Live Evil

SIXX:A.M.

Club Nokia - Los Angeles (EUA), 11 de abril de 2015

Apesar das datas agendadas para o Mötley Crüe até o derradeiro fim em dezembro desse ano, Nikki não conseguiu segurar o ímpeto do sucesso que o Sixx:A.M. vem alcançando, entrelaçando as velhas receitas do Rock oitentista com uma sonoridade um pouco mais moderna para o Hard Rock americano. Com o relativo recente lançamento, “Modern Vintage”, Nikki aproveitou a pequena brecha na agenda do Mötley para emendar uma tour americana do Sixx:A.M., trazendo consigo a banda japonesa Vamp e a finlandesa Apocalyptica para esquentar o público.

Nesta primeira tour como headliner, umas das primeiras datas da banda foi – e tinha que ser – em Los Angeles, o “doce lar” de Sixx. O coração da cidade em Downtown foi invadido pela legião de fãs que queria ver de perto Nikki e sua nova gangue. Talvez a própria banda não estivesse esperando tal retorno e tantos shows em ‘sold out’ – eles deixaram isso bem claro no palco. DJ Ashba brincou dizendo que muitos falam que o público Rock de Los Angeles era fraco atualmente mas que, na realidade, a banda é que poderia ser uma porcaria! Mas tudo bem, ele estava enganado e realmente aquilo estava sendo especial. Sem a característica de um frontman, Nikki Sixx veio à frente para dizer ao público o quanto era importante ver tudo isso acontecer. O baixista discorreu sobre o fato de que o Sixx:A.M. seria apenas um pequeno projeto, mas ganhou amplitude por conta dos fãs. Foram eles que colocaram a banda nas rádios e nas ‘Top Lists’, fazendo com que ela se torne ainda maior. O baixista ainda prometeu mais álbuns e uma turnê mundial para o próximo ano.

O que se viu no palco foi simplesmente absurdo e a 1 hora e 40 minutos de show pareceram não ter passado de apenas 1 hora. Nada de misturar estação e interpretar qualquer som do Mötley – por sinal, nem mesmo o público solicitou. Apesar do grande ênfase que a banda deu às composições de “Modern Vintage”, o público ia ao delírio a cada música interpretada de “Heroin Diaries”.

Definitivamente, Sixx acertou em cheio e o Sixx:A.M. decolou para alcançar vôos maiores. Não me espantaria saber que o eminente fim do Mötley Crüe tenha surgido da cabeça pensante da banda. Para isso, basta entrar na gravadora Eleven Seven em Los Angeles e ver paredes repletas de imagens do baixista, que conta inclusive com um pequeno display de busto dele sobre a imensa mesa de reunião. Portanto, ele não parece o tipo de cara que fica simplesmente parado no tempo ou querendo viver de um passado de sucessos. Ele também quer ser a história do futuro. Sendo assim, Sixx não tem que se preocupar com o eminente final do Mötley Crüe. Pelo contrário, ele apenas está recomeçado para mais algumas décadas de promissor sucesso. O Sixx:A.M. veio para ficar. Coeso e com ótimas composições, tem a cara de um Nikki mais maduro e pronto para mais algumas décadas de sucesso. E tomara que Axl Rose não tente fazer DJ Ashba fazer uma opção, porque obviamente o guitarrista já tem a sua banda – e não é o Guns!

Set list:
X-Mas In Hell
Let’s Go
Give Me a Love
Relief
This Is Gonna Hurt
Pray for Me
Dead Man’s Ballet
Accidents Can Happen
Miracle
Live Forever
Gotta Get It Right
Drive (The Cars cover)
Help Is On the Way
Goodbye My Friends
Lies of the Beautiful People
Stars
Skin
Life is Beautiful

 

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