Live Evil

TARJA

Tom Brasil - São Paulo/SP, 24 de outubro de 2015

Levou apenas treze meses para que Tarja Turunen retornasse ao Brasil pela quarta vez nos últimos cinco anos. Encerrando sua bem sucedida “Colours In The Road Tour”, a vocalista finlandesa desta vez não conseguiu encher o Tom Brasil (ex-HSBC Brasil), mas isto foi apenas um detalhe que em nada atrapalhou uma apresentação competente e destacada pela renovação no repertório e na banda de apoio em relação ao que foi visto no ano passado.

Assim como em 2014, a abertura ficou a cargo do grupo brasileiro Mad Old Lady, que é formado por Eduardo Parras (vocal), Timo Kaarkoski (guitarra), Tiago de Moura (guitarra), Fernando Giovannetti (baixo), Guga Bento (bateria) e Rafael Agostino (teclados). Há quatro anos na ativa com uma temática que aborda o lendário povo nórdico, a banda tocou faixas de seu mais recente álbum, “Power Of Warrior” (2015), produzido por Tommy Hansen (Helloween). Os destaques ficaram por conta de “Viking Soul”, “Too Blind To See” e a balada “My Heart”, além do cover “Enter Sandman” (Metallica) deixado para o final. Durante aproximadamente uma hora no palco os guerreiros nacionais tiveram boa recepção e saíram sob merecidos aplausos.

Com 10 minutos de atraso, a introdução de “The Phantom Of The Opera” feita pelo tecladista Guillermo De Medio anunciava o início de mais um show de Tarja Turunen na capital paulista. Aos poucos surgiram os demais integrantes – os argentinos Julian Barrett (guitarra) e Nicolas Polo (bateria), além de Alex Scholpp (guitarra) e Pit Barrett (baixo). Por último, vestida toda de preto, a “Musa do Metal Sinfônico” entrou em cena para ser ovacionada pelo público que gritava a plenos pulmões por cada gesto seu.

Sorridente, carismática e com uma voz de arrepiar, Tarja fez questão de saudar os fãs logo de cara. “Boa noite, São Paulo! Estou muito feliz em estar aqui novamente”, disse em bom português antes de “500 Letters”, música do mais recente álbum, “Colour In The Dark” (2013). A primeira surpresa do repertório apareceu na sequência com a pesada Ciarán’s Well, presente em “My Winter Storm” (2007).

Sob um forte coro de “Tarja! Tarja!” que ecoou por toda a casa, “Falling Awake (What Lies Beneath, 2010)” foi a canção que teve o maior número de presentes jogados pelo público – de cartas e bichos de pelúcia até roupinhas de criança em homenagem a filha Naomi Turunen, de 3 anos. Infantilidade alheia a parte, a apresentação seguiu impecável e com outras músicas marcantes, como “Anteroom Of Death”, “Neverlight” e “Until Silence”, balada que teve Pit Barrett assumindo o violão.

Usando saia longa vermelha e blusa preta com detalhes azuis – alusão ao título do último disco –, Tarja anunciou uma música nova, “No Bitter End”, que estará em seu novo álbum com lançamento previsto para 2016. Dando sequência a série de novidades do repertório deu às caras “Goldfinger”, composição do maestro John Barry e que foi tema do clássico filme da franquia 007, de 1964, na qual estrelou o famoso ator Sean Connery.

Logo após a longa e não menos marcante “Deliverance”, Tarja Turunen saiu do palco por alguns instantes para retornar usando o mesmo capuz negro que aparece na capa de Colours In The Dark, iniciando assim “Victim Of Ritual”, música de abertura do álbum. Mesmo com toda euforia até então, nada se comparou ao que foi presenciado logo depois com “Slaying The Dreamer”, do Nightwish, grupo que a vocalista fez parte por 9 anos (1996- 2005).

“Die Alive, com suas diversas passagens orquestrais, manteve a empolgação geral que faz dela sempre um dos momentos mais esperados dos shows. Além da atmosfera sombria, também vale destacar seu ótimo videoclipe que foi gravado em uma antiga base soviética em Berlim.

E se ultimamente Tarja demonstra estar mais perto de seus fãs a cada concerto, este fato ficou mais que comprovado quando desceu do palco para cantar um de seus maiores sucessos, “Until My Last Breath”, próximo a quem estava na grade que dividia a pista premium do palco.

Com quase duas horas de show, o repertório ainda teve espaço para outra canção dos tempos de Nightwish, “Over The Hills And Far Away” (cover de Gary Moore), lançada no EP homônimo de 2002. Ovacionada como sempre, Tarja se despediu deixando claro que o Brasil é ponto obrigatório em suas turnês. Seus fãs ensandecidos agradecem!

Set list:
The Phantom of the Opera
500 Letters
Ciarán’s Well
Falling Awake
I Walk Alone
Anteroom of Death
Never Enough
Dark Star
Neverlight
Until Silence
No Bitter End
Goldfinger
Deliverance
Victim of Ritual
Slaying the Dreamer
Die Alive
Until My Last Breath
Over the Hills and Far Away

 

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