Live Evil

WALDO WAR FEST

Chácara da Dorinha – Pacatuba (CE), 16 de Março de 2014

Pacatuba (CE) foi palco do calendário de eventos da música pesada no último dia 16 de março. Um público numeroso lotou o “Waldo War Fest” (festival de inauguração da Waldo War Produções). Logo na entrada, movimentação constante, todos ansiosos a conferir as cinco atrações.

Às 16h, o Fireline sobe mostrando fibra, o seu ‘set’ soma técnica e postura dos músicos a começar pelos riffs e solos de André Rodger. Wilenaina Barros, então, carrega consigo não apenas a beleza estética, mas outra qualidade: o carisma. Perfeita é a sua locomoção e vocais extraídos da alma. Hard Rock com gosto apimentado e que ao vivo se torna mais ardente formam músicas como, Crossing Lines e The Final Storm (temas do trabalho atual).

Ainda à tarde, o Fist Banger seguiu às festividades tocando músicas de sua demo e várias canções que formarão o ‘debut’. A banda que tem pouco tempo já conseguiu nesse curto período erguer uma pequena legião de fãs. Com o seu Speed/Thrash Metal o grupo coloca na pista a galera da fase oitentista e a turma juvenil desse ‘revival’. Muitas comparações eram feitas ao ‘frontman’, Vinny Fist, uns associando a sua voz com a de Rob Halford (Judas Priest) e postura à la Bobby Blitz (Overkill), outros comentando sobre uma grata influência de Nuclear Assault, enfim, o que o grupo faz consegue agradar a “gregos e troianos” ainda mais com ‘covers’ demolidores: Deathrider (Anthrax), Shadows Of The Down (Living Death) e Violence & Force (Exciter). Em certo momento Vinny chama Tales Groo (Darkside) e Sula Batera (Betrayal, Criokar) para acompanhar na instigante Invaders Of The Thrash. Um belo encontro de gerações também no palco.

A noite foi surgindo com a primeira amostra ao vivo da nova formação de Darkside. Marcelo Falcão (vocal) e Tales Groo (guitarra) agora trabalham com Ânderson Meneses (guitarra), Kaio Castelo (baixo), e Acácio Vidal (bateria, Gstruds). O quinteto foi bem recebido e fez um ótimo número com Marcelo expondo a sua agressividade ao público reafirmando o poder da banda, já Tales, menos movimentado (uma atitude atípica), parecia concentrado na desenvoltura de seus novos colegas, o que certamente encheu de orgulho o velho batalhador. A abertura com Apocalypse Bell II / Legacy Of Shadows, tema do próximo álbum, levanta a reação do público, assim como as já carimbadas, Sacrificed Parasites, Born For War e Crossfire. O ‘set list’ foi o menor do evento, mas diante do pouco tempo de entrosamento, o dever de casa foi feito com classe. Durante a apresentação, uma surpresa: Dust Devil, executada pela primeira vez. O show foi encerrado com Bubonic seguida de um ‘stage diving’ de Tales.

O momento brutal ficou a cargo de outra banda respeitada no cenário nacional, Encéfalo. O repertório focado nas composições do futuro álbum, Die To Kill, trouxe uma banda fincada em seus trilhos. Nada menos que sete canções novas fizeram balançar a estrutura do ambiente, entre elas, Age Of Darkness, Assassin e Night Of The Dead com riffs bem trabalhados, solos nervosos e vocais grotescos. Brevemente elas causarão o mesmo efeito de All The Hate In My Soul, Reactions e Slave Of Pain, que ajudaram a conquistar o Brasil.

O Metal oitentista volta com o último número da noite trazendo o ‘power trio’, Masterhead. Prata da casa liderada por Fran “Mustaine” (guitarra, vocal), eles trouxeram um pouco da ‘Bay Area’ para a festa.  Beyond Of Destruction faz sala para Old School Attack (do próximo lançamento), mas In Our Veins The Metal é quem arranca as vozes da platéia. Desta vez o brasileiro Mustaine empunha um modelo Les Paul deixando de lado a sua tradicional Fly V, talvez para ajudar em Devotes Of The Night. O primeiro cover não causou surpresa, mas Mechanix (Megadeth) fez muita gente se atirar na pista. Waiting Terror emendou com Memory Of The 80’s até terminar com uma versão mais “Hardcorizada” de Sanctuary (Iron Maiden). E assim foi o fim de uma grande festa realizada com bastante organização e que vai dar muito falatório em sua região.

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