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THORHAMMERFEST

Manifesto Bar - São Paulo/SP, 08 de julho de 2012

O “ThorhammerFest”, festival especializado em Pagan, Folk e Viking Metal, comemorou dois anos de existência com a sua quinta edição, realizada na noite de domingo, 8 de julho, no Manifesto Bar. As edições anteriores contaram com a presença de nomes como Skaldic Soul, Taberna Folk, Hugin Munin, Delenda Arcana, Barbarian Warriors, Iron Woods, Lóchrann, Opus Tenebrae, Crown of Fallen Heroes; além das internacionais Einher Skald, Zrymgoll, Tersivel, Waldwind e, finalmente, os alemães do Suidakra.

Não foi um dos melhores dias por conta da mudança repentina do tempo. Chegando ao local, havia uma fila que dobrava a esquina, bastante movimentada e a casa ainda estava fechada. Segundo o flyer, a casa abriria pontualmente às 18h e, neste mesmo horário, ainda ocorria as passagens de som das bandas Skaldic Soul e Suidakra, as quais era possível ouvir até do lado de fora, onde quem aguardava, tomava chuva e suportava o frio.

A casa só abriu por volta das 19h e, mesmo assim, ainda estava ocorrendo o término da passagem da Opus Tenebrae, algo que não se vê em um evento pontual e organizado. Segundo a organização, o atraso ocorrido foi um pedido de última hora da banda principal que, para executar músicas nunca anteriormente tocadas ao vivo, solicitou além da passagem de som, um breve ensaio para preparar as canções especialmente para os fãs brasileiros.

O palco estava montado com alguns escudos vikings pendurados, algumas pessoas a caráter circulavam pela casa, com suas roupas “medievais”, com peles de animais e havia vendas de camisetas e CDs das bandas presentes do evento e afins do estilo. Antes do show passava no telão o DVD ao vivo da Ensiferum, deixando a casa com um clima mais épico. Os admiradores da cultura tiveram acesso ao Hidromel Valkiria, uma bebida antiga desenvolvida ao longo dos milênios por diversas civilizações (incluindo aí os vikings), é um fermentado de mel, por isso o nome Hidromel ou também conhecido como “Mead”.

Finalmente às 20h, os santistas do Opus Tenebrae entraram em cena com sua nova formação, que traz Opus (vocal), Rudolph Lomax (guitarra), DecioAndolini (guitarra), Christian Bacci (baixo) e J. Marquez (bateria). Os músicos fizeram uma apresentação misturando Música Celta com Black Metal. A banda, que já tocou ao lado de grandes nomes do Folk Metal como Eluveitie e Finntroll em 2011, e também esteve presente na terceira edição do “ThorhammerFest” teve em seu set as músicas “Pugnae Aeternum”, “In My Blood”, “Celtic Mystery”, “Opera Mortis”, “Aurea Hispanya” e “Under The Sign Of Cain”.

O grupo de ‘Stage Combat’ Ordo Draconis Belli, já consagrado desde a terceira edição do “ThorhammerFest”, marcou presença. Notava-se certa impaciência na espera durante as lutas. Houve até comentários e manifestações contrárias, pois infelizmente não são todos que vibram com apresentações desse gênero.

Na sequência veio o Skaldic Soul, composto por Rogerio Malgor (vocal), LüiBjörn (guitarra), Renato Whistler (flauta, gaita de fole escocesa e Bodhrán), Luca (baixo) e Julio Cesar (bateria). Conhecidos pelos shows de abertura de bandas como Tyr, Eluveitie e Arkona, o grupo teve um repertório animado com “Thunderforge”, “Troll’s Krieg”, “Treacherous Gods”, “Aidan’s Fall”, “Untilthe Red Sunrise” e “Iron” (cover do Ensiferum).

E, finalmente, a grande atração da noite, Suidakra, subiu ao palco. Logo após sua passagem no festival “Tuska” na Filândia, ocorrido no final de semana anterior, o grupo aportou pela primeira vez em terras brasileiras. Formada em 1994 pelo guitarrista e vocalista Arkadius Antonik e com dez álbuns em dezoito anos de história, o Suidakra combina Death Metal Melódico com elementos celtas e folclóricos. Além de Arkadius, completam o line-up Lars Wehner (bateria) e Marcus Riewaldt (baixo). Como prometido em sua página oficial, a intenção em realizar um repertório longo cheio de surpresas e músicas nunca tocadas ao vivo, o show começou ao som de gaita de fole escocesa, dando um clima mais épico com uma introdução similar à música do filme “Highlander”. Depois vieram “Dowth 2059”, do álbum “Book of Dowth”; “Pendragon’s Fall”, “The IXthLegion”, “Gates of Nevermore” e “The Well of Might”.

Durante “Darkane Times” um fã foi convidado a subir no palco e acompanhar o coro junto com Arkadius, o que o deixou ainda mais animado. O som estava perfeito e foi possível ouvir todos os instrumentos muito bem, mesmo para quem estava na frente do palco. Assim, a banda prosseguiu com “Crown The Lost”, “Isle os Skye”, “Stone of The Seven Suns”, “Mag Mell”, “Dead Man’s Reel”, “Forth – Clyde”, “Shattering Swords” e “Morrigan”… Para fechar a noite, tocaram “Balor”, “Dragonbreed”, “Havoc” e “Wartunes”. A animação do público durante o show inteiro tornou-o algo memorável e satisfatório a todos que foram conferir mais esta edição do “ThorhammerFest”.

 

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