que Fabio Lione continua canta extremamente bem e que apesar da saída de Luca Turilli, Patrice Guers e Dominique Leurquin o novos integrantes dão conta do recado. A presença de Luca faz falta em cima do palco, mais pela sua imagem de fundador do grupo do que qualquer outras coisa, mas o show precisa continuar. Os guitarristas Tom Hess e Roberto De Micheli tocaram bem, animaram os fãs e Alex Staropoli, o cabeça na banda, simplesmente estava lá fazendo o seu papel. Essa turnê como headliner está dando uma ideia da quantidade de fãs que o Rhapsody Of Fire tem e de como as coisas vão indo para eles aqui nos Estados Unidos.

 

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