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TUATHA DE DANANN – Obstáculos superados, novo single na praça e um 2019 promissor

“O que mudou é que venho compondo muito ao piano nos últimos anos”

Após a saída do vocalista, flautista e guitarrista Bruno Maia em 2010 e um período de “hibernação”, o Tuatha de Danann retornou com sua formação clássica em 2013 para retomar um lugar de destaque no cenário do metal nacional. Desde então, a banda de folk metal de Varginha (MG) soltou um disco de inéditas – Dawn of a New Sun (2015) –, um álbum de regravações – de canções do primeiro trabalho, intitulado com o mesmo nome, Tuatha de Danann (2016) – e agora aparece com um novo single, The Tribes of Witching Souls, lançado oficialmente no dia 19 deste mês. Aproveitando a deixa, a ROADIE CREW conversou com Bruno Maia a respeito deste lançamento, dos problemas enfrentados recentemente, dos planos que envolvem a comemoração dos 25 anos do Tuatha em 2019 e dos shows que a banda fará ao lado de Angra e Massacration neste fim de semana.

O Tuatha acaba de lançar o single The Tribes of Witching Souls. Como foi o processo de composição, e o que o fã pode esperar dele?

Este primeiro single que lançamos agora é muito especial para nós. Digo o primeiro, porque lançaremos outro neste ano ainda. The Tribes of Witching Souls é uma canção que todos da banda gostamos demais, e acreditamos que representa bem o Tuatha em vários aspectos. Ela carrega todos os elementos que formam nossa identidade musical, como a forte influência da música celta e irlandesa, os instrumentos atípicos ao metal, o clima festivo, teclados viajantes e a participação dos duendes e seres mágicos em meio a todo o peso do metal. Ela resgata um pouco a magia e o lance mais mítico e hippie da era do Tingaralatingadun (2001) tanto no lado lírico quanto no musical, porém, com um verniz bem mais maduro. O processo de composição não mudou muito não. Falando por mim, posso dizer que o que mudou é que venho compondo muito ao piano nos últimos anos. Embora eu não seja um pianista nem tecladista, o instrumento me oferece caminhos bem diferentes se comparado com a guitarra e o violão.

Leandro Pena/Divulgação

Depois que o Tuatha voltou definitivamente, a banda está numa sequência interessante de lançamentos: um álbum inédito em 2015, um de regravações em 2016 e um single agora. Queria que falasse a respeito deste momento.

Uai, eu acho que até demoramos demais para lançar algo novo desde o Dawn of a New Sun. Mas isso não foi por preguiça nem nada, é a vida e suas demandas falando mais alto, e as condições do cenário atual de rock e metal. Hoje está muito complicado manter uma banda, e posso garantir que o Tuatha é uma banda que existe em função de sonho, amor e vontade. Senão, já tínhamos aberto o bico. Vivemos um momento muito legal na banda em termos de criatividade, bem-estar e musicalidade. Temos ideias diferentes que serão lançadas muito em breve.

O que virá ainda para este ano e para 2019? O novo EP terá quantas músicas e como se chamará?

Lançamos o single The Tribes of Witching Souls agora e devemos lançar o segundo single digital até o meio de dezembro, uma música bem diferente da Tribes. Vamos correr contra o ano perdido. Na real, era para lançarmos um álbum completo neste ano, mas, pra variar, rolaram atrasos e imprevistos em toda a produção por vários motivos; muitos não foram culpa nossa, outros, sim. O batera (Rodrigo Abreu) saiu da banda, e nós tínhamos shows para fazer. Daí tivemos que arrumar substitutos para os shows e ensaiar música antiga, em vez de coisas novas. O Martin Walkyier, que é nosso parceiro de som, teve uns problemas de saúde, e outras diversas coisas na vida de todos nós aconteceram, o que nos obrigou a atrasar tudo. Mas, de qualquer forma, queríamos lançar uns sons novos que vínhamos compondo recentemente até para mostrar a quem nos segue que estamos na ativa, que a magia está viva e que vamos manter a banda no cenário. Por isso, optamos por lançar um EP, que deve sair em fevereiro. Temos quatro músicas inéditas e duas regravações que ainda não foram lançadas. E devemos colocar alguns bônus antigos lançados em outros relançamentos recentes.

A banda lançou um acústico ao vivo em 2009 (Acoustic Live), mas vocês intentam em lançar algum DVD elétrico em breve?

Muitos nos cobram isso, e nós também nos cobramos. Queremos muito fazer isso, vamos ver se conseguimos por agora.

O Tuatha fará shows ao lado de Angra e Massacration (no Rio nesta sexta-feira; em Juiz de Fora no sábado; e em Belo Horizonte no domingo). Como está a expectativa e o que espera da reação dos fãs?

Nossos fãs são foda, eles cantam o show inteiro conosco, batem cabeça, dançam, fazem roda e nos deixam mais empolgados e felizes do que podem imaginar. Pelo pouco que vi da reação do pessoal, pois lançamos o single hoje (no dia 19), todos têm curtido demais a música. Acho que emplacou no cancioneiro do Tuatha.

E como é tocar com essas duas bandas?

É sempre bom. O Angra é uma banda que a gente escutou muito, faz parte da nossa formação musical e que lança álbuns desafiadores e surpreendentes hoje em dia. Tocamos com eles umas três vezes neste ano, são grandes caras, amigos e lutadores. O Massacration está de volta, e já tocamos com eles também há uns dez anos. Damos muito risadas, o Detonator detona!

O Tuatha vai completar 25 anos em 2019. Pode vir algo especial?

Não tinha me atentado a isso. Que massa! Vou jogar a ideia do DVD para firmarmos neste ano ainda, mas a ideia master ainda é lançar um álbum inteiro. Daí ficariam três lançamentos em 2019: o EP, o DVD e o novo álbum. Vixe!

Por fim, uma pergunta bônus de fã: vão tocar The Bards of the Infinity neste próximo show em BH?

Bards, não (risos).

 

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